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Urania

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Urania is a book written by French astronomer and author Camille Flammarion. It was first published in 1889 and is considered one of his most important works. The book is a collection of essays and articles on various topics related to astronomy and cosmology, including the history of astronomy, the nature of the universe, and the possibility of extraterrestrial life.Flammarion's writing is known for its poetic and philosophical style, and Urania is no exception. The book is full of vivid descriptions of the night sky and the wonders of the universe, as well as thoughtful reflections on the meaning of existence and humanity's place in the cosmos.One of the key themes of Urania is the idea that the universe is vast and mysterious, and that there is much we still have to learn about it. Flammarion argues that the study of astronomy is not just about understanding the physical properties of the stars and planets, but also about exploring the deeper questions of life and the universe.Overall, Urania is a fascinating and thought-provoking book that offers a unique perspective on the wonders of the universe and the mysteries of existence. It is a must-read for anyone interested in astronomy, cosmology, or philosophy.Urania Was That One Of The Nine Muses Who Presided Over Astronomy And Whose Celestial Glance Inspired And Directed The Chorus Of The Spheres. She Was The Angelic Idea Which Soars Above Terrestrial Dullness.This scarce antiquarian book is a facsimile reprint of the old original and may contain some imperfections such as library marks and notations. Because we believe this work is culturally important, we have made it available as part of our commitment for protecting, preserving, and promoting the world's literature in affordable, high quality, modern editions, that are true to their original work.

Paperback

First published January 1, 1891

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About the author

Camille Flammarion

589 books37 followers
Nicolas Camille Flammarion was a French astronomer & author.

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2 (3%)
Displaying 1 - 8 of 8 reviews
Profile Image for David.
Author 104 books92 followers
March 1, 2018
I think it's fair to say that Camille Flammarion was to the Victorian age what Carl Sagan was to my generation and Neil deGrasse Tyson is today. He wrote numerous books about the astronomy of his day and influenced many people to take up astronomy as a career. Like Sagan, Flammarion also wrote science fiction and Urania was one of his novels.

Written in 1890, this is a novel in three parts. In part one, Flammarion himself is taken on a tour of planets around other stars by the muse Urania and sees different types of life. To modern readers, there's perhaps not much new here, but I can imagine this being groundbreaking stuff to the Victorians. Part two is a romance story about a colleague and a woman who share a passion for scientific pursuits and a curiosity for what happens after death. I'll steer clear of spoilers and just say that the plot unfolds in such a way that it paves the way for the works of Edgar Rice Burroughs a few decades later. (Note, Burroughs would have been a teenager when this book was first released.)

Part three is a mix of plot and discussion about the subjects covered in the book. Not what modern readers are used to, but I still found it interesting. Of particular note, I found his discussions of gender roles interesting. Again, a modern reader probably won't find anything shocking or new -- and in many ways his attitudes are still quite Victorian -- but interesting that he even raises the concept that gender might not be a fixed concept.
Profile Image for David Cantidio.
4 reviews1 follower
November 19, 2012
Not what I expected, but didn't gave up Flammarion yet. Reading "
Omega: The Last Days of the World" and liking it so far.
Profile Image for viih.
323 reviews8 followers
January 29, 2025
"Urânia reina calma e serena na imensidade do Universo."



Uma leitura filosófica e espírita, poética e romântica sobre Urânia, a musa da astronomia pelo grande Camille Flammarion, de forma mais atual, uma leitura sobre uranologia, ou como conhecemos melhor, astronomia.

Nessa leitura de Flammarion, acompanhamos um jovem e seus sonhos com Urânia, e através do desprendimento da alma durante o sono, acompanhamos os diálogos belíssimos entre os dois, análises da astronomia muito interessantes e que nos surpreendem.

É uma leitura robusta e complexa, o que se espera da língua portuguesa para a época, mas que não perde a fluidez da leitura. Algumas vezes me encontrei confusa com a história, mas logo em seguida conseguia me encontrar e automaticamente me encontrava vidrada nas histórias que Urânia contava sobre astronomia, planetas, estrelas, psicosfera.

Lendo os livros de Flammarion, fica nítido a importância e relevância que o médium teve para o desenvolvimento do livro "A Gênese", uma das obras básicas do espiritismo por Allan Kardec.







• (SPOILERS) •
• Quotes, Notes & Highlights (SPOILERS)


"— Eis aí — disse-me ela — o famoso globo terrestre sobre o qual se agitam tantas paixões, e que encerra em seu círculo estreito o pensamento de tantos milhões de seres cuja vista não se estende ao Além."

"A Terra não é mais do que uma ilha flutuante, uma aldeia dessa grande pátria solar, e esse império solar não é, ele próprio, mais do que uma província no seio da imensidade sideral."

"— Este mundo parece fantástico — disse Urânia —, e a ti próprio perguntas que ideias podem ter tais seres, que costumes, que história, que espécie de artes, de literatura e de ciências. Longo seria responder a todas as perguntas que poderias fazer. Fica sabendo unicamente que seus olhos são superiores aos melhores telescópios; que seu sistema nervoso vibra à passagem de um cometa e descobre eletricamente fatos que na Terra jamais se conhecerão. Os órgãos que estás vendo abaixo das asas lhes servem de mãos, mais hábeis que as vossas. Por imprensa têm eles a fotografia direta dos acontecimentos e a fixação fônica das próprias palavras. Não se ocupam, de resto, senão de pesquisas científicas, isto é, do estudo da Natureza. As três paixões que absorvem a maior parte da vida terrestre, o ávido desejo da riqueza, a ambição política e o amor lhes são desconhecidas, porque de nada carecem para viver, nem há divisões internacionais, nem outro governo além de um conselho de administração, e porque são andróginos (ambisséxuos)."

"É preciso — continuou ela — desprender-se inteiramente das sensações e das ideias terrenas, para estar em situação de compreender a diversidade infinita manifestada pelas diferentes formas da Criação."

"De igual modo que sobre o vosso planeta as espécies têm mudado de idade em idade, desde os seres tão esquisitos das primeiras épocas geológicas até o aparecimento da Humanidade, de igual maneira que ainda agora a população animal e vegetal da Terra é composta das mais diversas formas, desde o homem até o coral, desde a ave até o peixe, desde o elefante até a borboleta, assim também, e em uma extensão incomparavelmente mais vasta, entre as inumeráveis terras do Céu, as forças da Natureza têm dado origem a uma infinita diversidade de seres e de coisas. A forma das criaturas é, em cada mundo, o resultado dos elementos especiais a cada globo: substância, calor, luz, eletricidade, densidade, peso. As formas, os órgãos, o número dos sentidos — vós outros tendes apenas cinco, e assim mesmo bastante pobres — dependem das condições vitais de cada esfera. A vida é terrestre na Terra, marciana em Marte, saturniana em Saturno, netuniana em Netuno, isto é, apropriada a cada mansão, ou, para melhor dizer, mais rigorosamente ainda, produzida e desenvolvida por esse mundo em particular, conforme o seu estado orgânico, e segundo uma lei primordial a que obedece a Natureza inteira: a Lei do Progresso."

"Este Universo se compõe de muitos milhares de sóis, separados uns dos outros por trilhões de léguas."

"É o movimento que sustenta o equilíbrio do Universo, que lhe constitui a organização, a energia e a vida."

"— A Criação — disse-me ela — se compõe de um número infinito de universos distintos, separados uns dos outros por abismos de nada."

"Lembra-te, porém, de que o momento atual não é mais do que uma porta por onde o futuro se precipita para o passado."

"A Eternidade não tem fim, e o número dos universos será, ele também, sem fim."

"— A Astronomia! — exclamei — é tudo! Saber estas coisas! viver no infinito. Ó Urânia! Que é o resto das ideias humanas perante a Ciência! Sombras, fantasmas!"

"Se a vida não existisse na Terra, este planeta seria absolutamente destituído de interesse para qualquer espírito que fosse, e a mesma reflexão se pode aplicar a todos os mundos, que gravitam em torno de milhares de sóis, nas profundezas da imensidade. A vida é o fim da Criação inteira. Se não houvesse vida nem pensamento, tudo isto seria como que nulo e não acontecido. A Criação é um poema, do qual cada letra é um sol."

"Depois de haver apreciado a imensidade do Espaço e reconhecido que as mesmas leis reinam simultaneamente em todos os lugares e fazem do imensurável Universo uma exclusiva unidade, sabereis que os séculos do passado e do futuro estão associados ao tempo presente, e que as mônadas pensantes viverão eternamente, por transformações sucessivas e progressivas; aprendereis que há Espíritos incomparavelmente superiores aos maiores Espíritos da Humanidade terrestre, e que tudo progride para a Perfeição Suprema; ficareis sabendo também que o mundo material não é mais do que uma aparência e que o ser real consiste em uma força imponderável, invisível e intangível."

"Sim, a luz da Astronomia deve ser espalhada pelo mundo; deve penetrar até as massas populares, iluminar as consciências, elevar os corações. E será essa a sua mais bela missão; será esse o seu benefício."

"A duração do Universo não terá fim. A Terra há de acabar, e um dia não será mais do que um túmulo. Mas haverá novos sóis e novas terras, novas primaveras e novos sorrisos, e a vida florirá sempre no Universo sem limites e sem fim."

"(...) o estudo é a única fonte de todo o valor intelectual, e que o conhecimento do coração humano conduz à indulgência e à bondade; jamais sejas nem pobre, nem rico; livra-te de toda a ambição, e assim de toda a servidão; sê independente: a independência é o mais raro dos bens e a primeira condição de felicidade."

"A Terra é o satélite de uma estrela. Presentemente, e também no futuro, somos cidadãos do céu. Saibamo-lo ou ignoremo-lo, em realidade vivemos nas estrelas."

"O Céu deve explicar a Terra; o Infinito deve explicar a alma e suas faculdades imateriais."

"O desconhecido de hoje é a verdade de amanhã."

"Mas o que não sabemos está para o que sabemos na proporção do oceano para uma gota de água."

"Alucinação! coincidência fortuita! Será porventura isso uma explicação satisfatória? E, em todo caso, uma explicação que absolutamente nada explica!"

"Um fato é um fato. Não se pode deixar de admiti-lo, quando mesmo, no estado atual de nossos conhecimentos, seja impossível explicá-lo."

"O espírito científico do nosso século procura, com razão, desprender todos esses fatos dos enganosos nevoeiros do sobrenaturalismo, atento a que nada há sobrenatural, e que a Natureza, cujo reino é infinito, abrange tudo."

"No atual estado de nossos conhecimentos, seria absolutamente temerário buscar-lhes a explicação. A nossa psicologia não está bastante adiantada. Há muitas coisas que somos forçados a admitir, sem de nenhum modo poder explicá-las. Negar o que não se pode explicar seria pura demência. Explicava-se porventura o sistema do mundo, há dez séculos? Hoje em dia mesmo, explicamos a atração? Mas a Ciência caminha, e o seu progresso será sem fim."

"A Lua age constantemente sobre a Terra e a agita perpetuamente. A atração de Marte é igualmente sensível para o nosso planeta e, por nossa vez, perturbamos Marte em seu curso, sofrendo a influência da Lua. Nós atuamos sobre o próprio Sol, e o fazemos mover-se tal qual se nele tocássemos."

"Em vez de existir um vácuo, separando os mundos uns de outros, o Espaço é antes um laço de comunicação."

"(...) a alma é uma entidade individual, e que é ela que rege as moléculas para organizar a forma vivente do corpo humano."

"Que resulta às moléculas invisíveis e intangíveis que compuseram o corpo durante a vida? Vão pertencer a novos corpos. Que destino têm as almas, igualmente invisíveis e intangíveis? Pode-se pensar que reencarnam, também, em novos organismos, cada uma segundo a sua natureza, as suas faculdades, o seu destino."

"A alma pertence ao mundo psíquico. Sem dúvida, há na Terra uma quantidade inúmera de almas ainda pesadas, grosseiras, apenas desprendidas da matéria, incapazes de conceber as realidades intelectuais. Outras há, porém, que vivem no estudo, na contemplação, no cultivo do mundo psíquico ou espiritual. Essas podem não ficar presas na Terra, e o seu destino é viver da vida urânica."

"A alma uraniana vive, mesmo durante as encarnações terrestres, no mundo do absoluto e do divino. Ela sabe que, mesmo habitando na Terra, está no céu em realidade, e que o nosso planeta é um astro do céu."

"Habitemos nós aqui ou vivamos além, somos, não cidadãos de um país ou de um mundo, mas, na realidade, cidadãos do céu."

"Dia virá em que não haverá mais, neste planeta, outra crença, nem outra religião senão o conhecimento do Universo e a certeza da imortalidade em suas infinitas regiões, no seu domínio eterno."

"Mas a Lei do Progresso rege o mundo. Estais mais adiantados do que no tempo dos antepassados da idade da pedra, cuja mísera existência se consumia em disputar os dias e as noites às feras. Em algumas centenas de séculos estareis mais adiantados do que hoje. Então Urânia reinará nos vossos corações."

"Mas não se deve perder totalmente a esperança. O progresso os arrebata a pesar seu. Um dia saberão que são cidadãos do céu. Viverão então na luz, no saber, no verdadeiro mundo do Espírito."

"Urânia reina calma e serena na imensidade do Universo."

"As almas, conscientes da sua individualidade, ou ainda inconscientes, estão, por sua própria natureza, fora das condições de Espaço e de Tempo. Após a morte dos corpos, e assim também durante a vida, elas nenhum lugar ocupam. Algumas vão talvez habitar outros mundos. Não têm consciência de sua vida extracorporal e da sua imortalidade senão aquelas que se desprenderam dos laços materiais."

"Um dia, nada restará da Terra, e as suas próprias ruínas estarão destruídas. Mas o Nada jamais substituirá o Universo."

"O espaço que existe entre os mundos espalhados no imenso Universo não os isola uns dos outros. Estão todos em perpétua comunicação uns com os outros pela atração, que se exerce instantaneamente através de todas as distâncias e estabelece indissolúvel laço entre todos os mundos."

"Todo ser pensante traz em si o sentimento, mas a incerteza da imortalidade."

"O Universo forma uma unidade única."

"O próprio homem é quem faz o seu destino. Levanta-se ou cai segundo as suas obras. As criaturas presas aos interesses materiais, os avarentos, os ambiciosos, os hipócritas, os mentirosos, os filhos de Tartufo, moram, com os perversos, nas zonas inferiores."

"Mas, uma lei, primordial e absoluta, rege a Criação: a Lei do Progresso. Tudo se eleva no Infinito. As faltas são quedas."
Profile Image for Kevin.
79 reviews4 followers
January 2, 2017
This book was an accidental purchase, confusing the title for an altogether different book and ordering it. It turned out to be a pleasant accident, perhaps extra-coincidental. Urania is one of the nine sisters/muses of Greek mythology. This story, published in 1890, tells of a man who admires a statue of Urania so deeply that he falls in love with it/her. As he admires, she comes to life. Taking him along, she flies out of the atmosphere and to other planets in our solar system and beyond, all the while explaining matters of science and philosophy.
Urania is highly recommended, presaging later works Robert E. Howard-notably the John Carter of Mars series. Quite an enjoyable read for fans of speculative fiction and science fiction. The concepts concerning scientific knowledge are dated, yet very intriguing and uphold many modern discoveries.
Profile Image for Janne Wass.
180 reviews4 followers
October 25, 2022
Guided in by the angelic apparition of the beautiful Urania, the narrator is taken on an incredible tour of the solar system and outer space, where he is shown fantastic forms of life other planets. Back on Earth he is visited telepathically by his good friends, a young, dreaming couple who have lost their lives in a tragic accident. They tell him that their souls now live on Mars, where they have switched gender with each other, and live out of air and love, as corporeal but at the same time ethereal beings. His friends reveals to him that it was he/she that took on the guise of Urania in the beginning of the story, as to better be able to reach him telepathically, as his mind was not yet ready to accept the visitation of his dead friend.

Camille Flammarion was the number one populariser of astronomy and the interest in space and other planets in the 19th century, publishing not only a fair amount of novels, but also many text books, scientific papers and handbooks in astronomy. A philosopher as much as an astronomer, his books often speculated in the possibility of life on other planets (which he was convinced existed in abundance) and what strange forms it might take. But he also wrote about the human soul and its connection not only to the corporeal and the divine, but to space and the entirety of creation. So he does more than usual in "Urania", which isn't so much a novel as it is a number of chapters, partly explaining astronomy and the science of planets and partly speculating in the essence of human nature, the transmigration of souls, telepathy, gender fluidity, asexual reproduction, etc, tied together loosely with a framing story.

"Urania", despite being written in a somewhat overbearing, flowery 19th century style, holds some remarkably modern notions for a book written at the fin-de-siecle.
53 reviews
September 17, 2025
Camille Flammation was one of the most popular writers of his time that popularized science, most specifically astronomy. And it is always interesting to read a 150 year old book. What ideas did they have, what perspectives? What did they know? And what has changed, is it the same ideas as we have now?

I know that Flammarion was criticised (by mostly the scientific community) to be too colorful in his descriptions. And this is a problem in Urania. It is hard to know what is fact, what is embellishment, what is filled to make the story better, and what is Flammarion's own speculation (Flammarion would have thrived in todays social media). It seems to me that Flammarion intends to tell a scientific story, something that could be read both as a entertaining fictional story and as a scientific text. However big his ambition is, he fails in both.

As a story it is fantastical but lacks direction and failed to engage me. And it is way to embellished and speculative to get a feel for the science.

Fun to read for the historical value, but nothing else.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Estuardo Choc Salazar.
65 reviews4 followers
July 2, 2023
Ciencia y disque filosofía se encuentran. La ciencia aunque a veces muy desactualizada es interesante, especialmente el espacio; la pseudo filosofía/espiritualidad raya en un idealismo incoherente, por ejemplo almas de intelectuales viviendo en Marte porque buscan el conocimiento y valen más que los que no tienen acceso a la educación. Ah y dos hombres viejos espiando a una muchacha desnuda que luego deriva en que todo está hecho de 4 elementos.
Displaying 1 - 8 of 8 reviews

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