Este é o primeiro livro do peruano Julio Ramón Ribeyro (1929-1994) publicado no Brasil. Os oito contos que o compõe foram escolhidos por Laura Janina Hosiasson - que também é responsável pela tradução e pelo posfácio da edição - e são representativos de diferentes momentos da produção do autor; do seu primeiro livro Los gallinazos sin plumas (Urubus sem plumas), de 1955, até Relatos santacrucinos, de 1992.
Frequentemente mencionado como o maior contista peruano, Ribeyro, um autor ainda a ser descoberto pela maioria dos leitores brasileiros, vai da narrativa breve e concisa, em que recupera casos familiares de tios e tias da classe média limenha, a contos que estão na fronteira com a novela, como o que dá título ao volume. Nele, o autor percorre a história de sua vida, dividindo-a conforme a marca de cigarro que fumava em cada época - sua paixão pelo tabaco acabou contribuindo para sua morte ocorrida em 1994, dias depois de receber o Prêmio Juan Rulfo pelo conjunto da obra. Pode-se encontrar, ainda, narrativas de cunho social que descrevem a vida nas periferias da América Latina.
Este é o terceiro volume da coleção Prosa do Observatório que reúne textos e ensaios fundamentais de autores hispano-americanos e brasileiros.
Julio Ramón Ribeyro Zúñiga was a Peruvian writer best known for his short stories. He was also successful in other genres: novel, essay, theater, diary and aphorism. In the year of his death, he was awarded the Premio Juan Rulfo de literatura latinoamericana y del Caribe. His work has been translated into numerous languages, including English.
The characters in his stories, often autobiographical and usually written in simple but ironic language, tend to end up with their hopes cruelly dashed. But despite its apparent pessimism, Ribeyro's work is often comic, its humor springing from both the author's sense of irony and the accidents that befall his protagonists. The collective work of his short stories is published under the title La palabra del mudo (The Word of the Mute).
Ribeyro studied literature and law in Universidad Católica in Lima. In 1960 he immigrated to Paris where he worked as a journalist in France Presse and then as cultural advisor and ambassador to UNESCO. He was an avid smoker, as described in his short story ¨Sólo para fumadores¨ (Smokers Only) and he died as a result of his addiction.
Un cuento de un señor que fuma como un cosaco. Su vicio por el humo y la obsesión que tiene por probar todas las marcas de tabaco que hay en el mercado terminan mandándolo al hospital. En el quirófano pierde parte "del duodeno, casi todo el estómago y buen pedazo del esófago". El hombre toma sus problemas de salud con relativa calma. Después de la larga y dura recuperación vuelve a casa y sigue fumando. Un máquina.
Cheguei ao Julio Ramón Ribeyro por indicação do escritor Marco Severo, que me deu uma recomendação de ler com calma. Pois bem, após dois meses e poucos dias, chego ao fim de Só para fumantes. O peito cheio de emoções, a mente estupefada e maravilhavida com o domínio e genialidade de um mestre do conto.
A coletânea começa com o excepcional Só para fumantes, que narra a saga de um escritor e o cigarro. Sua intensa devoção ao fumo o faz desconsiderar a fragilidade da prórpia vida para permancer no hábito. O cigarro é, sem sombra de dúvidas, o seu maior e longevo companheiro. Vive com ele e por ele inúmeras aventuras, cruzando países e experimentando extremos de sua própria natureza. Um conto impressionante.
Na sequência, temos Urubus sem penas, que narra a história de dois irmãos criados pelo abusivo e explorar avô, quem os obriga a sair ainda de madrugada para vasculhar lixões em busca de restos para engordar um porco. Aliás, de que matéria é feita esse animal? O porco, para mim, um símbolo da ganância e dos processos de invisibilidade do homem reduzido a um fazer, a um trabalho ou função. O esmero, a cumplicidade e amor dos irmãos é posto em brutal contraste com as fúrias insandecidas e os apetites vorazes do avô e do animal. Num dado momento, os dois se confundem. Um extraordinário retrato dos invisíveis em nossas cidades e de nossos apetites mesquinhos e inúteis.
Explicações a um cabo de polícia demonstra o refinamento e o humor de Julio Ramón - presente em todos os contos. O sonhador desempregado que tece planos impossíveis em uma mesa de bar. Quem nunca se embrenhou nos próprios sonhos a ponto de não conseguir estabelecer a linha entre o real e o onírico?. De maneira similar, a grandeza ou a suposta necessidade dela aparece também em O professor substituto, no qual temos um fracassado recebendo a oportunidade de ser reconhecido pelo seu valor ofuscado pelas intempéries da vida. Sua angústia e dúvida em si, atravessam as páginas do livro e nos arrebata.
A beleza e esplendor de Ao pé da escarpa são indescritíveis. A leveza e crueza do enredo, das personagens são impressionantes. Confesso minha emoção ao ler o conto. A força da persistência humana, de estar e transformar o improvável contra todas as impossibilidades e dificuldades. O desejo de melhores condições de vida a impulsar homens simples ao fundo do mar, em contraste com o visitente misterioso, que chega e vai ficando, contrastam com nossa própria necessidade de mais, sendo o mais aquilo que sobeja. Aliás, o contraste é um recurso constante nos contos desta coletânea.
O mais enigmático - e talvez o de mais difícil compreensão - dos contos é Ridder e o pesa-pesos, no qual um leitor fervoro viaja até o refúgio de um escritor ermitão para sua decepção. E quando nada há nele que o chame a atenção volta-se para o entorno e, em particular, para um objeto familiar. O desfecho é tão surpreendente quanto enigmático.
Espumante no porão é divertido e cruel. A morte é o tema central de Os jacarandás, em que um professor é assombrado pelo fantasma da esposa; O armário, os velhos e a morte, na relação com seus antepassados, para além de uma mera questão de linhagem, mas como base de sustentação de si mesmo, de sua identidade. O emprego da linguagem, das metáforas são impressionantes.
A obsessão permeia O pó do saber, quando um rapaz por anos e anos ronda uma casa fechado, que abriga uma biblioteca centenária. O envelhecer e a obsessão, como meio de preencher um vazio existencial, aparecem em Silvio no roseiral. A loucura tematiza o ótimo O embarcadouro da esquina.
Tia Clementina fecha a coletânea. A vida de uma senhora solteirona que encontra o amor na velhice é narrado através de seus bons momentos e suas desventuras. A ganância de seus parentes assolam seus últimos dias em verdadeira paixão a sua fortuna.
Os temas dos contos são diversos, mas vale destacar a urgência de seus personagens em encontrar sentido para a própria existência. A loucura, a obsessão, o desejo de melhores condições de vida e o reconhecimento também surgem, permeando as invisibilidades e vulnerabilidades de suas personagens.
De rara beleza, técnica brilhante e grandiosidade estilística, é lamentável que um autor de tamanha envergadura seja um ilustre desconhecido de muitos.
O livro ainda conta com um prólogo de Alfredo Bryce Echenique e um pósfácio da organizadora e tradutora, Laura Janina Hosiasson. O livro faz parte do legado da extinta Cosacnaify. Espero que em breve outra editora o traduza e publique no Brasil.
acho que o título dessa edição brasileira afasta mais leitores do que atrai, mas esse livro é do melhor do conto latino-americano.
Da geração 50 peruana.
Ribeyro e sua obra siderada pela "tentação constante do fracasso", por aqueles "que não participam do lado eufórico da vida", "pelas tentativas do que nunca se realiza", pela outra face da moeda: o que deixamos de fazer ou que não teve eco.
Do mundo que tentamos criar na nossa cabeça para realizar algo que já perdemos faz tempo.
El primer cuento, “Solo para fumadores”, lo es todo: mezcla textos de otros autores con su experiencia personal, en torno a fumar. Lo mejor es que a lo largo del texto desarrolla su propia conclusión del porqué fumar es inherente a él. Además, me gustaron “La casa en la playa”, “La solución”, “Ausente por tiempo indefinido”.
Esta edición de Sólo para fumadores presenta un conjunto de relatos que destacan por su sutileza, sinceridad y capacidad para conectar con el lector a través de lo cotidiano.
El relato que da título al libro se ha convertido en un verdadero clásico, y no es difícil entender por qué. Ribeyro utiliza su experiencia personal como fumador empedernido para construir una narrativa íntima y reflexiva. Mezcla de memorias, referencias literarias y confesiones, el cuento-ensayo explora cómo el hábito de fumar se convierte en una parte inextricable de su identidad. A pesar de los graves problemas de salud que enfrenta —y de una ardua recuperación—, el protagonista no abandona el cigarrillo, hallando en él una razón profundamente emocional para seguir fumando.
El acierto radica en humanizar por completo la trama, haciendo que el lector, fumador o no, pueda identificarse con sus sentimientos, dilemas y contradicciones. Más allá del hábito, el texto refleja una lucha interna con aspectos esenciales de la personalidad, la fragilidad humana y las pequeñas obsesiones que nos definen.
De los otros cuentos, destacan Ausente por tiempo indefinido y La solución. Ambos relatos comparten una reflexión sobre la escritura como un acto de creación y despojo, mientras los personajes, siempre acompañados por el humo del tabaco, entablan diálogos fluidos y convincentes que atrapan al lector. Ribeyro, con su estilo austero y efectivo, logra dotar a estas historias de una dimensión universal que resuena incluso más allá del acto de fumar.
En términos generales, Sólo para fumadores representa una lectura ágil, atrapante y ligera. Sus páginas fluyen con naturalidad, permitiendo al lector devorarlas sin sensación de exceso o carencia. Aunque algunos relatos pueden sentirse prescindibles, la calidad de los más destacados compensa con creces cualquier irregularidad. Es un libro que encuentra su mayor fortaleza en la exploración de lo habitual y en la conexión íntima que logra con su audiencia.
Leer a Ribeyro es casi un placer como imaginar las volutas de aquellos cigarrillos que he fumado y que él ha fumado y sobre el cual ha escrito. Me hizo recordar a mi abuelo con sus inefables cigarrillos Inca, negros sin filtro "olían a para mí en ese tiempo a llanta quemada" y para hacer las apuestas de los caballos. Este cuento me hizo recordar a cierta parte del libro sin Blanca en Paris y Londres de Orwell, justamente Ramón pasó un tiempo de peripecias económicas también en París y agobiante síndrome de abstinencia por el vicio al tabaco. Excelente cuento solo para fumadores y también para los que no lo son.
En sjov, lille sag om en forfatters livslange besættelse af cigaretter. Ikke et stort værk, men ganske pudsig og fornøjelig læsning, som giver appetit på at læse mere Ribeyro. Læs hele min anmeldelse på K’s bognoter: https://bognoter.dk/2021/10/04/julio-...
Termine de leer un libro realmente bello y escrito de forma tal que pareciere que te encuentras personalmente con él autor, café de por medio, oyendo el relato de parte de la historia de su vida con la sinceridad de un amigo. Lo cierto que la trama esta totalmente humanizada a tal punto que muchos lectores lograran identificarse con lo leído, quizás no por ser fumadores sino qué en aspectos específicos de sus personalidades. La lectura es ligera, sencilla y atrapante por lo que él lector devorará sus paginas una a una hasta finalizarla rápidamente sintiendo la satisfacción de haber leído una historia a la que no le hace falta nada, no sentirás él deceo de que continúe ni tampoco la falta de siquiera una palabra, esta bien tal cual fue concebida. En definitiva estamos ante una bella historia muy bien contada y que recomiendo su lectura a toda persona sin importar que genero frecuente ya que seguramente la disfrutara como yo.
Es decir, breve pero gratísima forma de presentárseme Ribeyro, ya formalmente y no picoteando párrafos. Por otro lado, brevísima y muy grata forma de presentar el texto los tipos de Menos cuarto. Y aunque no soy fumador, soy lector. Y aunque no son cigarrillos, es un libro sobre ellos. Y si mezclamos, a eso y a éste, pues ya está y podemos decir que me acabo de fumar un libro, a Ribeyro, a sus cigarrillos.
Mona biografía de una buena parte de los cigarrillos que se chutó el peruano.
Hace 9 meses mientras me hallaba trabajando en la librería de un amigo, me encontraba atravesando una de las mayores ironías de mi vida: Como lector de libros finalmente laboraba en algo que me gustaba, pero a la vez, tenía bloqueo de lectura. Fueron más de cuatro semanas las que recuerdo con mucho cariño por el significado que tuvieron para mí. Para esa época solo logré leer, con mucho esfuerzo, las primeras páginas de algunas novelas variadas. Pero hubo una excepción, un relato de Julio Ramón Ribeyro que me animé a leer en su totalidad. Después de recibir la recomendación del escritor por parte del dueño de la librería. Debido a mi bloqueo de ese entonces, apenas recuerdo que el relato trataba de dos padres y sus hijos yendo a una excursión de cacería. Nada más.
Hace días mientras decidía que leer. Recordé al autor de aquel relato y me dispuse a buscar en línea alguno de sus libros para poder darle la oportunidad. Hallando Solo para fumadores. Una antología del escritor peruano en dónde destacan relatos en cuyas historias sus protagonistas son escritores. Al menos yo apenas tengo presente obras en dónde se optará por tan buen recurso.
En fin, destaco los relatos Solo para fumadores, La solución y Ausente por tiempo indefinido. Historias en dónde su autor logra a través del relato autobiográfico, contarnos su experiencia con el vicio del cigarrillo; en medio de una reunión de amigos, observar la mención de ideas para la resolución de un cuento inconcluso y finalmente, los pormenores por los que atraviesan los escritores para finalmente lograr encontrar su inspiración y embarcarse al proceso creativo.
Fumas, no por amor a la volutas que se alejan de ti o para caer bien en reuniones. Fumas, y no sabes bien la razón detrás de comprar cajetillas a sabiendas que los crueles impuestos se empecinan en querer alejarte de ellos a base de aumentos. Fumas, a solas en tu cuarto o esperando el camión. Fumas, más allá que en todas las películas veas que un personaje enciende un cigarrillo sin miramientos. Fumas, y ya, es todo; no hay una gran historia de fondo. Este cuento de Ribeyro es la demostración de eso, es solo un hombre con su cigarrillo.
me pareció fenomenal la obra, ya que el relato aparte de contarte si biografía nos introduce a esos momentos, que para mí como fumador, dejaron una marca en mi vida( y no solo en mis pulmones), junto a la lectura se me venían a la cabeza todos los momentos vividos que compartí, de una u otra manera con el autor y al final como bien dijo el sr. Ribeyno, "No es mi intención sacar de el conclusión ni moraleja." Solo le doy gracias al cigarro que me hizo pasar miles de momentos y que siempre estuvo a mi lado o en mi boca.
Es un relato maravilloso, no tiene mucho sentido ocultar de que se trata.
Hace una narración impecable desde principio a fin, cada momento de su triste vida, cada marca de cigarro, su olor y gusto, las penurias que paso con tal de comprar uno. Me hizo acordar un poco al lazarillobde Tormes (analogía un poco distante), pero pueden unirse pequeños puntos.
Recuerdo que en una entrevista dijo: "Preferia vivir cinco años menos, pero escribir".
Um ótimo escritor, que vale a pena ser mais conhecido entre os grandes da América Latina. Seus estilo é ágil e seus contos são bem elaborados. Destaco o realismo cruel "Urubus sem asas". Alguns contos são como que pequenos romances. Os personagens masculinos desempenham papel importante. O texto que dá nome ao livro é um ensaio. Também há contos que se assemelham a crônicas.
Como dijo Ribeyro falta más literatura del escritor obsesionado con el vicio de fumar. Se habló del alcohol, el juego, etc. Me sentí profundamente identificada con el cuento: "Sólo para fumadores" los otros cuentos también están muy buenos pero en mi edición solo habían dos más :(
Un texto autobiográfico y ensayístico que explora el acto de fumar en la vida de Ribeyro. El humor y la perspicacia del autor permite un resultado inteligente y rico de leer. Es ligero y travieso, en medio de tantas situaciones angustiantes que el autor retrata con la mirada serena del presente.