When Jesus "made himself nothing...taking the nature of a servant," He modeled for all believers true humility. Andrew Murray calls this "our true nobility" and "the distinguishing feature of discipleship." With insightful, penetrating clarity, Murray calls all Christians to turn from pride, empty themselves, and study the character of Christ to be filled with His grace. Often called the best work on humility ever written, this edition has been edited for today's reader.
Librarian Note: There is more than one author in the GoodReads database with this name.
Murray was Born in Cape Town, South Africa, Murray became a noted missionary leader. His father was a Scottish Presbyterian serving the Dutch Reformed Church of South Africa, and his mother had connections with both French Huguenots and German Lutherans. This background to some extent explains his ecumenical spirit. He was educated at Aberdeen University, Scotland, and at Utrecht University in the Netherlands. After ordination in 1848 he served pastorates at Bloemfontein, Worcester, Cape Town, and Wellington. He helped to found what are now the University College of the Orange Free State and the Stellenbosch Seminary. He served as Moderator of the Cape Synod of the Dutch Reformed Church and was president of both the YMCA (1865) and the South Africa General Mission (1888-1917), now the Africa Evangelical Fellowship.
He was one of the chief promoters of the call to missions in South Africa. This led to the Dutch Reformed Church missions to blacks in the Transvaal and Malawi. Apart from his evangelistic tours in South Africa, he spoke at the Keswick and Northfield Conventions in 1895, making a great impression. upon his British and American audiences. For his contribution to world missions he was given an honorary doctorate by the universities of Aberdeen (1898) and Cape of Good Hope(1907).
Murray is best known today for his devotional writings, which place great emphasis on the need for a rich, personal devotional life. Many of his 240 publications explain in how he saw this devotion and its outworking in the life of the Christian. Several of his books have become devotional classics. Among these are Abide in Christ, Absolute Surrender, With Christ in the School of Prayer, The Spirit of Christ and Waiting on God.
Trata-se de um livro sobre espiritualidade cristã do final do século XIX de um ministro branco na África do Sul. Foi o meu primeiro contato direto com o movimento espiritual "vida superior" de Keswick, o qual já conhecia de ouvir falar e por suas consequências na teologia de gente como Billy Graham ou, no Brasil, Valnice Milhomens, e nos modernos "movimentos de santidade".
Das várias questões que me incomodaram nesse livro, a principal é uma visão de humildade claramente extrema e que pode ser de fato autodepreciação. O autor usa termos como "auto-negação", "submissão absoluta" e "aniquilação do eu". Acho isso profundamente doentio. A humildade, no senso comum, passa bastante longe disso e pode ser apenas uma visão realista de si, longe da arrogância e de motivações egoístas totalmente autocentradas, presunçosas, narcisistas e destrutivas. É possível ver numa espiritualidade cristã a tensão entre amar e aceitar a si mesmo e humilhar-se e negar a si mesmo e o quanto isso pode ser proveitoso. É também claro o quanto muitos na religião cristã enfatizam somente a última opção e de uma maneira muito pesada, a ponto de ver os seres humanos como devendo ser anulados em suas personalidades, sexualidades, criatividades, sensibilidades e afetos. Aparentemente esse é o caso de Murray. A perspectiva do dharma budista de que não existe o self, de que ele é uma ilusão, me parece mais educativa e menos destrutiva.
Eu esperava um livro sobre autoconhecimento dentro de uma perspectiva mais leve sobre espiritualidade, mas é uma perspectiva dogmática, que diz que a pessoa deve subscrever às doutrinas todas de seu cânone para ser santa. Isso é péssimo. O autor fundamenta uma carga muito grande de suas afirmações em doutrinas como a do pecado original.
Outra coisa que me incomoda é a importância suprema e última que o autor dá para a humildade. Em detrimento da humildade como dever e como virtude, Andrew Murray ignora e diminui até mesmo as tradicionalmente chamadas de virtudes teologais, que são a fé, a esperança e o amor. Para ele, a humildade é anterior e mais importante até que o amor. Eu me lembro de forma muito clara de Jesus Cristo e autores do Novo Testamento dizerem que o maior mandamento e o maior dom de todos é o amor.
Enfim, em algum momento do livro, o autor começa a apontar para a humildade não como autonegação, mas como não ser autocentrado. Algo sobre humildade não ter a ver com pensar menos de si mesmo, mas pensar menos em si mesmo (que, pra mim, também não é não pensar em si mesmo: até a própria espiritualidade consiste em pensar em si mesmo). E é aí que as coisas começam a ficar interessantes. Ele começa a apontar para uma ética não baseada em costumes, como nos mais recentes movimentos de santidade, mas uma ética teleológica, que tem o outro e o tratamento e bem-estar do outro como finalidade. Diz que ser humilde diante de Deus é, em última análise, ser humilde diante das outras pessoas, do próximo, no cotidiano, na vida ordinária. Enfatiza bastante a importância de não se colocar como sendo maior e mais importante com os outros, inclusive os diferentes, buscando, na verdade, servi-los. Achei isso muito bonito.
E nada mais distante, também, do que é a realidade religiosa cristã e evangélica hoje. A comunidade cristã se acha santa, merecedora e mais virtuosa do que os não-cristãos a ponto de querer, através da violência política e de projetos de poder ultraconservadores, impor seus costumes. A atitude dos pastores e líderes religiosos diante do outro, da diversidade, dos que pensam diferente deles e têm outros estilos de vida não se parece absolutamente com a humildade. Acho que faria bem para todo mundo se esses pastores e líderes lessem este livro e valorizassem essa mensagem da humildade diante do mundo.
Um livro curto e muito denso, uma obra indispensável para quem deseja seguir a Cristo, a forma simples, direta e impactante que ele aborda o assunto é realmente gratificante e estimulante para prosseguir na caminhada.
Fui confrontado do início ao fim. No início achei a leitura um pouco difícil e cansativa, mas depois eram somente lágrimas e mais lágrimas. Quanta doçura no confronto. Super recomendo