Este é o tipo de livro que eu gostava de um dia ser capaz de escrever. Um livro que nos conta a vida de uma obra de arte, de um documento histórico, e das pessoas envolvidas no seu percurso, da criação ao presente, e que nos mostra para que serve a arte e como ela transcende o tempo e o espaço, sendo reinventanda constantemente aos olhos da sociedade, sem nunca perder o valor. A batalha de Hastings fará um milénio este século e, com ela, muito provavelmente esta tapeçaria. É um verdadeiro privilégio ter já cruzado o meu percurso com o dela, esperando que quando eu cá já não estiver ela continuará aqui, a suscitar admiração e espanto, a conduzir mais gerações ao amor pela Idade Média.
Só não leva cinco estrelas porque a parte sobre a ocupação nazi me aborreceu bastante. E porque a tradução contém erros de palmatória...