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A Graça da Coisa

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Passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que o mundo está uma doidice sem tamanho não é preciso dizer. Que estamos cada vez trabalhando mais, ficando mais tempo no celular e no trânsito, nem se fala. Então como sobreviver, ou melhor, como viver em meio a este caos que se transformou a nossa vida? Para Martha Medeiros, a grande questão é se desapegar daquilo que é desnecessário, que nos faz mal, que nos atrasa, e enxergar a graça da coisa - sendo a 'coisa', no caso, a própria vida. É deixar ideias pré-concebidas de lado, saber rir de si mesmo, se reinventar; estar aberto para encontrar o amor onde menos se espera, é transformar a ansiedade em sabedoria, é saber ouvir, é um conjunto de pequenas atitudes que, se colocadas em prática, vão nos ajudar a levar uma vida mais desestressada e, de quebra, nos surpreender. Reverenciando a tradição da crônica brasileira, Martha Medeiros fala cara a cara com o leitor, mostrando que não estamos sozinhos nas nossas neuroses diárias. Esta coletânea de oitenta textos que abordam os temas mais caros à autora - o amor, o cinema, os relacionamentos, as relações familiares, entre muitos outros - traz, sem dúvida, alguns dos assuntos sobre os quais mais nos indagamos hoje em dia - um prato cheio para o autoconhecimento.

216 pages, Paperback

First published July 1, 2013

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About the author

Martha Medeiros

50 books164 followers
Martha Medeiros nasceu em Porto Alegre em 20 de agosto de 1961 e é formada em Comunicação Social. Como poeta, publicou os seguintes livros: Strip Tease (Brasiliense, 1985), Meia-Noite e Um Quarto (L&PM, 1987) Persona Non Grata (L&PM, 1991), De Cara Lavada (L&PM, 1995), Poesia Reunida (L&PM, 1999) e Cartas Extraviadas e Outros Poemas (L&PM, 2001). Em maio de 1995 lançou seu primeiro livro de crônicas, Geração Bivolt (Artes & Ofícios), onde reuniu artigos publicados em Zero Hora e textos inéditos. Em 1996 lançou o guia Santiago do Chile, Crônicas e Dicas de Viagem, fruto dos oito meses em que viveu na capital chilena. Seu segundo livro de crônicas, Topless (L&PM, 1997), ganhou o Prêmio Açorianos de Literatura.

É autora dos best-sellers Trem-Bala, Doidas e santas e Feliz por nada. Seu romance Divã, lançado pela editora Objetiva, já vendeu mais de 50.000 exemplares e também virou peça de teatro, com Lilia Cabral no papel principal. Martha ainda escreveu um livro infantil chamado Esquisita Como Eu, pela editora Projeto, e o livro de ficção Selma e Sinatra. É colunista dos jornais Zero Hora e O Globo, além de colaborar para outras publicações.

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Displaying 1 - 16 of 16 reviews
Profile Image for Manú.
36 reviews
September 30, 2025
A Graça da Coisa é tentar encontrar, na vida, coisas que nos elevem. É buscar, em momentos simples, alegrias para continuar, apesar de todos os pesares, de todas as dificuldades.
Gostei muito da escrita leve, fácil e engraçada da autora, como se ela estivesse conversando cara a cara comigo, me aconselhando, me fazendo rir. Concordo com ela em tantas coisas: viajar é uma oportunidade de mudarmos, por um curto período, de rotina, para conhecer gente e culturas novas, para ser uma pessoa mais aberta ao novo; também que manter um círculo próximo de amigos e familiares é essencial: seja para somar, para trocar, pra conviver, pra mostrar outro ponto de vista; que é necessário um tempo pra si mesmo, você com você (muito diferente da solidão), pra descobrir o que gosta e o que não gosta; que ler é a melhor forma de vivenciarmos outras formas de vida sem nem mesmo sair do lugar, de entender o mundo de outras maneiras... Poderia ficar aqui falando tudo o que ela pontua, mas é mil vezes melhor ler o que ela escreveu.
Como são crônicas de 2011/2012, ela traz várias referências desse período, como filmes e cenários políticos que aconteceram naquela época. No entanto, isso não foi algo que impactou na leitura, até porque essas referências eram só um pano de fundo pra ela refletir sobre tudo isso.
Queria dar destaque para as crônicas "Nós", "Pequenas Felicidades" (achei um exercício sensacional para encontrarmos o que nos faz feliz, porque muitas vezes nos concentramos só nas partes difíceis e chatas da nossa vida e não vemos que temos, sim, coisas que fazem os nossos dias melhores), "A capacidade de se encantar", "O que acontece no meio", "Nada é suficiente" e "O poder terapêutico da estrada". Gostei tanto que os deixei expostos sempre que eu precisar de um lembrete que a vida é mais do que penso quando não consigo encontrar graça nessa coisa toda.
Profile Image for Victória Alves.
191 reviews
September 6, 2023
Em “Dialogando com a dor”, a Martha diz assim: “através de histórias alheias suavizamos os efeitos colaterais de estar vivo. Ler é o diálogo silencioso com os nossos fantasmas. A leitura subverte nossas certezas, redimensiona nossos dramas, nos emociona, faz rir, pensar, lembrar.”
Acho que a Martha conseguiu fazer isso de uma maneira muito simples, elucidando “A graça da coisa” que existe nas viagens, nas relações, nos erros, no envelhecimento, na nossa turma, em nós mesmos… que a gente até já sabia que tinha! Mas a mágica de ler em crônicas é exatamente o que ela fala em “Os benefícios de não ser o melhor”: a nossa vida se enriquece com a experiência do outro. Se identificar as histórias e situações narradas traz conexão, e isso é especial.
Poderia não deixar com 5⭐️ por discordar de algumas coisas, mas as crônicas já estão bem desatualizadas (2011) e acho que a gente não tem que concordar em tudo pra um livro ser bom
Profile Image for Denise Macário.
457 reviews1 follower
May 27, 2018
Empatia (30/01/2013)
As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.
Nada impede?
Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho.
Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.
Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.
E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se empilham: políticos corruptos, empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação, pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas “coisinhas” que se faz no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.
É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia. Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos.
Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma corrente de acertos e de responsabilidade – colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.
212 reviews
February 23, 2023
4,5
Meu primeiro livro da Martha e que leitura gostosa! Lembro de ler a coluna dela no jornal Zero Hora quando pequena (quando os meus pais assinavam o jornal), então tenho uma certa memória afetiva com a escrita da autora, mas esse foi o meu primeiro contato de verdade, com um livro dela e tal. Fiquei muito curiosa pra ler outras histórias dela como "Divã" e "Doidas e Santas", os quais já ouvi falar muito bem. Mas adorei revisitar suas crônicas, e espero voltar a elas mais vezes daqui pra frente.
Profile Image for Mariana Bragança.
48 reviews15 followers
October 14, 2017
Martha, sempre precisa. Suas palavras e crônicas são uma inspiração só! Que delícia ouvir mais sobre a leveza da vida e repensar sobre as nossas relações, conosco mesmos.
Profile Image for Lud Oliveira.
474 reviews9 followers
July 8, 2024
Textos rápidos de ler, de fácil compreensão, alguns trazem reflexões bem interessantes. Gostei de conhecer a autora, me identifiquei com alguns pensamentos dela. Foi uma leitura legal.
Profile Image for Marcos Kopschitz.
382 reviews34 followers
August 26, 2016
Não é o meu tipo de leitura, mas o livro foi um presente e decidi investigá-lo pela sensibilidade e gentileza com que chegou a mim. De início, encontra-se ali o que se espera encontrar. É uma coletânea de crônicas, um pouco auto-ajuda, um pouco reflexões gerais. Um problema que a mim incomoda e nunca fala bem da obra e da edição são os vários erros de Português, não em um patamar terrível, mas é algo que não pode haver em um livro publicado. Espanta que a editora deixe passar tanta coisa. Revisão fraca, se é que houve. Quanto ao texto, de início, não dá uma impressão muito boa, mas admito que vai melhorando e até se encontra alguma coisa divertida ou interessante. Saí com melhor impressão da autora do que com que entrei.


Not my usual kind of reading, but it was a gift, so I decided to try it for having come to me in a sensible and kind way. You'll find what you expect to. Some self-help, some general refections. A flaw that bothers me and never speaks for the work are the several language mistakes, not in an terrible level, but they shouldn't be there in a published book. Weakly proof-read, if at all. That the publisher would allow such is astonishing. As for the text, it is not attractive at the start, but I admit it improves, you will even find some funny and interesting stuff. I ended with a better impression of this author than before.
Profile Image for Helô.
46 reviews7 followers
July 31, 2016
"O que é um ser humano senão matéria bruta a ser esculpida?"
Martha acertando mais uma vez, adoro as reflexões e, apesar do livro ser dos contos entre 2012 e 2013, espero ter tido uma evolução maia intensa, minha e da autora! É sempre bom pensar em coisas fora de nossa zona de conforto e compartilhar experiências e pontos de vista maia profundos de nossas vivências cotidianas.
Profile Image for Luiza.
220 reviews5 followers
September 23, 2014
A Martha Medeiros de sempre, com boas sacadas, frases de efeito e assuntos que te fazem pensar. É daqueles livros para ler com lápis à mão para ir anotando suas idéias, e no fim vc terá um livro todo rabiscado. Triste ter chegado ao fim...
Profile Image for Rafael Castro.
71 reviews1 follower
October 29, 2013
Livro de crônicas bem chato. Não sei nem por que eu li o livro até o final.
Para um livro que chama A Graça da Coisa ele não tem graça nenhuma.
Profile Image for Mari Ihara.
29 reviews
March 14, 2014
Foi meu primeiro livro da Martha Medeiros, e achei superficial e arrastado. Não consegui terminar o livro inteiro, infelizmente.
Profile Image for Mamede.
7 reviews1 follower
April 19, 2014
Cheio de altos e baixos... com alguns tons de medíocridade, que acabam empanando os momentos mais brilhantes da autora.
Profile Image for Lais Fagundes.
64 reviews1 follower
October 22, 2015
Para quem sabe olhar com sensibilidade o ponto de vista alheio, é sensacional!!!! Amei.
Displaying 1 - 16 of 16 reviews

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