Muito boa fonte de pesquisa. Se concentra em pessoas "comuns" e não da realeza, o que nos revela hábitos de higiene, alimentação, locomoção, interação social, relações de trabalho, rotina religiosa, se existia ou não mobília, convívio entre europeus mais pobres e os mais ricos e, lógico, com indígenas e negros de diferentes etnias e origens.
Pra quem quer escrever sobre o Rio de Janeiro, é sempre triste (rs) lembrar que por muito tempo ele foi um mangue com dez pessoas e duas vacas, e só passou a ter relevância com a exploração das minas em Minas Gerais. Contudo, quando isso acontece, ele é um porto onde se misturava gente das Américas, Europa, África e Ásia. Fonte riquíssima para uma ficção ainda pouco explorada por aqui.
Depois de grifar 90% do texto, acabei comprando o pacote de ebooks com os 3 livros da série.
Depois preciso reler com mais calma. A ressalva fica por conta do vaivém de datas que acontece de vez em quando. Você está lendo algo sobre determinada década relacionado, p.ex, a comida. Aí o assunto comida se mantém, mas a década mudou, ou a cidade mudou, e se você não ficar ligado, pode acabar confundindo as informações nesse sentido. Não é uma particularidade desse livro, mas achei que valia ressaltar.