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Le Bruit des trousseaux

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"Le regard des gens qui apprenaient que j'allais en prison. Surprise, étonnement, compassion. "Vous êtes bien courageux d'aller là-bas !" Il n'y avait rien à répondre à cela. Le regard me désignait comme quelqu'un d'étrange, et presque, oui, presque, quelqu'un d'étranger. J'étais celui qui chaque semaine allait dans un autre monde; Je pensais alors au regard qui se pose sur celui qui dit : "Je sors de prison." Si moi, déjà, j'étais l'étranger, lui, qui était-il pour eux ?".

92 pages, Paperback

First published January 1, 2002

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About the author

Claudel-P

4 books1 follower

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Displaying 1 - 30 of 36 reviews
Profile Image for Teresa.
1,492 reviews
November 13, 2015
Um pequeno livro - composto de pequenos textos, aparentemente, desconexos - que relata a experiência do autor durante os onze anos em que deu aulas de francês numa prisão.
Belo e perturbador, como tudo o que Philippe Claudel escreve...

"A prisão assemelhava-se a uma fábrica. Uma grande fábrica que não produzia nada, para além de tempo limado, triturado, comprimido, vidas abafadas e movimentos restritos. Os reclusos pareciam operários estranhos, sem máquinas, sem máscaras, mas cumprindo horários, percursos, ordens."

description
(Giovanni Battista Piranesi)

"A dureza do ferro, do aço. Uma hostilidade na qual eu nunca anteriormente reparara. O aspecto tranquilo e inatacável das grades, das fechaduras, das portas, das chapatestas, das trancas. A impotência de todo o pensamento humano ante uns tantos centímetros de metal condenando uma janela ou uma porta."

description
(Odilon Redon)
Profile Image for Célia Loureiro.
Author 30 books961 followers
July 23, 2013
Philippe Claudel é perturbador. Entranha-se-me nos ossos. Em tantos anos de leitura, consegue uma coisa que me é já rara: intrigar-me. Este homem intriga-me. Além de me intrigar, deixa-me presa a ele. Ainda só li duas das suas obras – O Barulho das Chaves e Almas Cinzentas. O Barulho das Chaves contém pequenos relatos, muito fáceis de ler, compilados em 76 páginas. Refere-se aos onze anos que passou a ensinar Francês num estabelecimento prisional. Este livro, tão cinzento quanto a sua outra obra que li, ajuda a compreendê-lo para lá do explicável. Claro que Claudel escreveu o Almas Cinzentas. Quem se não um homem que lidou com esta dicotomia de cores na natureza humana poderia escrever um livro sobre sermos todos cinzentos, e não exactamente brancos ou pretos?
Claudel é ousado. Claudel tira-me o sono. Açambarca-me os pensamentos, conquista-me e transforma-me. A cada livro seu uma nova inquietação. A natureza humana perante a minha vista, tão clara contada pela sua voz, tão genuína nas suas percepções – e não julgamentos -, e eu cega para ela até aqui.
«Marcel B., cinquenta e sete anos, prestes a ser libertado por falta de provas suficientes, depois de ter sido acusado de abusar sexualmente da neta de onze anos, e que preferiu enforcar-se no fecho da janela da cela, durante a noite anterior à sua libertação, em vez de regressar à aldeia.».
E prossegue, recordando-se algures doutro recluso:
«William I. era mecânico “na vida civil”, como ele dizia. Confessou-me que, todas as noites, montava e desmontava mentalmente, peça a peça, o motor de um 504 diesel. “Para aguentar”, acrescentava.»
E eu não prossigo. Não posso prosseguir. Deixo-me ficar, meio entorpecida, pela consciência desta humanidade cinzenta, ambígua, tão simultaneamente abjecta e vulnerável, enternecedora, sobre a qual Claudel me vai falando.
Por agora tenho de guardar O Relatório de Broderick para mais tarde. Não quero arriscar-me a esgotar todos os meus recursos do Claudel enquanto não há muito mais. Vou saboreá-lo aos poucos, como a minha mãe dizia que fazia com o chocolate quando era pequena. Não pode haver impulsos de devoração compulsiva quando sabemos que depois disso só recriminação.
Profile Image for Carmo.
727 reviews568 followers
January 3, 2014
"A prisão é sede de inúmeras leis não escritas, nunca discutidas, mas sempre aplicadas."

Philippe Claudel deu aulas de francês a reclusos durante onze anos. Durante esses anos entrou semanalmente na cadeia e conheceu por dentro o sistema prisional; as regras,os guardas, as rotinas e essa gente que entra lá com pouca réstea de humanidade e, lá se faz definitivamente bicho, ou pelo contrário, é lá que começa um novo caminho para uma vida que ainda poderá vir a ter algum sentido.
Privou com pessoas que tinham cometido os mais bárbaros e hediondos crimes, assistiu ao racismo, à injustiça, à violência que mora atrás das grades e ao sofrimento de uns às mãos de outros. Em todos eles reina a maior solidão. Onze anos cobraram o seu preço e atingiu o seu limite. Saiu, e eu não resisto ao trocadilho: pode-se tirar um homem da prisão, poder-se-há tirar a prisão do homem?

São pensamentos guardados, relatos de acontecimentos presenciados, descritos em forma de flashes numa linguagem crua e irónica, por vezes a roçar o sarcasmo.
Profile Image for Ana.
756 reviews177 followers
June 28, 2025
Philippe Claudel é simplesmente fantástico, como já sabia ou não fosse este autor francês um dos meus autores favoritos!

NOTA - 08/10
Profile Image for Fábio Martins.
114 reviews25 followers
June 30, 2019
Claudel levou-me a fazer o que nunca faço : ler dois livros seguidos do mesmo autor. Pequena colectânea de textos pungentes, que reforça o meu apego ao autor
Profile Image for Zek.
460 reviews34 followers
June 18, 2019
ממואר של פיליפ קלודל הכולל זכרונות מתוך 12 שנים בהם לימד אסירים בבית כלא. לא מספיק מעניין ולא מחדש דבר. מבחינתי קנייה מיותרת.
Profile Image for Netta.
611 reviews42 followers
September 4, 2021
ספרון קצר שלא הצלחתי לסיים מחמת השיעמום.
Profile Image for Nathalie Ziegler.
697 reviews13 followers
April 2, 2023
Onze ans à entrer trois fois par semaine et à sortir le soir de la prison sans jamais sortir de prison... Philippe Claudel raconte des bribes de vies, celles des détenu.e.s, celle des surveillant.e.s, celles des intervenant.e.s, celles des familles,qui , ont passé des heures, des jours, des années entre les murs de la maison d'arrêt et les réflexions qu'elles lui ont inspirées, lui qui venait là comme prof, comme en décalage, parler de littérature
Profile Image for Alena Gradoboeva.
185 reviews2 followers
December 8, 2025
Ça se lit facilement. La pluie de Claudel est très fluide.
Je le demande (et je vais vérifier tout à l’heure) si c’est d’après son expérience ou complètement inventé?
Le livre contient une centaine de paragraphes sur la vie et les gens de prison. Y compris le narrateur, professeur Claudel, qui vient y donner des cours 3 fois par semaine.
Profile Image for Stéphanie E.
199 reviews2 followers
March 22, 2024
Une petite merveille d'humanité. Après avoir discuté avec des enseignants en prison, après être intervenue en milieu carcéral il est criant de vérité quand on sait regarder les hommes plus que les auteurs
Profile Image for Hajer.
702 reviews
February 24, 2024
Un texte à part.
Une expérience inédite, celle de la vie carcérale et l'impact terrible des trousseaux de clés dans la conscience d'un homme cloîtré, assujetti, privé de liberté.
Profile Image for Moniquilla Guajara.
597 reviews7 followers
December 11, 2024
Que maravilla de novela corta.
Un profesor imparte clases de literatura unos días a la semana en una cárcel de París.
Nos habla de reclusos, de sensaciones, de condiciones.
Está estructurada en pequeños párrafos.
Me ha gustado muchísimo, me fascinan estás novelas cortas que cuentan tanto en tan pocas páginas.
Profile Image for myriam kisfaludi.
333 reviews
May 26, 2025
Ca se lit comme un recueil de nouvelles pleines de finesse et de sensibilité même si le cadre est une prison. ( Celle de Nancy en l’occurrence)
Profile Image for Estela Ladeiro.
173 reviews7 followers
August 13, 2025
𝗢 𝗕𝗮𝗿𝘂𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗖𝗵𝗮𝘃𝗲𝘀, de Philippe Claudel,...lê-se num piscar de olhos, mas acende luzes por dentro… é um daqueles livrinhos discretos no tamanho, mas imensos na mensagem que deixam..
Tenho uma grande admiração por estes autores que com tão pouco entregam tanto...

Entrei neste livro sem saber do que se tratava(ao contrário do habitual, eu prefiro fugir às sinopses... manias!!🙃)...
..e foi com entusiasmo que descobri que trata de um universo que sempre me fascina, em filmes e séries.. o ambiente presional.

O autor conseguiu mostrar a realidade de uma prisão, de forma simples, mas tão real que quase senti o cheiro, o peso das portas a fechar… e o som metálico das chaves.

Enquanto se lê, infiltra-se aquela nitidez de consciência, de como a liberdade é feita de pequenas coisas... aquelas bem simples que nos escapam e não damos o real valor...
..um lembrete de que a vida, muitas vezes, se mede de pequenos gestos e de simples escolhas...

"𝑨 𝒍𝒊𝒃𝒆𝒓𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒄𝒂𝒃𝒆 𝒏𝒐 𝒆𝒔𝒑𝒂ç𝒐 𝒅𝒆 𝒖𝒎 𝒈𝒆𝒔𝒕𝒐 𝒔𝒊𝒎𝒑𝒍𝒆𝒔."

Depois de ler, tive alguma curiosidade e fui pesquisar um pouco sobre o autor... descobri que ele foi professor de francês numa prisão durante 11 anos...
Sabendo isto fez-me admirar ainda mais a forma como ele escreveu... cada detalhe que partilhou ganhou outro peso, porque vem de quem realmente conheceu aquele mundo.

É interessante pensar que a experiência do autor acaba por transformar o simples acto de narrar em um ensinamento sobre humanidade, empatia e observação.

Mesmo sendo tão curto, o livro deixa uma longa reflexão..
É bem verdade que 'os livros não se medem aos palmos'...

E talvez, no fundo, seja também um grande convite a olharmos para a liberdade com mais atenção e gratidão, como se cada momento simples fosse um tesouro silencioso.
22 reviews2 followers
January 20, 2024
Through this short 120-page narrative, "Le Bruit des trousseaux," Philippe Claudel shares his experiences as a teacher in a prison for several years. He depicts moments of life in a prison world often dehumanizing for men, as well as profound exchanges with his students, their hopes, and moments of resilience. Diving into this book, I could perceive a benevolence emanating in the face of this simultaneously harsh and repressive universe. Claudel doesn't merely narrate; he weaves a human tapestry where empathy and understanding transcend the barriers of incarceration, offering a personal and enriching perspective. Despite the challenging subject matter, I enjoyed this book, initially being a fan of Philippe Claudel's writing.

À travers ce court récit de 120 pages "Le Bruit des trousseaux", Philippe Claudel partage son vécu en tant que professeur dans une prison pendant plusieurs années. Il y dépeint des instants de vie dans un monde carcéral souvent déshumanisant pour les hommes, mais aussi les échanges profonds avec ses élèves, leurs espoirs, et leurs moments de résilience. En plongeant dans ce livre, j'ai pu percevoir une bienveillance qui émane face à cet univers à la fois dur et répressif. Claudel ne se contente pas de narrer, mais il tisse une toile humaine où l'empathie et la compréhension transcendent les barrières de l'incarcération, offrant ainsi une perspective personnelle et enrichissante. Malgré le sujet difficile, j'ai apprécié ce livre étant au départ une fan de l’écriture de Philippe Claudel.
Profile Image for Rosie.
461 reviews56 followers
August 23, 2025
"A dureza do ferro, do aço. Uma hostilidade na qual eu nunca anteriormente reparara. O aspecto tranquilo e inatacável das grades, das fechaduras, das portas, das chapatestas, das trancas. A impotência de todo o pensamento humano ante uns tantos centímetros de metal condenando uma janela ou uma porta." Pág. 28

Um livro fragmentado tal qual as vidas de quem cumpre penas na prisão. Memórias avulso do tempo em que Claudel é professor de Francês no estabelecimento prisional. Pequenas histórias, cenas isoladas, por vezes, não menos que um parágrafo, e, contudo, visualmente muito ricas.

"Que escondemos por detrás de portas trancadas?"

Um lugar francamente difícil de falar, que nos assombra e onde a maioria das pessoas nunca entrou, nem entrará.

"«Bom dia, meus senhores» Lançava-lhes esta frase e apertava-lhes as mãos. (…)
Na prisão, ninguém aperta a mão a ninguém. Alguns guardas observavam o meu procedimento e eu lia a desaprovação nos seus olhares.
Os nossos apertos de mão transmitiam muita vida. Bernard G., abandonado pela mulher, abandonado pelos filhos, repudiado pela família inteira, apertava-me a mão como quem se agarra, imagino eu, a uma bóia de salvação na iminência de se afundar."
Pág. 65

Este é o quarto livro que leio do autor; Almas Cinzentas e O Relatório de Brodeck considero imperdíveis, e A Árvore dos Toraja igualmente intenso, mas menos impactante. Este, apesar da genialidade que reconheço no autor, não me cativou tanto.
Profile Image for  Salma Salma Leroy.
23 reviews9 followers
May 30, 2019
Anecdotes et notes de l’auteur quand il était professeur en maison d’arrêt.
« Je rencontrais des gardiens parfois le week-end en ville dans des magasins, des supermarchés. La plupart d’entre eux portaient le pantalon bleu marine et la chemise bleu pâle de service. Ils étaient avec leurs enfants, leurs épouses. Ils avaient une vie. Dans leurs mains,ils agitaient leurs clefs de voiture, comme ils agitaient la semaine les clefs des portes de la prison »
Profile Image for Julie.
709 reviews4 followers
August 11, 2022
Un livre en liberté de la bibliothèque de Wellin en Belgique. Il est possible (et souhaitable) de laisser un commentaire suite à la lecture du livre, ce que j’ai fait ici.
Intéressant, poétique… comme un livre d’images ! En même temps, c’est étrange. J’ai aimé.
48 reviews1 follower
September 13, 2018
Sincère et fidèle à la réalité, sans brutalité et sans être lugubre.
Profile Image for Marie-France Leclerc.
573 reviews5 followers
October 16, 2024
Ce li re est difficile è décrire. C’est un monologue sur un homme qui est allé enseigné en prison et qui nous raconte ce qu’il a vu, entendu et vécu.
8 reviews
August 27, 2023
Malice intentionnelle de l'auteur ou simple distraction de ma part ? J'ai mis de nombreuses pages à comprendre que le narrateur n'était pas prisonnier...
Profile Image for J8J8.
95 reviews25 followers
December 25, 2014
Conheço a escrita de P. Claudel faz já algum tempo. Li atualmente 2 obras deste autor e com esta voltei a relembrar tudo o que tinha sentido aquando a leitura do primeiro livro, Almas Cinzentas.

Não irei falar muito sobre o livro até porque ele é bastante pequeno. Contudo, não é um livro que se deva ler a correr, sob pressão. Tal como Almas Cinzentas, é um livro para ser apreciado, lido pouco a pouco, degustado, é preciso tempo e disponibilidade para nos deixarmos envolver pelas palavras e principalmente, é preciso deixa-las surtir o seu efeito, “Claudel” demora a surtir efeito mas quando o faz, demora o seu tempo a abandonar-nos. O Barulho das Chaves é um livro muito pequeno mas que encerra uma grande complexidade. Claudel tem de facto o dom das palavras e estas, pela mão deste escritor que tanto aprecio, ora têm o poder de nos fazer chorar e sorrir como têm o poder de vergar uma pessoa. Incrível como umas palavras tão simples têm um poder tão grande!

Gostaria de facto escolher um conjunto de palavras magníficas para puder descrever o livro em todo o seu esplendor, a sua simplicidade e complexidade, a bondade e a maldade, a sua beleza e fealdade porque é isto que o autor nos traz mais uma vez: os incríveis paradoxos humanos, mas sinto-me impotente para descrever tudo o que me vai na alma depois de ler um livro tão pequeno mas tão pesado. Somente quem já leu algo deste autor penso que conseguirá compreender verdadeiramente o que quero dizer e principalmente o que estou a sentir. Uma pessoa fica sem palavras, a única vontade por vezes é de ficar a olhar para o vazio e pensar, refletir, durante muito tempo. É um livro que demora tempo a abandonar-nos. A quem não conhece o autor, aconselho-o. Vivamente.


Profile Image for Danny Émond.
Author 2 books11 followers
March 25, 2014
Claudel a été professeur dans une maison d'arrêt pendant 11 ans et il nous livre ici son témoignage. Un recueil de fragments très brefs. Un peu pêle-mêles. Pas d'intrigue, chronologie floue. Des anecdotes, des observations, des réflexions. Ce petit livre n'est pas sans intérêt, loin de là, mais malgré tout, on reste un peu sur sa faim...
Profile Image for Teresa.
19 reviews
November 18, 2025
No me gusta mucho el estilo narrativo, en el que va contando cosas en parrafos inconexos, no hay realmente un hilo conductor que te llegue a conectar demasiado con lo que es la vida en prisión, quizás he sentido más lo que sentía él que de lo que está hablando. Me aburrió, tiene algunas cosillas que están bien, pero no lo recomiendo, así que bueno...
Displaying 1 - 30 of 36 reviews

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