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Reprodução

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Um homem, referido como 'o estudante de chinês', se envolve num estranho imbróglio quando se preparava para embarcar para China no mesmo voo de uma de suas antigas professoras desse idioma. Detido por um delegado da Polícia Federal, desanda a desfiar toda uma série de preconceitos tenebrosos - contra negros, árabes, judeus, gays, pobres, gordos -, prejudicando-se ainda mais aos olhos da lei. Acontece que esse 'estudante de chinês', sujeito que chegou a trabalhar no mercado financeiro, é um típico personagem da nossa época - leitor de revistas semanais, comentarista de blogs (onde vitupera em caps lock contra as minorias), com um saber supostamente enciclopédico (graças à Wikipedia) e um ethos reacionário, parece encarnar um tipo anti-intelectual que iria ganhar força graças ao espaço relativamente livre da internet. Mas a confusão em que o personagem de Bernardo Carvalho se envolve é apenas a ponta do iceberg - o próprio delegado tem uma estranha história envolvendo paternidade, assim como uma de suas colegas, uma agente infiltrada numa igreja neopentecostal. Sem falar na própria professora de chinês, que está tentando retornar à China para replicar, através da vida de uma menina órfã, a sua própria infância devastada. São personagens, vigorosamente construídos pelo autor, às voltas com suas próprias buscas de identidade e procura por um sentido. Enquanto o estudante de chinês embarca numa espécie de delírio, o mundo à sua volta parece igualmente destituído de um sentido maior. Porque cada um tem sua versão da realidade. E é do choque dessas diversas versões que 'Reprodução' ganha força e profundidade, sem abdicar da fluência e do humor corrosivo. É deste modo, trazendo à tona uma série de 'reproduções' - do discurso da imprensa aos sites da internet, da reprodução sexual à própria imitação da vida - que este romance poderoso do início ao fim ganha relevância.

168 pages, Paperback

First published January 1, 2013

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About the author

Bernardo Carvalho

71 books79 followers
Bernardo Carvalho (Rio de Janeiro, 1960) é um escritor e jornalista brasileiro.

Foi editor do suplemento de ensaios Folhetim, e correspondente da Folha de São Paulo em Paris e Nova Iorque. Seus dois primeiros livros foram editados na França.

Bernardo Carvalho teve o seu livro Mongólia distinguido com o prêmio APCA da Associação Paulista dos Críticos de Arte, edição 2003, na categoria romance, depois de ter já vencido, a meias com Dalton Trevisan (Pico na Veia) o Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, com o romance Nove Noites.

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Community Reviews

5 stars
14 (7%)
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39 (19%)
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65 (32%)
1 star
21 (10%)
Displaying 1 - 19 of 19 reviews
Profile Image for Cintia Andrade.
487 reviews51 followers
February 9, 2018
Antes de mais nada, preciso dizer que amo Bernardo. Amo O filho da mãe, amo Simpatia pelo Demônio, amo Nove Noites, amo as colunas que ele escreve na Folha.

Tendo dito isso, esse livro é insuportável. Ele é composto de 3 monólogos de 2 personagens diferentes. Bernardo quis criar uma espécie de arquétipo do comentarista de portal, mas é absolutamente horrível ficar lendo capítulos de 50 páginas de uma pessoa insuportável falando ininterruptamente, com uma repetição sem fim de certas frases clichês e estratégias discursivas. Se eu quisesse ler isso, bem, era só ler os comentários de qualquer notícia. É torturante.
Profile Image for David Pimenta.
376 reviews19 followers
October 6, 2015
Tudo começa no instante em que um estudante decide aprender uma nova língua – a língua chinesa –, por “achar que a própria língua não dá conta do que tem para dizer”. Como resultado de uma vida sem uma ponta de felicidade, desempregado e divorciado há seis anos, resta-lhe unicamente uma sensação de insatisfação que o leva a estudar a língua chinesa e a querer embarcar para a China. É no momento em que está na fila para fazer o check-in que encontra a sua professora de chinês e, após algum tempo, acaba por ser detido com a sua professora. Cada um é levado para uma sala diferente, cada um é questionado por um polícia. Sob o olhar do estudante de chinês, Bernardo Carvalho convida em Reprodução (Quetzal, 2015) o leitor a reflectir, numa época em que o acesso à informação está à mão de todas as pessoas (apesar do momento de reflexão ser questionado).

A partir do momento em que o estudante de chinês é detido e submetido a um interrogatório, ouve-se unicamente o monólogo fervoroso do jovem detido. Um monólogo meticulosamente pensado e estruturado pelo autor, onde não há lugar ou tempo para o leitor ter acesso ao discurso da personagem que prendeu o estudante de chinês. “Porquê? Ora, por quê! Porque fui estudar chinês. Não fui estudar inglês ou espanhol. Chinês é a língua do demônio”, começa por se justificar o estudante em relação à escolha da sua viagem, tentando afastar as suspeitas da polícia sobre um relacionamento com a sua professora de chinês. Uma suspeita que o leitor só verá confirmada no último capítulo do livro, após uma viagem pela insatisfação do protagonista: pela sua vida pessoal, o sistema, os estereótipos, o Brasil, a homossexualidade, e tantos assuntos diariamente abordados de uma forma superficial pelos meios de comunicação – jornais, Internet, pessoas –, mas nunca reflectidos.

Para ler todo o artigo aqui: http://deusmelivro.com/critica/reprod...
Profile Image for Igor Trabuco.
16 reviews36 followers
December 29, 2013
A narrativa é empolgante, mas confusa. Se você não conseguir ler de uma vez só, os personagens, que não têm nome, se embaralham na cabeça.
Profile Image for Carlos.
Author 13 books43 followers
May 30, 2019
ANOTAÇÕES DE UM HOMEM REVOLTADO

A ampla liberdade de discurso do mundo contemporâneo e a capacidade infinita de acesso à informação podem estar criando uma esfera pública que, em vez de opinião, é pródiga em reproduções. É essa, desde o título, a linha de questionamento que o novo romance de Bernardo Carvalho, Reprodução, pretende abrir.

O romance é o mais recente trabalho de um dos nomes mais bem considerados na atual ficção contemporânea. Desde sua estreia, em 1993, com a coletânea de contos Aberração, Carvalho, também jornalista, publicou outros 10 livros, entre os quais obras premiadas e elogiadas como Mongólia e Nove Noites. Diferentemente dos livros anteriores, Reprodução aposta em um humor mais cáustico.

O protagonista é um homem de meia idade identificado apenas como "o estudante de chinês". Certo dia, ele encontra, na fila de embarque de um aeroporto, uma chinesa que lhe deu aulas na escola de idiomas e sumiu sem mais explicações. A mulher agora puxa uma criança pela mão e arrasta pesadas malas. Ao abordá-la, o estudante vê um homem se aproximar e levar a professora e a criança. Na sequência, um segundo homem que se identifica como delegado da Polícia Federal aparece e prende o estudante para interrogatório – há uma denúncia de que a professora, com quem ele foi visto falando, está servindo de mula para o tráfico de drogas.

Toda essa confusão é narrada em poucas páginas no início do livro, e em seguida a estrutura do livro é organizada em três monólogos – ou antes, em três diálogos nos quais o leitor só tem acesso a uma das partes. No primeiro, o homem conversa com o delegado em uma diatribe exaltada que, por trás de um discurso acelerado e tributário do que leu nos melhores "colunistas e formadores de opinião", revela arraigados preconceitos, como racismo, homofobia, discriminação de classe e antissemitismo. O resultado é a caricatura de um comentarista padrão de caixa de comentários de internet: "Já disse, não tenho nada contra preto e judeu, que em sua maioria são brancos", diz, a certa altura.

É nas etapas seguintes que o livro vai ganhando meios-tons. Na segunda, o estudante de chinês ouve, por trás de uma divisória,as declarações de outra delegada que discute com o primeiro e revela alguns detalhes da trama em que o estudante se viu enrolado. Na terceira, o estudante volta a falar, em um capítulo que põe algumas coisas em dúvida no conjunto da obra – que podem ser fruto de imaginação e paranoia do homem, um ex-operador do mercado financeiro com a vida em frangalhos.

– Esse personagem não é uma caricatura do malufismo, por exemplo. Tudo bem, ele é uma excrescência, é homofóbico, racista mas, ao mesmo tempo, diz coisas com as quais às vezes se pode concordar. O que me interessa neste momento é menos o fascista declarado e caricato e mais a possibilidade de você não perceber em um discurso libertário o nascimento de um novo fascismo – diz o escritor.
Profile Image for Rogerio Lopes.
830 reviews18 followers
July 26, 2020
Histórico de leitura
04/06/2016
100% (168 de 168)
"Claro que não posso dizer que seja um livro ruim, mas definitivamente não é um livro agradável de ler, vc o termina com uma certa sensação de vazio, de nadar e nadar e morrer na praia."
30/05/2016
61% (102 de 168)
"Depois da discussão sobre ele, ainda mais intrigado para saber onde tudo isso vai parar.."
24/05/2016
26% (44 de 168)
"Um tato perturbador, uma leitura difícil pelo ruído e ainda mais pela sua atualidade..."
Profile Image for Fern F.
409 reviews4 followers
August 14, 2021
Olha… o Bernardo Carvalho escolheu um formato diferente — diálogo, mas apenas incluindo o diálogo de uma pessoa — e se manteve fiel a esse formato por 99% do livro. E é um conceito interessante, especialmente como forma de expor como certas pessoas da sociedade pensam. Mas, apesar de respeitar as escolhas do autor, “Reprodução” é um saco. Eu aceitaria 80 páginas de diálogo chato, mas não 167. E além disso o final? Tenho muitas perguntas sobre a logística daquela viagem.
Profile Image for Bruno Alves.
Author 6 books11 followers
January 9, 2016
(Acessível em http://adlectorem.wordpress.com/2014/...)

Uma irônica comédia dos mal entendidos, Reprodução é o livro mais recente do contemporâneo Bernardo Carvalho. Somos apresentados ao estudante de chinês, perfeito cidadão médio brasileiro, leitor de colunas, jornais e blogs. Fruto da sociedade da informação, ele se considera e brada a alta voz que é informado, que não é racista (afinal, brasileiro o é), tolerante e ciente de seus direitos. Ao encontrar sua ex-professora de chinês em um aeroporto, donde pretendia partir para Pequim, é detido pela polícia do aeroporto. Aparentemente, a professora está metida em alguma ação criminosa e, como a cumprimentou (infelizmente, sem entender seu chinês), agora é suspeito, cúmplice, ou algo que o valha.

O recurso narrativo usado durante a maior parte do romance é o diálogo de um lado só. A voz do estudante de chinês é ouvida, própria e cômica, enquanto conversa com o delegado que o interroga — e não ouvimos as falas do policial. O livro então encadeia-se em um fluxo de conversa unilateral e constante, sem pausa, sem parágrafo; apenas períodos encadeados e seguidos. Ponto, exclamação, repetição, mal entendido. Aos poucos, o estudante de chinês conta mais sobre si mesmo, sobre seus valores e suas opiniões — mesmo quando não são pedidas. Sente uma necessidade de opinar, de dar palpite, de compartilhar sua moral e suas ações.

A ironia que transborda do retrato pintado do contemporâneo nacional é palpável e chega a ser engraçada; as contradições internas, a auto-cegueira que o indivíduo se impõe ao não aceitar seus próprios defeitos (ou, em um lado mais claro, a sua índole reacionária). E seu depoimento não é nada mais que uma reprodução daquilo que lê, do que assimila de suas colunas, blogs e jornais, do que a mídia lhe vomita e ele, acrítico, engole como a verdade absoluta.

Ao mesmo tempo, temos como os mal entendidos — que, segundo o narrador, não deixa de ser uma forma de comunicação — estão presentes a todo o momento. Seja em trechos pontuais, de não entender o que disse no momento, para deixar de entender toda a situação, o grande plano, a falta de um relatório, o ambiente do aeroporto, um dilema familiar. Mal entendidos são uma forma de entendimento, e não deixa de haver uma troca. E eles estão presentes, são um personagem próprio, em Reprodução. Em uma sociedade onde todos estão ocupados demais pensando em seus próprios dilemas — e o romance não deixa de apontar que até a escrivã subalterna tem a sua própria história — ninguém consegue se entender perfeitamente.

Uma segunda voz se faz presente a partir da metade do romance, na segunda parte do livro, que é dividido em três. O delegado que tenta, sem sucesso, manter um diálogo compreensível com o estudante de chinês troca palavras com sua colega, uma outra delegada — desta vez, só ouvimos a parte dela do diálogo. E segue-se uma segunda comédia dos mal entendidos. Aqui o foco dramático se desloca dos valores do estudante para os dilemas da delegada; sua insegurança, possível religiosidade, seus medos e frustrações; um caso de paternidade e, em menor grau, a própria questão da professora de chinês e de seu desaparecimento, sequestrada por um agente da polícia pouco antes de deterem o estudante. Sua voz narrativa-conversativa é diferente, ainda interessante, e demonstra a competência do autor em desenvolver vozes distintas. Os diálogos (quase monólogos) são ao mesmo tempo parecidos e diferenciados em tom e tema.

Entretanto, o romance, que se estende por 167 páginas, talvez acabe pecando em sua extensão. O recurso é original e, a primeira vista, instigante — mas a sua validade acaba perdendo sustentação depois de um certo tempo, quando a novidade deixa de fazer diferença e os mal entendidos começam a se tornar cansativos. O livro precisa de fôlego e dedicação do leitor, sem pausas e com uma mancha gráfica pesada, e pode acabar desestimulando. Após uma certa extensão, o uso dos mesmos artifícios frasais para ouvirmos implicitamente o outro lado da conversa acabam ficando repetitivos e algo enfadonhos. Por exemplo, o locutor repetir, como se não tivesse entendido, o que seu interlocutor acabou de fazê-lo. Pedir uma recapitulação. Uma ideia que, apesar de funcionar se usada esparsamente, acaba soando forçada justamente pela sua insistência. Talvez existissem outras formas de se alcançar os efeitos de um quase-entendimento de maneira mais eficiente, usando uma gama maior de recursos. Ou, por outro lado, se o romance se estendesse menos, não houvesse esta necessidade.

Em um livro sobre tragédia, ironia e atualidade, Bernardo Carvalho aponta o retrato das inseguranças e falsas seguranças do brasileiro contemporâneo. Pode servir para desestabilizar quem se enxerga na reprodução do estudante de chinês. E acaba que o título pode ter vários significados — Reprodução de ideias, de falas, de pessoas, da mídia. E, apesar da crítica não ser em nada sutil, sucede em passar bem uma ideia, através de uma caricatura de pessoa que, surpreendentemente, existe em todo lugar. É um romance instigante, talvez menos por uma história do que por uma ideia — não obstante, ao final, ficou a impressão de que o livro poderia ser mais condensado.
Profile Image for Valéria Moraes.
6 reviews1 follower
December 28, 2024
Apesar da proposta narrativa ousada, com uma história contada em longos "diálogos" em primeira pessoa e sem parágrafos, a leitura se torna monótona devido à superficialidade e ao tom insuportável do protagonista.
Profile Image for Adriano Koehler.
212 reviews2 followers
July 16, 2025
Achei a escolha pelo depoimento unilateral, em que temos que imaginar as perguntas, meio equivocada, pois o argumento ia, retornava, ia de novo, retornava, meio que mais vezes que o necessário. Enfim, achei confuso.
Profile Image for jose coimbra.
175 reviews22 followers
April 14, 2014
É com o movimento súbito de uma ação policial, que tem como resultado o sequestro de uma chinesa acompanhada de uma criança, que somos lançados no turbilhão de palavras que formam o romance de Bernardo Carvalho. Ali, naquele momento, o que estava previsto e em vias de realização (uma fila de check-in, o embarque, o voo, a chegada, a continuação da viagem) encontra sua abreviação. Por extensão, outra personagem, o estudante de chinês, vê-se também afastada do que imaginava ser um deslocamento já realizado (uma fila de check-in, o embarque, o voo, a chegada, a continuação da viagem...).

Ao lado do desvio de um eixo conhecido, de uma história dada de antemão, que se repetirá ao longo do livro em momentos distintos, revelando sempre em um segundo instante a face oculta da narrativa previamente apresentada, a reprodução do título do trabalho espalha-se reiteradamente. "Você também só se reproduz", afirma uma das personagens. Reprodução que não é apenas a da verborragia que recapitula enunciados que estão todos ao nosso redor, mostrando o quanto somos constituídos pelo senso comum e nele nos 'reproduzimos', mas também na biologia, na cadeia de DNA, nessa transmissão que de uma geração a outra é algo do passado que se revelaria no presente.

É na interrogação sobre a imaginação, no choque de saber que uma pesquisa científica teria afirmado sua inexistência, na pergunta sobre o que seria isso, a imaginação, que somos forçados a ver um dos nomes que promoveriam a quebra da pura e simples reprodução, possibilidade para uma repetição da diferença, o acaso que nos afasta daquele ponto de chegada esperado, das reproduções do que tomamos como nossa propriedade, nossa mais íntima produção.

Bernardo Carvalho constrói seu trabalho dividindo-o em três partes, nas quais, a cada momento, o estudante de chinês e a delegada têm no delegado da polícia federal o interlocutor quase mudo que promove a fala e nos apresenta as cenas, os motivos e as personagens que permitem a fluidez da narrativa e seu desfecho. Nesses esquema, as epígrafes escolhidas também nos apontam para uma interrogação sobre os limites e as dificuldades em ouvir e ser ouvido.

A reprodução, que é o o leitmotiv do livro, encarna-se ainda na estrutura do texto, com planos que se espelham (a verborragia do estudante de chinês e da delegada, por exemplo, a solidão das personagens) e na sua própria estrutura, na qual reiterações e repetições dão a tônica. Nesse trabalho, mais uma vez, a questão que permanece diz respeito a impossibilidade de um sujeito unificado, senhor exclusivo de sua própria história.
30 reviews1 follower
June 24, 2015
O ponto forte desse livro são os "dialógos" que são apresentados somente do ponto de vista de um dos interlocutores, portanto cabe ao leitor inferir ou imaginar o que o outro interlocutor diz, trazendo assim uma vontade maior de avançar na leitura para obter mais pistas sobre o conteúdo do discurso do interlocutor omisso. Acho que o autor ficou devendo um final mais longo e emocionante. Leitura recomendada para reflexão sobre o comportamento moderno de reprodução de informações de forma acrítica.
Profile Image for Aline.
35 reviews4 followers
February 5, 2016
Seja bem vindo ao mundo delirante que há dentro da cabeça do Comentarista de Internet. Aquele tipo que frequenta Facebook e portais de notícias, super informado e capaz de compreender o mundo de maneira cristalina, até porque não considera contradição um problema.

Sabe quando você está num ônibus em viagem longa e tem uma criatura dando palestra no celular? Não para de falar, fala sobre tudo, cheia de certezas e você não escuta a voz do outro lado, até o ponto em que a conversa fica tão louca que você desconfia até que não tem ninguém do outro lado.
É uma experiência incômoda.
Profile Image for Pedro Burgos.
9 reviews12 followers
February 5, 2014
As primeiras 50 ou 60 páginas são bem interessantes por mostrar como funciona (ou não funciona) o raciocínio de um "comentarista de portal", que liga referências rasas e duvidosas a tudo, e não para de vomitar pensamentos e paranóias dos outros. A outra personagem é bem menos interessante e ocupa a metade do livro. E tem horas que a limitação autoimposta pelo Bernardo Carvalho (deixar só uma pessoa falando) deixam a prosa forçada e repetitiva.
Profile Image for Gilberto Cunha.
1 review
October 24, 2013
Numa prosa ágil e modernista, as reproduções de "Reprodução" são patéticas e brilhantes, enfadonhas e interessantes, mergulhadas numa extensa lista de contradições que permeiam um enredo simplista, que poderia ser muito melhor trabalhado. O resultado é um romance agradável e diferente. E, por esta ser a primeira obra de Bernardo que leio, satisfez todas as minhas expectativas. 3.5
28 reviews8 followers
January 17, 2014
Hard to read at times. The story of the Chinese student is fun, but disappears for large stretches of the book.
Profile Image for Anna.
177 reviews
February 1, 2016
Interessante. Esquisito. Difícil de ler de uma tacada só. Acho que jamais leria se não fosse indicação do Book Club do Manual do Usuário, então yay Book Clubs!
Displaying 1 - 19 of 19 reviews

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