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Memórias #1

Solo de Clarineta vol. 1

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Solo de clarineta é uma obra múltipla: reflexões de um escritor sobre sua ficção e a arte literária, testemunho de um período da história brasileira e mundial, e retrato de uma família que parece tirado de um romance.

O leitor mergulha no caldo da matéria-prima de onde brotou a obra do autor de O tempo e o vento nos dois volumes que revelam a trajetória da família Verissimo, desde Erico garoto, passando pela decadência econômica da família, pela luta da mãe para manter os filhos com o trabalho de modista, pelas leituras de um menino à sombra de uma ameixeira-do-japão, até a consagração de Erico Verissimo como um dos escritores mais importantes da literatura brasileira.

O primeiro volume de Solo de clarineta (1973) segue da infância de Erico até a década de 1950, quando Dave Jaffe pede Clarissa, filha de Erico, em casamento. O segundo, que se abre com as bodas de Clarissa, registra as andanças do escritor pelos Estados Unidos e pela Europa. Inacabada, essa segunda parte foi organizada postumamente por Flávio Loureiro Chaves e publicada em 1976.

Nessa edição, os volumes apresentam prefácio e apresentação inéditos, uma cronologia que cruza dados biográficos da família Verissimo com a vida dos personagens das obras mais famosas de Erico, e um caderno com fotos, manuscritos e desenhos.

344 pages, Paperback

First published January 1, 1973

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About the author

Erico Verissimo

107 books390 followers
Erico Verissimo (December 17, 1905 - November 28, 1975) is an important Brazilian writer, who was born in Rio Grande do Sul. His father, Sebastião Veríssimo da Fonseca, heir of a rich family in Cruz Alta, Rio Grande do Sul, met financial ruin during his son's youth. Veríssimo worked in a pharmacy before obtaining a job at Editora Globo, a book publisher, where he translated and released works of writers like Aldous Huxley. During the Second World War, he went to the United States. This period of his life was recorded in some of his books, including: Gato Preto em Campo de Neve ("Black Cat in a Snow Field"), A Volta do Gato Preto ("The Return of the Black Cat"), and História da Literatura Brasileira ("History of Brazilian Literature"), which contains some of his lectures at UCLA. His epic O Tempo e o Vento ("The Time and the Wind'") became one of the great masterpieces of the Brazilian novel, alongside Os Sertões by Euclides da Cunha, and Grande Sertão: Veredas by Guimarães Rosa.
Four of Veríssimo's works, Time and the Wind, Night, Mexico, and His Excellency, the Ambassador, were translated into the English language by Linton Lomas Barrett.
He was the father of another famous writer of Rio Grande do Sul, Luis Fernando Veríssimo.

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Laura.
7,134 reviews607 followers
December 29, 2012
Opening:
"Não esperem que estas memorias formem um documento histórico", adverte Erico Verissimo. "Elas não tem a intenção de fazer nenhum perfil de minha época ou de meus contemporâneos. São apenas uma historia particular - uma historia em tom de quase romance, mas que vai contada com a maior franqueza. É um livro sincero, que dedico especialmente aqueles que tem lido durante todos esses anos."


This is the first volume of the autobiography of one of the greatest Brazilian writers. In this first part, the author describes his childhood in Cruz Alta and how he became a writer when he started to work at Editora Globo in Porto Alegre.

He criticizes his own work by stating that Clarissa wasn't a good book. How Noite was written in one single night. Then he describes Saga as a bad book. With Olhai os Lirios do Campo, he started to receive a substantial copyright and became a very know writer at national and international level. He also describes the writing of the two books his trilogy family saga O Tempo e o Vento series.

In the last part of this book, he describes his work as a General Secretary at OEA when he moved to Washington with his wife, Mafalda, and his two children, Clarissa and Luis Fernando.

The sequel of this book is Solo de Clarineta, Vol. II.
Profile Image for Paulo Sousa.
294 reviews13 followers
July 22, 2016
Livro 5°/Jul//32°/2016

Título: Solo de clarineta vol. 1
Autor: Erico Veríssimo
Editora: Cia das Letras
Páginas: 344
Minha classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

_____________________________________
Que Erico Veríssimo se tornou um de meus escritores essenciais e indispensáveis é fato, principalmente depois de ler a soberba trilogia O Tempo e O Vento.
Sua escrita leve, dinâmica, cheias de detalhes e nuances te prendem à primeira lida! E não houve melhor forma de iniciar este 2016 me transportando por exatos 70 dias à mítica Santa Fé e aos mandos e desmandos de uma família cheia de homens e mulheres únicos e singulares.
Agora, ao concluir o primeiro tomo de Solo de Clarineta, a auto-biografia de Veríssimo em dois volumes, é ratificada plenamente essa minha predileção pelo escritor gaúcho.
Nas suas páginas, as memórias do menino Erico, desde seus verdes anos na sua cidade natal, Cruz Alta, até a temporada norte-americana quando ocupou o cargo de diretor num importante departamento de cultura em Washington.
Mas, até mesmo nesse texto, eu me maravilho com as impressões colhidas em todas as fases da vida de Erico. Em muitas delas, é como se eu me visse eu mesmo menino, experimentando a arrebatadora sensação de amar as paixonites comuns aos jovens, ou fruindo as descobertas, as frustrações, os pecados pueris, as perdas, o silêncio, a dor, cada uma desnudada nessas páginas lindamente escritas.
Livros como esse, quando do(s) seu(s) autor(res) preferido(s), são leituras importantes porque ali há chaves importantes que serviram de base para a composição de sua obra literária.
Em Solo de Clarineta eu vejo exatamente isso: os detalhes da infância de Erico em Cruz Alta, a farmácia falida da família, o pequeno sobrado onde Erico cresceu e viu sua família espatifar-se, os tipos humanos, os avós tipicamente gaúchos, é lógico que todos esses elementos serviram como base para a construção de seus livros, e vejo muitas marcas forjadas dessas lembranças nos personagens de O Tempo e O Vento, como Fandango, Maneco Terra, Ana e Bibiana Terra, os irmãos Rodrigo e Toríbio, o Dr. Carl Winter, Floriano, o próprio Sobrado...
Erico é um maestro. A sinfonia da sua obra, a magnitude de uma trilogia que desfia 200 anos da história do Rio Grande do Sul (o autor confessa que partiu do zero no conhecimento das tradições gauchescas e da própria história do Estado gaúcho), o que o consagrou unanimemente como um dos maiores romancistas do século.
Que venha o tomo 2!
Profile Image for Lázaro Junior.
40 reviews4 followers
August 16, 2024
Eu não leio tanto a literatura nacional e suspeito que isso seja culpa do José de Alencar (o vestibular me fez ler Iracema e Til). Foi Erico Verissimo que me fez querer mudar esse padrão. Ele está no grupo dos autores dos quais ler um livro já desperta vontade de conferir várias de suas outras obras. "Solo de Clarineta v.1" é mais um caso de livro que não dá vontade de parar de ler.

Essa primeira parte das memórias do escritor começa com a descrição dos parentes de Erico e segue até os anos anteriores à publicação de “O Arquipélago”. Aliás, quem leu "O Tempo e o Vento" aproveita mais esta obra. Descobrimos de onde veio a inspiração para personagens como os irmãos Toríbio e Dr. Rodrigo Cambará, bem como entendemos por que "O Tempo e o Vento" tem tantas personagens mulheres bem construídas.

Outro ponto interessante é perceber como a relação complicada do Erico com o pai, Sebastião, reverberou nos conflitos de Floriano em “O Arquipélago”.

Boa parte do livro narra os anos de infância, adolescência e juventude do escritor antes do sucesso de “Olhai os lírios do campo”. Especialmente no último quarto da obra, o ritmo acelera bastante e a última parte, sobre seu tempo como diretor de departamento na OEA em Washington, não é tão interessante quanto as lembranças de Cruz Alta e Porto Alegre.

Mesmo com essa ressalva, o livro tem tudo que faz de Erico Verissimo incrível. Não tem como não rir com passagens em que o tio Nestor mente para salvar a sua vida ou quando o Erico criança aprende a palavra “corno” e dá esse adjetivo ao seu pai.
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