A antiga Antologia poética de Vinicius de Moraes data de 1954. Foi organizada pelo próprio autor (com a ajuda de amigos, principalmente Manuel Bandeira), que a atualizou em 1967, mantendo sua estrutura. Esta Nova antologia poética vem assinada pelos poetas Antonio Cicero e Eucanaã Ferraz, e foi lançada originalmente em 2003. Os organizadores reviram conceitos, refizeram a estrutura e montaram uma seleção criteriosa, lançando um olhar renovado sobre a obra viniciana. Tanto a crítica especializada quanto o público reconheceram de imediato que na nova antologia a poesia de Vinicius de Moraes mostra-se mais livre, mais moderna, mais densa e, simultaneamente, mais leve. O volume foi um sucesso imediato, e logo passou a ser editado também na Companhia de Bolso. Ele passa a fazer parte, agora, do novo projeto editorial das obras de Vinicius de Moraes, e traz, entre outras novidades, um belo caderno de imagens com diversas fotos inéditas, reprodução de manuscritos e documentos raros. Fechando o volume, o leitor encontrará uma seleção de textos críticos, entre eles a orelha da "velha" Antologia poética, assinada por Rubem Braga, seguindo-se uma cronologia da vida e da obra deste que é um dos maiores poetas brasileiros do século XX.
Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes (October 19, 1913 - July 9, 1980), better known as Vinicius de Moraes, nicknamed O Poetinha (the little poet), was born in Rio de Janeiro, Brazil. Son of Lydia Cruz de Moraes and Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, he was a seminal figure in contemporary Brazilian music. As a poet, he wrote lyrics for a great number of songs that became all-time classics. He was also a composer of Bossa nova, a playwright, a diplomat and, as an interpreter of his own songs, he left several important albums.
Vai minha tristeza E diz a ela que sem ela não pode ser, Diz-lhe numa prece Que ela regresse Porque não posso mais sofrer. Chega de saudade, A realidade é que sem ela Não há paz, Não há beleza, É só tristeza e a melancolia Que não sai de mim, Não sai de mim, Não sai. Mas, se ela voltar, Se ela voltar que coisa linda! Que coisa louca! Pois há menos peixinhos a nadar no mar Do que os beijinhos Que eu darei na sua boca. Dentro dos meus braços, os abraços Hão de ser milhões de abraços Apertado assim, colado assim, calada assim, Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim, Que é pra acabar com esse negócio De viver longe de mim. Não quero mais esse negócio De você viver assim, Vamos deixar esse negócio De você viver sem mim...
Estava lendo uma antologia poética do Vinicius de Moraes e achando profundamente medíocre. La pelo X poema bateu a irritação: será que esse bêbado mijão só escreve sobre as paqueras dele? Propus uma aposta à sorte "vou abrir 5 poemas aleatoriamente, se sexo for parte central das figuras de todos os 5 eu jogo o livro fora". Joguei o livro fora.
Aprender a ler poesia, ainda é uma luta por aqui. Tive contato com a obra ainda no Ensino Médio (assim como muitos, acredito), porém na época não li. Estudei seu impacto cultural e reconheci a sua grandeza ainda naqueles tempos. Por já saber de tudo isso, entrei no livro com dois objetos: 1) apenas ler, claro; 2) encontrar do que fazia esse, O livro. Não sei se consegui respostas para o segundo objetivo. No entanto, posso afirmar que, para um leitor que não tem proximidade com a poesia, essa foi uma leitura agradável. Acredito que o fato do autor transitar no mundo da música, tornou tudo mais cantado e ritmado. Gostei bastante!
Reúne poemas das obras O Caminho Para a Distância (1933), Forma e Exegese (1935), Ariana: a Mulher (1936), Novos Poemas (1938), Cinco Elegias (1943), Poemas, Sonetos e Baladas (1946) e Pátria Minha (1949). São poemas realmente bons, versando sobre os mais variados temas.
acho as coisas que ele escreve sempre com um tom de endeusamento meio bizarro, mas tem um poema em particular que eu amo, então de duas estrelas saltou pra três
Vinicius de Moraes é a escolha perfeita para o mês de fevereiro do Desafio da Literatura Brasileira 2013: poeta e músico sensacional em ambas as áreas.
A escolha pela autor e pela obra também foi uma maneira de romper minha resistência com a poesia. Sempre gostei muito de ler, mas nunca tive muita afinidade com o formato da poesia.
Mas as coisas mudaram depois da leitura deste livro...
Acredito que a habilidade do autor com a música fez com que as poesias se tornassem extremamente agradáveis. Senti que a linguagem fácil e ritmada de Vinicius popularizou até mesmo o soneto. Outra habilidade de Vinicius é passar da forma mais clássica do gênero à poesia livre com misturas de idiomas e invenção de palavras tão facilmente.
Entre outros temas tratados por Vinicius de Mores, os que eu mais gostei foram a contemplação do amor, os temas metafísicos e a indignação com as bombas atômicas.
Lembro que 2013 marca o centenário de nascimento de Vinicius de Moraes!
Indico o livro a todos que desejam iniciar a leitura de poesias e, é claro, aos já amantes do gênero lírico!