"Este quarto volume de Lendas de Portugal é dedicado à divulgação de algumas das nossas mais belas histórias tradicionais, ligadas ao sentimento cristão do povo português. No final da nota preambular do terceiro volume chamei a atenção para a similitude que se verifica entre a temática lendária de origem árabe e a temática lendária de origem cristã, o que bem deixa entender que o Senhor Deus de uma e outra é O mesmo - porque Deus é uno e indivisível. Assim, na sequência do volume de Lendas de Mouras e de Mouros, surge logicamente este volume de Lendas Religiosas, de que o autor, fiel à estruturação geral da obra, tenta oferecer à curiosidade dos leitores uma selecção (tão cuidadosa quanto possível) da maré-cheia de narrativas desse género que afloram em todo o país." (G.M.)
Escritor e cineasta, de nome completo Gentil Esteveira Marques, nasceu e morreu na cidade de Lisboa. Frequentou a Universidade de Lisboa, onde dirigiu o quinzenário Movimento. Foi redactor de O Século Ilustrado, O Diabo, Eva e Vida Mundial Ilustrada. Foi director do semanário Cartaz e do jornal Festa. Dirigiu emissões de rádio e trabalhou no cinema como assistente e produtor de publicidade. Em 1951 iniciou na rádio o programa «Lendas da Nossa Terra» que num inquérito levado a cabo pela Emissora Nacional esteve à cabeça dos programas preferidos pelos ouvintes. Foi a partir destas crónicas que realizou a sua obra Lendas de Portugal (1.ª edição. 1962). A sua obra literária é composta por dezenas de livros dos quais salientamos Pão Nosso (novela, 1938), Arma Secreta (novela, 1942), História Maravilhosa de Beethoven (1942), Saber... não faz mal (quatro volumes de divulgação cultural, 1945-47), História da Pintura Contada às Crianças (1945), Eça de Queirós - o romance da sua vida e da sua obra (1945), Camilo - o romance da sua vida e da sua obra (1951), Viagem de Aventuras (Colectânea de poemas que, em 1949, obteve o Prémio Internacional de Poesia, em Siracusa, Itália). Fez também traduções de obras de Agatha Cristhie, Richard Blackmore, Henrick Sienkiewiecz, etc. No cinema produziu mais de 20 documentários culturais e turísticos. Em 1953 ganhou o Prémio Paz dos Reis (do S.N.I.) com o documentário Arte Sacra Missionária, exibido nos festivais de Cannes, Berlim, São Paulo e Barcelona.