Uma compilação dos guiões da rubrica radiofónica da Rádio Comercial que tem o mesmo elegante nome. A rubrica que fez com que a Rádio Comercial se tornasse líder de audiências.
-------------------------- A presente obra respeita a única ortografia legalmente em vigor em Portugal (Decreto 35228 de 8 de Dezembro de 1945 com as alterações do Decreto-Lei 32/73 de 6 de Fevereiro)
Filho de um piloto da TAP, Artur Álvaro Neves de Almeida Pereira, e de uma assistente de bordo, Emília Rita de Araújo, foi aluno de colégios de freiras vicentinas, franciscanos e jesuítas até se licenciar em Comunicação Social e Cultural, na Universidade Católica Portuguesa. Seguiu-se o trabalho como jornalista, na redacção do Jornal de Letras, Artes e Ideias.
De seguida tornou-se argumentista da agência de criadores Produções Fictícias, tendo sido co-autor de vários programas de sucesso do humor português, entre eles Herman 98 e Herman 99 (RTP, 1998 - 1999), Herman SIC (2000 - 2005), O Programa da Maria (SIC, 2001), Hermandifusão Portuguesa (RDP, 1999 - 2001), as crónicas Felizes para Sempre, no semanário Expresso e As Crónicas de José Estebes, no Diário de Notícias, entre outros.
Por volta de 2003, depois das primeiras aparições na televisão, designadamente no programa de humor stand-up comedy, Levanta-te e ri, na SIC, e criando, já ao lado de Zé Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis, várias rubricas no programa de Nuno Markl, O Perfeito Anormal, na SIC Radical, dá arranque ao projecto Gato Fedorento, cujo colectivo se tornou uma referência do humor português contemporâneo.
A equipa assinou várias séries do programa Gato Fedorento, na SIC Radical (Série Fonseca, Série Meireles e Série Barbosa), e depois na RTP1 (Série Lopes da Silva). Também na RTP1 apresentou Diz Que é Uma Espécie de Magazine em 2007, para de seguida voltar à SIC, com Zé Carlos, em 2008, e Gato Fedorento: esmiúça os sufrágios, em 2009. Na internet os humoristas mantêm o blogue homónimo, onde Ricardo Araújo Pereira assina as suas entradas com as iniciais RAP. Teve ainda várias aparições no programa de humor da SIC, Levanta-te e Ri, onde mostrou por várias vezes os seus dotes no stand-up.
Actualmente escreve todas as semanas no jornal A Bola e na revista Visão. Na TSF integra o painel do debate Governo Sombra, com Pedro Mexia e João Miguel Tavares.
As personagens de Ricardo Araújo Pereira, que encontram eco na actualidade política, desportiva ou social, destacam-se pelos tiques que «saltam» para a rua (como acontecia com as criações de Herman José) e são absorvidos em regime multi-geracional, alimentando campanhas publicitárias de sucesso.
É co-autor do livro O Futebol é Isto Mesmo (ou então é outra coisa completamente diferente) e do disco O disco do Benfiquista, naturalmente. Compilou as suas melhores crónicas da revista Visão nos livros Boca do Inferno e Novas Crónicas da Boca do Inferno. Com Pedro Mexia realizou uma adaptação da peça de teatro Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo inglês John Austin, que também interpretou, no Teatro São Luiz em 2008.
É casado com a produtora de rádio Maria José Areias, com quem tem duas filhas, Rita e Maria Inês. Vive na Margem Sul, Quinta do Conde, e gosta de afirmar que é o sócio nº 17 411, do Sport Lisboa e Benfica, clube de que é adepto fervoroso. Foi militante do Partido Comunista Português, partido que veio mais tarde a abandonar. Continua, porém a afirmar-se como "Marxista não Leninista".
Tem guiões mais engraçados do que outros mas ri-me muito com alguns! Penso que "perdi" um pouco por apenas o ler agora, considerando que é de 2012, e com certeza alguns dos guiões seriam relacionados com a atualidade e já se passou demasiado tempo para me recordar do contexto – ainda que muitos outros sejam facilmente recordados ou intemporais.
Como sempre, vindo do RAP, um bom livro para entreter!
Os guiões beneficiam imenso da interpretação dos radialistas das Manhãs da Rádio Comercial. Embora o livro por si só não seja tão hilariante, continua a ser divertido lê-lo pois permite relembrar cada uma das crónicas.
Dei por mim a ler algumas das mixórdias, e a lembrar-me das respetivas atuações da Vanda, do Vasco, do Pedro e do Ricardo. Quem me dera que ainda houvesse esta rúbrica na Rádio Comercial.
Não ouvia a mixórdia de temáticas, mas o livro é muito na onda dos sketchs de gato fedorento, só que em texto. Terrível. 1 estrela até é demais, tendo em conta que li cerca de 70 páginas e foi o maior desperdicio de tempo num livro. Tal como um truque de magia deixa de ter "magia" quando sabemos como funciona.
Comecei por só ler, mas depois lembrei-me que no YouTube tem estas rubricas, e então li a ouvir ao mesmo tempo, e realmente tem muito mais piada. É mais divertido ao ouvi-los a rirem-se e as diferentes vozes que fazem e as emoções.
O nosso RAP é um comediante incrivel, adoro-o desde que apareceu na televisão com os Gato Fedorento🙏
Ricardo Araújo Pereira é, no meu ver, o melhor "comentador" da actualidade! Consegue pegar nos assuntos e matérias mais controversos, bizarros e lamentáveis (política, economia, religião, relações, socialização, etc., etc.) e dar-lhe uma volta, de tal forma, que nos põe a chorar a rir. O melhor: a brincar, fala-nos da situação do nosso país e da nossa gente sem cair no ridículo. Li este livro nas minhas viagens de comboio para o trabalho e, acredito piamente, que quem passou por mim nessa altura duvidou da minha integridade mental pois, muitas vezes, não me consegui controlar ao ponto de me rir sozinha! Fantástico!
Quando pedi para me oferecerem este livro já suspeitava que dificilmente resultaria em papel. Na verdade algumas destas rábulas são geniais, mas são para ser "representadas", não para ser lidas. Fui um fiel seguidor da rubrica na Rádio Comercial, acabaria sempre por comprar o livro, mas não o consigo colocar no mesmo patamar das outras colectâneas de textos do autor.
Mesmo assim, não deixará de vos dar uma boa dose de risada.
Para quem gosta do Ricardo Araújo Pereira, ao ler este livro, vai passar a adorar. O que não me ria com as graçolas que ele cria e divulga. São diversas personagens, mas sempre com sentido de humor e aquelas picardias para o Governo. Impecável!!
Transcrição de alguns episódios da rubrica da rádio comercial. Tem mais graça ouvir a rubrica, disponivel em podcad. Necessitava ter alguns extras (por exemplo: um pequeno desenho alusivo) e pelo menos a indicação do dia em que ocorreu o respetivo episódio. Contém uma ou outra gralha tipográfica.
Um caso em que a passagem da rádio para o livro não resultou. Muitas d0s episódios escritos acabavam por não ter piada e outros ficavam aquém de quem as ouviu. É pena...