Phèdre está presa e na iminência de se entregar à morte. Mas os deuses ainda não deram a sua missão por terminada... Um golpe do destino restitui-lhe a liberdade, e a misericórdia permite-lhe sobreviver a uma morte quase certa. Mas, embora a traição que pesa sobre o trono de Terre d´Ange tenha o seu desfecho iminente, Phèdre vê-se empurrada para longe da sua pátria, para terras desconhecidas e múltiplos perigos... Desespero, dor, traição, expiação... mas também prazer, júbilo, amizade e redenção. Cativa em terra estrangeira, sem o seu Companheiro Perfeito e os seus chevaliers, todos parecem querer impedi-la de salvar a sua rainha da ameaça que sobre ela paira. Mas, escrevendo direito por linhas tortas como fazem os deuses, Naamah, Kushiel, Cassiel e Asherat-do-Mar parecem conspirar para um culminar dramático em La Sereníssima. Triunfarão a honra e a justiça sobre as forças de cobiça e ambição? Logrará Phèdre denunciar os traidores que ameaçam Terre d´Ange e trazer a paz de novo à sua amada pátria? E ao seu coração atormentado?
Jacqueline Carey (born 1964 in Highland Park, Illinois) is an author and novelist, primarily of fantasy fiction.
She attended Lake Forest College, receiving B.A.'s in psychology and English literature. During college, she spent 6 months working in a bookstore as part of a work exchange program. While there, she decided to write professionally. After returning she started her writing career while working at the art center of a local college. After ten years, she discovered success with the publication of her first book in 2001.
Currently, Carey lives in western Michigan and is a member of the oldest Mardi Gras krewe in the state.
Rendida. De tal modo rendida a esta série que comecei este livro ontem de manhã, ao pequeno almoço e não me deitei enquanto não o acabei. Felizmente para a minha sanidade mental, A Promessa de Kushiel termina um ciclo, com algumas dúvidas pendentes, claro mas com quase tudo arrumado. E isto porque estou à espera da encomenda que fiz dos dois últimos volumes que, espero eu, cheguem hoje!
Felizmente também para mim, a Saída de Emergência dividiu dois livros em quatro. As minhas costas e os meus ombros agradecem. A carteira não tanto mas adiante. A saúde em primeiro.
Lembram-se ainda de vos ter dito, quando li O Dardo de Kushiel que estes livros são uma mistura de Guerra dos Tronos e 50 Sombras, mas em muito bom? Ao fim do quarto livro, mantenho a mesma ideia. Claramente melhor que A Guerra dos Tronos. Sobejamente melhor que 50 Sombras.
Histórias sempre surpreendentes, personagens perfeitas. Os bons a fazerem o mal, os maus a serem bons. As surpresas nunca terminam, até quase à última página. E Phèdre, marcada pelos Deuses, a desenrolar as tramas e a evitar que as desgraças aconteçam.
A escrita de Jacqueline Carey é extraordinária. Faz-nos viajar até às terras que descreve, faz-nos saborear cada momento, que nos faz render à sua escrita. Tenho pena que não haja mais livros em português desta autora, confesso. Acalento a esperança que a Saída de Emergência edite mais livros dela e que, no festival Bang de 2019, Jacqueline Carey seja a convidada (já que, em 2018, será um outro monstro do fantástico, Robin Hobb) (não custa pedir, não é?)
PT: Claramente não me canso desta saga. E agora que só faltam mais dois livros para terminá-la, começo a sentir o sentimento agridoce de querer saber o final, mas não querer que a história termine. Realmente é das melhores histórias que já li e este livro continua esse registo. Com uma escrita entusiasmante, com uma história surpreendente e sempre com um sentimento de profunda força e coragem. Simplesmente Adoro e mal posso esperar para ler o 5o volume.
EN: I clearly do not get tired of this saga. And now that there are only two more books to finish, I begin to feel the bittersweet feeling of wanting to know the ending, but not wanting the story to end. It really is one of the best stories I have ever read and this book continues this record. With an enthusiastic writing, with an amazing story and always with a feeling of deep strength and courage. I just love it and can not wait to read 5th volume.
Culminando com os eventos dramáticos do livro anterior, este começa com Phèdre numa posição mortal, acabando salva por um pirata, que ela não sabe se é amigo ou inimigo. Esta reviravolta do destino vai leva-la a conhecer novos países e aliados improváveis. Mas o tempo não para e a ameaça sobre a rainha é cada vez mais iminente.
Neste livro quase todas as personagens são novas em cerca de dois terços do livro. Conhecemos novas culturas, novos dramas e novas maldições. Houve ali uma parte de todas aquelas reviravoltas que me desligou um pouco da historia, parecia que ela passava a vida a andar de barco e a conhecer novas personagens que não ficavam tempo suficiente para haver qualquer ligação. Mas por fim, tudo o que começou no livro anterior tem o seu fim e o final acaba por ser todo o drama sobre uma tentativa de golpe de estado.
Esta última parte do segundo livro da trilogia foi absolutamente louco, no bom sentido. Desde a fuga de Phédre de La Dolorosa com a ajuda de Joscelin, a longa viagem até Epidauro, passando por Kriti e enfrentando a kriavbhog pelo meio, o thetalos e por fim a viagem até La Sereníssima e todo o clímax do desenvolvimento e resolução de outra trama política. Absolutamente magnífico, o estilo de escrita de Jacqueline Carey que nos deixa de respiração ofegante e sempre em tensão à espera do próximo movimento!
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Dou a minha opinião conjunta sobre a "Eleita de Kushiel" e "A Promessa de Kushiel" porque ambos correspondem ao segundo volume na edição original. Na verdade, é impossível terminar a leitura do primeiro sem que uma louca compulsão para ler o segundo nos assalte. Depois de tudo o que passou na Skaldia e no seu regresso a casa, Phèdre apenas quer paz e que a vida lhe sorria. Contudo, poucas são as vezes em que temos aquilo que desejamos e numa reviravolta do destino, com Melisande ainda desaparecida, a posição de Ysandre no trono de Terre d'Ange não parece tão consolidada, a intriga volta a tomar conta da vida dos personagens que nos habituámos a adorar e, mais uma vez, nada vai ser aquilo que parece. Além da intriga palaciana que marca toda a saga e que nos faz pensar e maquinar estratagemas quase tão elaborados como os dos personagens, um dos pontos altos da narrativa é, sem sombra de dúvida, a carga emocional a que a autora sujeita alguns personagens. Se nos volumes anteriores já havíamos conhecido alguns dos dilemas e sentimentos mais marcantes de muitos personagens, aqui eles são completamente levados ao extremo, oscilando entre a mais pura alegria e o desespero, o júbilo e a loucura profunda marcada pela tristeza, levando o leitor a estados de espírito inexistentes até então. Os novos personagens que conhecemos nestes livros também marcam, cada um de sua maneira, e plenos de exotismo e orgulho deixarão marca no leitor. Espero sinceramente poder reencontrar alguns deles em volumes futuros. Outro elemento que não posso deixar de referir, e tentando não cair em spoilers de monta, é o alargar da geografia desta trama. Na sua narrativa elaborada e cuidada, Carey leva-nos para novas paragens, mostrando-nos a magnificiencia e magia, bem como a beleza simples e a desolação completa que marcam novas terras pisadas pelos nossos personagens. Uma narrativa que me fez rever algumas cidades que conheço como se naquela altura lá estivesse realmente tal o cuidado empregue na descrição não apenas do todo mas dos pequenos pormenores. A escrita desta autora é realmente estonteante e contribui de modo marcante para que o leitor se debruce sobre esta saga de um modo especial, saboreando cada palavra, atentando a cada linha, desejando que as páginas não tenham fim. Tal como no volume anterior, o final deixa antever um pouquinho do que pode estar para vir e deixou-me com uma enorme curiosidade relativamente a alguns personagens e temáticas tratadas mas não posso dizer muito mais sobre estes livros sem revelar elementos importantes e momentos-chave da narrativa. Espero não ter que esperar muito para poder voltar a encontrar-me com Phèdre... Recomendo vivamente :)
O anterior volume havia terminado de tal forma, que nos suscitava bastante interesse quanto ao desenrolar da estória ou não estivesse Phèdre colocada em apuros, prisioneira e no limar da loucura.
Nesta obra, continuam as peripécias, voltamos a constatar a força de vontade e tenacidade desta incrível personagem e de mais uma missão extremamente delicada, que só Phèdre poderá levar a cabo.
Jacqueline Carey é sem dúvida uma incrível contadora de estórias, em que sempre que embrenhamos no seu mundo, nos vemos rendidos ao mesmo. A forma como a autora cria suspense a cada descoberta; as personagens extremamente bem construídas que não nos deixam, de forma alguma, indiferentes; a todas as intrigas palacianas, que nos conseguem cativar e até surpreender.
Em termos de personagens gosto bastante da Phèdre, sendo a minha personagem preferida na trama. Não só por ser a personagem principal e quem acompanhamos ao longo da narrativa, mas pela sua maneira de ser e encarar a vida, a forma como luta sempre, mesmo quando as coisas se tornem deveras difíceis, continua a lutar sempre pela possibilidade de concretizar aquilo em que acredita.
Josceline, que na obra passada me fez “torcer o nariz” a algumas das suas atitudes, mas que nesta obra me surpreendeu pela positiva e que me deixou estarrecida com algumas das suas atitudes.
Nesta obra são nos apresentadas novas personagens, das quais destaco Kazan, que por detrás do ar de duro, é uma pessoa com um grande coração e que ajudou muito Phèdre a ultrapassar as várias missivas que teimavam em atravessar-se no seu caminho.
Para mim o ponto negativo seria, provavelmente, o facto de ser um pouco previsível, pois suspeitava que as coisas iriam acabar por ser daquela forma.
Em suma, foi muito bom voltar a ler algo desta autora, que volto a afirmar que se tornou das minhas preferidas; poder descobrir um pouco mais das intrigas do mundo de Phèdre e de quão corajosa ela consegue ser. Tendo-se tornado ao longo destes últimos volumes, numa das minhas sagas preferidas, por ser uma obra extremamente viciante, que nos envolve do princípio ao fim.
phédre está presa em la dolorosa mas consegue escapar quase miraculosamente. é salva por piratas illaryanos, a quem consegue convencer do seu valor e combina que a entreguem ao almirante rousse. Mas os mensageiros foram intercetados e vai ser entregue ao doge de la sereníssima e consequentemente a melisande. porém numa reviravolta de último momento escapa-se com os piratas que quase a haviam traído, e vão ter a krytis. Conseguem regressar para à última hora em la sereníssima, desmascarem a conspiração que ia matar a rainha isandre de visita à cidade, mesmo por cassiline, para colocar no trono benedicte e melisande. Em terre d'ange porém a conspiração continua com percy de sommervile com superior do exército a cercar a cidade de elua. isandre regressa a mata-cavalos e num acto de grande coragem enfrenta sózinha o exército revoltoso que não tem coragem de a atacar e assim é debelada completamente a copnspiraçaõ, condenado-se à morte percy de sommerville. Melisande, também morto benedicte, refugia-se no templo de asherat do mar. Porém, o seu filho desapareceu ficando assim uma ameaça a rondar sobre terre d'ange.