Jump to ratings and reviews
Rate this book

O abolicionismo

Rate this book
Este foi o texto que destacou o autor e conferiu originalidade ao seu desempenho na primeira fase de sua carreira, e deu inicio à periodização mais divulgada da história do movimento abolicionista no Brasil.

159 pages, ebook

First published January 1, 1883

15 people are currently reading
188 people want to read

About the author

Joaquim Nabuco

118 books10 followers
Joaquim Nabuco (Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo), escritor e diplomata, nasceu no Recife, PE, em 19 de agosto de 1849, e faleceu em Washington, EUA, em 17 de janeiro de 1910. Compareceu às sessões preliminares de instalação da Academia Brasileira, fundador da cadeira nº 27, que tem como patrono Maciel Monteiro. Designado secretário-geral da Instituição na sessão de 28 de janeiro de 1897, exerceu o cargo até 1899 e de 1908 a 1910.

Era filho do Senador José Tomás Nabuco de Araújo e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo, irmã do Marquês do Recife, Francisco Pais Barreto. Estudou humanidades no Colégio Pedro II, bacharelando-se em Letras. Em 1865, seguiu para São Paulo, onde fez os três primeiros anos de Direito e formou-se no Recife, em 1870. Foi adido de primeira classe em Londres, depois em Washington, de 1876 a 1879.

Atraído pela política, foi eleito deputado geral por sua província, vindo então a residir no Rio. Sua entrada para a Câmara marcou o início da campanha em favor do Abolicionismo, que logo se tornou causa nacional, na defesa da qual tanto cresceu. De 1881 a 1884, Nabuco viajou pela Europa e em 1883, em Londres, publicou O Abolicionismo. De regresso ao país, foi novamente eleito deputado por Pernambuco, retomando posição de destaque da campanha abolicionista, que cinco anos depois era coroada de êxito. Ao ser proclamada a República, em 1889, permaneceu com suas convicções monarquistas. Retirou-se da vida pública, dedicando-se à sua obra e ao estudo.

Nessa fase de espontâneo afastamento, Joaquim Nabuco viveu no Rio de Janeiro, exercendo a advocacia e fazendo jornalismo. Frequentava a redação da Revista Brasileira, onde estreitou relações e amizade com altas figuras da vida literária brasileira, Machado de Assis, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça, de cujo convívio nasceria a Academia Brasileira de Letras, em 1897.

Nesse período, Joaquim Nabuco escreveu duas de suas obras mais importantes: Um Estadista do Império, biografia do pai, mas que é, na verdade, a história política do país naquele período, e um livro de memórias, Minha formação, obra clássica de literatura brasileira.

Em 1900, o Presidente Campos Sales conseguiu demovê-lo a aceitar o posto de enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em missão especial em Londres, na questão do Brasil com a Inglaterra, a respeito dos limites da Guiana Inglesa. Em 1901, era acreditado em missão ordinária, como embaixador do Brasil em Londres e, a partir de 1905, em Washington. Em 1906, veio ao Rio de Janeiro para presidir a 3ª. Conferência Pan-Americana. Em sua companhia veio o Secretário de Estado norte-americano Elihu Root. Ambos eram defensores do pan-americanismo, no sentido de uma ampla e efetiva aproximação continental. Em 1909, fez uma viagem oficial a Havana, para assistir à restauração do governo nacional de Cuba.

Grande era o seu prestígio perante o povo e o governo norte-americanos, manifestado em expressões de admiração dos homens mais eminentes, a começar pelo Presidente Theodore Roosevelt e pelo Secretário de Estado Root; e na recepção das Universidades, nas quais proferiu uma série de conferências, sobre cultura brasileira. Quando faleceu, em Washington, seu corpo foi conduzido, com solenidade excepcional, para o cemitério da capital norte-americana, e depois foi trasladado para o Brasil, no cruzador North Caroline. Do Rio de Janeiro foi transportado para o Recife, a cidade que o viu nascer. Em 28 de setembro de 1915, Recife inaugurou, em uma de suas praças públicas, sua estátua.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
45 (46%)
4 stars
28 (28%)
3 stars
20 (20%)
2 stars
4 (4%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 16 of 16 reviews
Profile Image for Dario Andrade.
741 reviews25 followers
June 16, 2018
Escrito em 1883, O Abolicionismo é um dos livros fundamentais para se compreender o Brasil. Isso não é exagero e não é pouca coisa.
Filho da elite pernambucana, Nabuco foi capaz de captar o que havia de errado com o Brasil. Mais do que o errado naquele momento, era o que havia de errado estruturalmente. E que de certa maneira permanece.
A escravidão mais do que ser um dos fatos causadores da nossa natureza, era para ele a causa, o elemento fundador do país e diretamente responsável pela “economia, a organização social e a estrutura de classes, o Estado e o poder político, a própria cultura”. E mais do que isso, a escravidão, em toda a sua perversidade, em toda a sua abominação, é a responsável por todos os nossos males.
No posfácio dessa edição, o professor Jean M. Carvalho França observa que “O cativeiro, argumenta o pernambuco [Nabuco], nódoa que a mãe-pátria imprimiu na própria face, amesquinhou o crescimento econômico do país, corrompeu moralmente brancos e negros, impediu a coesão social, acostumou os brasileiros ao servilismo e à adulação nas relações políticas, enfim, legou-nos uma base podre sobre a qual insistentemente e com resultados medíocres tentamos criar uma nação”.
Para ele, Nabuco, a escravidão era algo que, então, não se esgotava na relação de posse de um homem por outro. Era isso, é claro, mas era muito mais:
“Significa muito mais: a soma do poderio, influência, capital e clientela dos senhores todos; o feudalismo estabelecido no interior; a dependência em que o comércio, a religião, a pobreza, a indústria, o Parlamento, a Coroa, o Estado, enfim, se acham perante o poder agregado da minoria aristocrática, em cujas senzalas centenas de milhares de entes humanos vivem embrutecidos e moralmente mutilados pelo próprio regime a que estão sujeitos; e por último, o espírito, o princípio vital que anima a instituição toda, sobretudo no momento em que ela entra a recear pela posse imemorial em que se acha investida, espírito que há sido em toda a história dos países de escravos a causa de seu atraso e da sua ruína”.
Assim, para Nabuco, o abolicionismo envolvia, obviamente, a liberação do mais de milhão de pessoas que viviam em cativeiro. Era, também, muito mais do que isso. Era a superação do que havia imprimido na mentalidade dos brasileiros. “O nosso caráter, o nosso temperamento, a nossa organização toda, física, intelectual e moral, acha-se terrivelmente afetada pelas influências com que a escravidão passou trezentos anos a permear a sociedade brasileira”.
Assim, o abolicionismo envolvia algo a mais, “a [tarefa] do futuro: a de apagar todos os efeitos de um regime que, há três séculos, é uma escola de desmoralização e inércia, de servilismo e irresponsabilidade para a casta dos senhores”.
E além disso, o abolicionismo envolvia, ainda, “um programa sério de reformas (...) por meio da educação, da associação, da imprensa, da imigração espontânea, da religião purificada, de um novo ideal de Estado” e “a emancipação dos escravos é portanto apenas o começo de um Rinnovamento”.
Vaticina ele, porém, que o fiasco do abolicionismo seria o fracasso do país: “O Brasil seria o mais desgraçado dos países do mundo, devemos acrescentar, hoje que essa consciência despontou, se, tendo um partido abolicionista, esse partido não triunfasse: seria a prova de que a escravidão havia completado a sua obra e selado o destino nacional com o sangue dos milhões de vítimas que fez dentro do nosso território. Deveríamos então perder, para sempre, a esperança a pátria [sonhada]”.
Enfim, se olharmos o que aconteceu após o 13 de maio, veremos que esse ambicioso programa de reformas jamais se transformou em realidade. A educação, parte desse programa, é algo que nunca se realizou e, ainda hoje, segunda década do século XXI, um em cada dez brasileiros é, grosso modo, analfabeto e muitos outros são alfabetizados apenas nominalmente, mal sabendo ler, escrever ou fazer contas.
O legado da escravidão, enfim, permanece vivo, assombrando a cada um de nós e, pior do que tudo, sugerindo que o país fracassou.



Profile Image for Reh.
22 reviews14 followers
July 10, 2019
Incrível pensar que em 1883 o Brasil ainda precisasse de livros assim. A simples existência dessa obra de Joaquim Nabuco já denuncia o atraso da nossa "pátria amada" (atraso esse que permanece até hoje, diga-se de passagem). O que mais gostei no livro foi a paixão com a qual Nabuco escreve, às vezes utilizando uma linguagem quase literária e construindo passagens realmente muito bonitas, que tocam o leitor: "(...) no campo, isolado do mundo, longe da proteção do Estado, sem ser conhecido de nenhum dos agentes deste, tendo apenas o seu nome de batismo matriculado, quando o tem, no livro da coletoria local, podendo ser fechado num calabouço durante meses - nenhuma autoridade visita esses cárceres privados - ou ser açoitado todos os dias pela menor falta, ou sem falta alguma; à mercê do temperamento e do caráter do senhor, que lhe dá de esmola a roupa e alimentação que quer, sujeito a ser dado em penhor, a ser hipotecado, a ser vendido, o escravo brasileiro literalmente falando só tem de seu uma coisa - a morte". A indignação do autor se transmite facilmente, e o sentimento só aumenta quando pensamos que as consequências da escravidão existem até hoje. Nabuco utiliza uma linguagem simples e por vezes poética, que faz com que o livro flua sem dificuldade, ao mesmo tempo em que ele cria uma consciência necessária.
Gosto também como o autor explicita os argumentos das pessoas contrárias à abolição, e como expõe o absurdo da situação. "Diz-se que entre nós a escravidão é suave, e os senhores são bons. A verdade, porém, é que toda a escravidão é a mesma, e quanto à bondade dos senhores esta não passa da resignação dos escravos". Assusta pensar na atualidade dessa frase (trocando o termo "escravidão" por um outro, não muito diferente).
Outro aspecto interessante do livro é como Nabuco expõe os objetivos do abolicionismo, que não consiste apenas na emancipação dos escravos, mas na integração desses seres (mais brasileiros que os seus senhores) na sociedade. A consciência de Nabuco de que a luta não acaba com a abolição da escravatura, mas continua até que se elimine as consequências da escravidão, é o que torna (penso eu) o livro tão atual - e tão necessário. "A escravidão é um mal que não precisa mais de ter as suas fontes renovadas para atuar em nossa circulação, e que, hoje, dispensa a relação de senhor e escravo, porque já se diluiu no sangue. Não é, portanto, a simples emancipação dos escravos e ingênuos que há de destruir esses germens, para os quais o organismo adquiriu tal afinidade".
Por fim, o autor não demanda para si nenhum reconhecimento de grandeza por aquilo que defende, pois sabe que aquilo que defende é o mínimo necessário para continuarmos humanos: "Nenhum de nós pode aspirar à glória pessoal, porque não há glória no fim do século XIX em homens educados nas ideias e na cultura intelectual de uma época tão adiantada como a nossa, pedirem a emancipação de escravos".
Apesar de discordar apenas pontualmente com alguns trechos do livro, creio ser uma obra indispensável para leitura de todos os brasileiros (não se trata, portanto, de uma leitura recomendada, mas necessária), especialmente para aqueles que não enxergam as consequências e as marcas que mais de três séculos de escravidão deixaram nesse país.
Profile Image for Anderson Paz.
Author 4 books19 followers
May 13, 2019
Uma obra clássica do século XIX e indispensável para entender o Brasil. O estadista Nabuco apresenta a causa da abolição da escravatura, tentando convencer, em especial, o partido liberal que defendia a escravidão com base no valor da propriedade privada. O autor, que também era um liberal, argumenta, com fulcro na importância dos negros, na imoralidade da escravidão, na contaminação de todas as esferas sociais, que a abolição seria o primeiro passo na formação de uma identidade nacional.
Profile Image for Marcos Henrique Amaral.
125 reviews11 followers
February 24, 2019
O autor pleiteia a abolição da escravatura, enxergando nesta o principal fundamento do nosso atraso. Interessa a Nabuco mostrar a escravidão em sentido lato ― como categoria analítico-histórica ―, uma totalidade que perpassa os planos políticos, culturais, econômicos e psicológicos (em última instância, a antinomia escravidão/abolição é homóloga ao par atraso/modernidade).

Tomar a escravidão em sentido lato, ou a escravidão como instituição total, significa não vê-la apenas como a relação entre senhor e escravo, mas também a sociedade estamental “atrasada” cuja totalidade da vida social encontra-se sob o poderio de uma minoria aristocrática. Assim, o comércio, a religião, a pobreza, a indústria, o parlamento, a coroa, o Estado, estão submetidos a uma minoria que mantém o regime escravocrata. Diz respeito, então, a um "espírito atrasado" e, por isso, a abolição só ser fará possível mediante a reeducação dos espíritos.

Assim o abolicionismo proposto por Nabuco ― também em sentido lato ― seria a emergência do povo livre e, daí, apto a se autogovernar. Há um nítido compromisso com a ilustração iluminista e com as prerrogativas dos direitos do homem. A noção de civilização moderna, atrelada ao direito natural do homem é tomada como um valor em si mesma (p. 89) e, portanto, seria o melhor caminho no sentido de reconstruir a nação sob pilares da liberdade e da igualdade. Nas palavras do autor, “obra ― de reparação, vergonha ou arrependimento, como a queiram chamar ― é apenas a tarefa imediata do abolicionismo. Além dessa, há outra maior, a do futuro; a de apagar todos os efeitos de um regímen que, há três séculos, é uma escola de desmoralização e inércia, de servilismo e irresponsabilidade para a casta dos senhores, e que fez do Brasil o Paraguai da escravidão”.

O esforço de Nabuco está em sintonia com o propósito de renovação política e institucional da nação e isso se desdobraria enquanto fator ideológico que ressoaria sobre os fundamentos estruturais, ou seja, redundaria na ruína da economia monocultural tropical calcada no trabalho servil. Ressalte-se que o abolicionismo de Nabuco tem caráter institucional, é uma conclamação à liberdade lavrada em lei.

Indo adiante, se há um fundo de moralidade no movimento abolicionista, que postula incompatibilidade entre o regime de escravidão e um país que se pretende democrático (“o dever de elevar os escravos a homens precede a toda arquitetura democrática”, p. 17), Nabuco preocupa-se em apontar a escravidão também como degradação econômica (p. 77). Ele aponta que o tráfico não é rentável e fez com que muitos agricultores perdessem suas posses. Também é frequente que o autor remeta-se ao caso norte-americano como argumentação de que o trabalho livre é mais produtivo e lucrativo.

O tema da incompatibilidade entre atraso/escravidão e a modernidade/civilização é uma constante. Neste sentido, a escravidão ― como instituição total que provoca todo o atraso brasileiro ― é um empecilho e uma vergonha à nação. “É difícil hoje a um liberal ou conservador, convencido dos princípios cardeais do desenvolvimento social moderno e do direito inato ― no estado de civilização ― de cada homem à sua liberdade e cujo credo a mesma natureza humana pode servir para base da democracia e da escravidão, conferir a um indivíduo, ao mesmo tempo, o direito de tomar parte no governo do país e o de manter outros indivíduos ― porque os comprou ou os herdou ― em abjeta subserviência forçada durante toda a vida” (p. 17).


A QUESTÃO DO NEGRO X NAÇÃO
Se a nação é ponto seminal entre os objetivos do abolicionismo, reconstruir o Brasil sobre o trabalho livre e a união das raças na liberdade imporia uma nova agenda de metas cujo termo consensual seria a postulação da raça negra como elemento de considerável importância nacional, na medida em que a doação de valor mediante o trabalho estivera ao seu encargo ao longo dos séculos no país. O autor elenca ao menos dois argumentos fundamentais que legitimam a população negra como constitutiva da nação e que, portanto, não poderiam ser excluídas dos esforços de consolidação do Estado-nação brasileiro: (i) ARGUMENTO NUMÉRICO: o contingente populacional negro se sobrepõe ao das demais raças. “A raça negra nos deu um povo” (p. 24). (ii) ARGUMENTO DA CONSTRUÇÃO E DO TRABALHO: a raça negra “construiu nosso país”, levantou e cultivou tudo que se encontra no território. “O africano foi o principal instrumento da ocupação e da manutenção do nosso território” (p. 24).
Profile Image for Brono.
181 reviews6 followers
January 25, 2023
140 anos após escrito, eu me debruço e inevitavelmente me transporto para o que no presente momento pode ser apenas imaginado.
Que caminhada mais dura, insensata e atrasada carregam as palavras da bandeira do Brasil, pois ao terminar esta obra resta a questão: Que ordem? Que progresso?
3 longos séculos e meio de embrutecimento dos nossos semelhantes por pura ganância e enriquecimento próprio. “Com a escravidão do homem e do voto, continuaremos a ser como hoje somos, menosprezados pelo mundo civilizado que não pode compreender se progrida tão pouco com uma natureza tão rica” escrevia o Sr. Saraiva em 1868.
É preciso que aprendamos mais sobre uma história contada aos pedaços.
Profile Image for José Maria.
40 reviews
July 28, 2023
Nada como um texto contemporâneo do período final da escravidão pra evidenciar o quanto dos problemas sociais ainda atuais tem suas raízes ali. Funcionalismo público como "asilo" de elites, especulação e concentração de terras, a dificuldade crônica da consolidação de uma força de trabalho livre. O que é um diagnóstico da situação brasileira em 1880, infelizmente, toca em muitos pontos sensíveis até hoje.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Breno Coelho.
74 reviews2 followers
August 24, 2020
Vibrante polemica contra a escravidão, ainda tem força pelo seu estilo e pela enfase dada à escravidão na formação do carater nacional. Para Jean Carvalho França é o primeito trabalho de sociologia do Brasil, o que tem um grande fundo de verdade. Interessante leitura.
Profile Image for sojinhagames.
14 reviews
March 26, 2025
Ótima exposição do movimento abolicionista e eventos relacionados a escravidão que marcaram a formação do Brasil, porém não consegui gostar da escrita muitas vezes repetitiva e sem graça dos capítulos, mesmo com algumas frases bonitas aqui e ali
Profile Image for Victor H.
96 reviews
May 11, 2025
Aborda várias perspectivas do porquê da escravidão ser abolida. Demonstra que é ruim para todos os envolvidos e foi escrito para ser lido - ou seja, o estilo é direto, com metáforas criativas que deixam entrever como era culto o autor. Escrito cerca de 5 anos antes da abolição.
115 reviews1 follower
June 30, 2024
While this translation is helpful, a robust annotative supplement would have been a much-appreciated addition to this otherwise helpful interpretive reprisal.
Profile Image for Fortunato Russo.
55 reviews1 follower
October 4, 2020
Livro muito bom! Nabuco é um mestre em nos fazer sentir na obrigação, como cidadãos, de repudiar veementemente os preconceitos raciais. A sensação de desprezo aquele regime asqueroso, sem pudor e atrasado. Um regime que manteve o Brasil preso a um passado imoral e amoral. Vale à pena a leitura na defesa da liberdade.
Profile Image for Wagner.
5 reviews2 followers
November 11, 2012
Livro propaganda escrito há mais de 100 anos e ainda atual.
Displaying 1 - 16 of 16 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.