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A KGB e a desinformação soviética: a visão de um agente interno

As informações e análises fornecidas por Ladislav Bittman desde a sua deserção do serviço de segurança e inteligência tcheco, em 1968, são extremamente úteis. Aqui ele fornece nomes, datas e locais específicos que ampliam a documentação a respeito das operações soviéticas e tchecas destinadas a influenciar o comportamento ocidental. Este livro tem especial interesse para o público brasileiro porque relata em primeira mão a história da fabricação da tese de que o golpe militar de 1964 teria "começado nos EUA", versão que até hoje é repetida à exaustação e tida como oficial. Bittman revela que toda ela está baseada num dos muitos documentos forjados pelo serviço tcheco durante a Operação Thomas Mann, também chamada de Operação Toro, cujo objetivo era disseminar a idéia de que a política externa americana para com a América Latina havia mudado radicalmente desde a morte do Presidente John F. Kennedy.   Capa 340 páginas
Vide; Ediçã 1ªª (16 de setembro de 2019)
Português
8595070741
978-8595070745
Dimensões do 23 x 16 x 1,8 cm
Peso de 540 g

290 pages, Paperback

First published October 1, 1985

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About the author

Ladislav Bittman

10 books10 followers
Lawrence Martin-Bittman formerly known as Ladislav Bittman, was an American artist, author, and retired professor of disinformation at Boston University. Prior to his defection to the United States in 1968, he served as an intelligence officer specializing in disinformation for the Czechoslovak Intelligence Service.

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Community Reviews

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2 (5%)
1 star
1 (2%)
Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Paulo De.
88 reviews2 followers
December 21, 2015
Livro de suma importância para entender não só a abrangência da KGB e suas táticas, mas também o modus operandi das tendências socialistas hoje. Ladislav Bittman foi o chefe da espionagem soviética no Brasil e este livro, além de conter relatos sobre a espionagem comunista em nosso país e na América Latina, mostra com detalhes tudo o que se precisa saber sobre as chamadas 'medidas ativas': espionagem, sabotagem, terrorismo, tráfico, pirataria, assassinato de reputações, desinformação, falsificação, chantagens, ameaças, guerras, invasões e muitos outros.

Infelizmente, o grande problema da obra é a edição brasileira da Libertar. Certamente foi uma das piores traduções que li. Em muitos trechos, temos a nítida impressão de que foram usados tradutores automáticos. O desleixo se espalha também no uso do vernáculo. Frases sem sentido, problemas de acentuação, ortografia e pontuação, além de vícios estilísticos preenchem quase todas as páginas do livro.

A editora tem lançado excelentes obras, importantíssimos para entendermos boa parte da história do Brasil e do mundo, porém, deveriam cuidar minimamente da edições. Uma boa revisão é recomendada.









Profile Image for Jordan.
110 reviews
January 28, 2021
“Deception is a relatively easy game, particularly against anyone willing to be deceived.”

The KGB may no longer exist but Bittman, a soviet intelligence operative turned defector, provides an illuminating playbook. Various disinformation campaigns and “active measures” used in 1985 seem even easier to implement now. It requires little imagination to see how these methods have been modernized and implemented by virtually every intelligence agency and secret police force in the world today.

Well worth reading if you can find a copy.
Profile Image for Camarada Ugarte.
76 reviews1 follower
February 1, 2022
é incrivel como o modus operandi da URSS não era muito diferente dos EUA,extremamente bizarro
manipulações de informações,no mercado global,na ciência,etc,tudo agindo em prol da necessidade de derrubar o suposto culpado por todos os problemas modernos,os EUA

a quantidade de informação valiosa dentro desse livro é realmente impressionante,e quem diria que a inteligência soviética daria de 10x0 na americana (a ponto de espalharem informações falsas,e eles acreditavam)
como dito no livro,isso se dá por conta de que,nos EUA (pelo menos na época em que o livro foi escrito),de que o governo era meio que obrigado a divulgar as informações a imprensa americana,mesmo se tratando de operações sigilosas
a URSS se aproveitou disso não só para tomar o rumo da "dança" da espionagem,como também identificar os espiões americanos ao redor do mundo e tomar as devidas providências

e se tratando de derrubar o inimigo imperialista (irônicamente,eram tão imperialistas quanto,mudando apenas o lado do espectro político),podiam até financiar instituições terroristas,como as islâmicas,que dão uma certa dor de cabeça até hoje
só pelo fato de serem antiamericanas,já ganhavam os corações do soviéticos,e pra eles pouco importam se eram ultra conservadores e ultra fundamentalistas,se o objetivo era destruir os Estados Unidos,valia até subjulgar uma nação

sobre o livro em si,além de trazer certa confiabilidade e relevância,por conta do escritor ser um ex-agente do serviço secreto da Tchecoslováquia (que era anexada a URSS,inclusive citado por ele mesmo,como o sistema de inteligência que tinha mais "fidelidade" a matriz soviética),ele cita as fontes e explica também toda a trama por trás do projeto de desinformação que era implementado pelos soviéticos,explicando quais documentos eram forjados,como foram forjados e o impacto que isso teve tanto na parte ocidental (EUA) quanto na parte oriental (URSS)
é uma leitura boa,um pouco densa,porém bastante mastigada,e com muitos detalhes
bem estruturado

nota máxima!
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