Era uma noite triste. A chuva caía miúda nas ruas não pavimentadas de Bucareste, que serpenteavam, estreitas e lamacentas, por entre as casas pequenas e mal acabadas que constituem a maior parte da capital da Roménia. Quem se atrevesse a dar um passo em frente, dava por si em charcos de lama que o borrifavam com água pegajosa. Das tabernas e lojas, através das montras grandes e encardidas, filtrava-se uma luz baça, ainda mais enfraquecida pelas gotas de chuva que inundavam os vidros. De vez em quando, surgia uma janela com cortinas vermelhas, onde uma mulher exibia os seus encantos numa semi escuridão…
Mihai Eminescu (Romanian pronunciation: [miˈhaj emiˈnesku]; born Mihail Eminovici) was a Romantic poet, novelist and journalist, often regarded as the most famous and influential Romanian poet.
Eminescu was an active member of the Junimea literary society and he worked as an editor for the newspaper Timpul ("The Time"), the official newspaper of the Conservative Party (1880–1918).
His first poems volume was published when he was 16 and he went to Vienna to study when he was 19. The poet's manuscripts, containing 46 volumes and approximately 14,000 pages, were offered by Titu Maiorescu as a gift to the Romanian Academy during the meeting that was held on January 25, 1902.
Notable works include Luceafărul (Evening Star), Odă în metru antic (Ode in Ancient Meter), and the five Letters (Epistles/Satires). In his poems he frequently used metaphysical, mythological and historical subjects. In general his work was influenced by the German philosopher Arthur Schopenhauer.
"Geniu pustiu", cea mai vastă nuvelă eminesciană, sintetizează filosofia de viaţă a autorului, descriind, cu mai multă sau mai puţină migală, episoade-reflecţie privitoare la orietnatrea politică ("Cei mai nalţi şi mai veninoşi nori sunt monarhii. Cei după ei, asemenea de veninoşi, sunt diplomaţii. Trăsnetele lor cu care ruină, seacă, ucid popoare întregi sunt răzbelele."), societatea românească ("Oamenii noştri, zic eu, sunt de un cosmopolitism sec, amar, sceptic - ba şi mai mult: au frumosul obicei de a iubi orice-i străin, de-a uri tot ce-i românesc.") sau modul de a filosofa şi zădărnicia acestei acţiuni ("Uitasem însă că tot ce nu e posibil obiectiv e cu putinţă în mintea noastră şi că, în urmă, toate câte vedem, auzim, cugetăm, judecăm nu sunt decât creaţiuni prea arbitrare a propriei noastre subiectivităţi, iar nu lucruri reale. Viaţă-i vis.")
Hesitei entre dar 3 ou 4 estrelas a este livro, mas como tenho uma alma muito positiva decidi-me pelas 4. Comprei o "Génio Vazio" de Mihai Eminescu sem qualquer conhecimento tanto da obra como do autor. Gostei do que vi e toca a levar para casa. Para além de positivo também sou supérfluo; umas palavras bonitas na capa e cometo a loucura de gastar 2,50 €, o que por acaso fez com que não tivesse dinheiro para a sopa naquele dia.
Sem mais demoras, e para apaziguar as vossas bocas salivantes ansiosas por saberem mais, digo-vos sem muito pormenor, porque não quero estragar quem no futuro adquira este livro, qual a história contada. Certo dia um homem conhece outro homem, Toma Nour, num bar. Começam com conversas intelectuais e rapidamente descobrimos que este, por alguma, sofre de uma melancolia atroz. Mais tarde, Toma, escreve uma carta ao seu amigo (não sei se já repararam mas não me lembro do nome deste senhor engenheiro), porque está a morrer num país estrangeiro, a contar a sua história de vida. E é isto que ocupa a maior parte das páginas. São relatados os dois eventos mais importantes da sua vida: a paixão por Poesis e sua participação na guerra.
Posto isto, tenho a dizer que a parte do amor não me "convenceu" muito. Tenho sempre alguma dificuldade em compreender estas paixões fulminantes por mulheres de belezas impossíveis, especialmente, como o é neste caso e na minha opinião, feito sem muita imaginação. Agora, no que toca à guerra, posso dizer que adorei. Eminescu tem muita qualidade em descrever cenas fantásticas de crueldade explorando a transformação psíquica das pessoas nestes conflitos revolucionários. Preparem-se para imagens bastante explícitas de carnificina.
Por fim, gostava de dizer que não percebi o fascínio do autor pela lua. Em quase todas as páginas a lua era referida, quando não acontecia múltiplas vezes numa só página. Acho que martelar tantas vezes uma coisa, e assim retirando-lhe qualquer subtileza, acaba por lhe tirar o significado pretendido.
"Uitasem însă că tot ce nu e posibil obiectiv e cu putinţă în mintea noastră şi că, în urmă, toate câte vedem, auzim, cugetăm, judecăm nu sunt decât creaţiuni prea arbitrare a propriei noastre subiectivităţi, iar nu lucruri reale. Viaţa-i vis."
Drinking game: take a shot de fiecare dată când autorul utilizează cuvintele: cer, nor, argint, aur, diamant, undă, rază. La final vei compune poezii în stilul lui Stănescu.
"Si eu am iubit...cunosc din tinerețe aceasta dulce turbare... Tu ești insetata după ea... si cu toate astea ai fi în stare sa scapi din mana cel mai frumos model de pictura... Un înger de geniu, căci demonii sunt îngeri de geniu... ceilalți care au rămas în cer sunt cam prostuti."
Geniu Pustiu is Eminescu's longest work of prose, but it still suffers from familiar issues as with most of his prosaic attempts. Issues such as convoluted plot, the lack of a well-defined structure and a confusing order of events.
However, it is a work that I have genuinely enjoyed, at least far more than Eminescu's other prosaic works, the only exceptions being Cezara and Sărmanul Dionis. Though it is not as good as the latter, I'll give it a rating of 2.5.