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92 pages, Paperback
First published January 1, 2002


Não irei falar muito sobre o livro até porque ele é bastante pequeno. Contudo, não é um livro que se deva ler a correr, sob pressão. Tal como Almas Cinzentas, é um livro para ser apreciado, lido pouco a pouco, degustado, é preciso tempo e disponibilidade para nos deixarmos envolver pelas palavras e principalmente, é preciso deixa-las surtir o seu efeito, “Claudel” demora a surtir efeito mas quando o faz, demora o seu tempo a abandonar-nos. O Barulho das Chaves é um livro muito pequeno mas que encerra uma grande complexidade. Claudel tem de facto o dom das palavras e estas, pela mão deste escritor que tanto aprecio, ora têm o poder de nos fazer chorar e sorrir como têm o poder de vergar uma pessoa. Incrível como umas palavras tão simples têm um poder tão grande!
Gostaria de facto escolher um conjunto de palavras magníficas para puder descrever o livro em todo o seu esplendor, a sua simplicidade e complexidade, a bondade e a maldade, a sua beleza e fealdade porque é isto que o autor nos traz mais uma vez: os incríveis paradoxos humanos, mas sinto-me impotente para descrever tudo o que me vai na alma depois de ler um livro tão pequeno mas tão pesado. Somente quem já leu algo deste autor penso que conseguirá compreender verdadeiramente o que quero dizer e principalmente o que estou a sentir. Uma pessoa fica sem palavras, a única vontade por vezes é de ficar a olhar para o vazio e pensar, refletir, durante muito tempo. É um livro que demora tempo a abandonar-nos. A quem não conhece o autor, aconselho-o. Vivamente.