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O sofá estampado

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Lygia Bojunga apresenta a história de Vítor, um jovem tatu tímido e inseguro, com dificuldade em impor-se num mundo que constantemente o agride e que não parece feito à sua medida. O problema agudiza-se perante Dalva, a gata angorá por quem se apaixona. Passando todo o tempo diante da televisão, Dalva vive numa desatenção exasperante em relação ao que se passa em seu redor. Em situações críticas como esta, Vítor tosse até quase sufocar e escava buracos no solo que o levam a viajar até tempos e espaços que marcaram a sua vida passada.

107 pages, Paperback

First published January 1, 1996

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About the author

Lygia Bojunga Nunes

30 books84 followers
Lygia Bojunga (often known with the addition of Nunes, her pen name) (born August 26, 1932 in Pelotas) is a Brazilian author of children's books. She worked of TV and radio until her first book was published in 1972. A major element of her books is the usage of the child's point of view.

Lygia Bojunga is part of the tradition of magical realism and fantasy-filled storytelling of South America, a tradition she has developed and perfected. In her word of mouth-style narratives, characterised by a strongly dramatic presence, anything can happen. In a deeply original way she fuses playfulness, poetic beauty and absurd humour with social critique, a love of freedom and a strong empathy with the vulnerable child. Fantasy often functions as a way of dealing with distressing personal experiences, or as an escape from harsh reality. Bojunga enables the reader to enter directly into the dreams of her principal characters and to share in their experiences.

Having begun her career as an actress (she has also written a number of plays), she published her first children's book, Os Colegas, in 1972 (The Companions, 1989). Here, as in Angélica (1975), the main characters are animals endowed with human characteristics, a device that highlights the comic elements in the narrative. These early works already reveal a psychological focus: Angélica is about a pig that wants to be a swallow, but gradually learns to accept its own identity. A Bolsa Amarela (1976), highlights a similar theme, this time with a young girl in the leading role, whereas A Casa da Madrinha (1978) presents the utopian dreams and fantasies of an abandoned street child. Two of her books deal with mourning and grief: her masterpiece, Corda Bamba (1979), is about a young girl who manages to come to terms with the death of her parents through her fantasies, and in O Meu Amigo Pintor, 1987 (My Friend the Painter, 1991), a young boy reflects on the inexplicable suicide of an adult friend.

In books such as Seis Vezez Lucas (1995), Bojunga writes in an altogether more realistic style. In her latest work, Retratos de Carolina (2002), her continual experimentation as a writer has led her in a new direction: she allows us to follow the main character from childhood through to adulthood in a narrative partly written in the form of a meta-novel. Bojunga uses this device to extend the boundaries of literature for children and young people in an attempt, as she herself puts it, to make room both for herself and the characters she has created in one single house, "a house of my own invention".

Bojunga's work has been translated into a number of languages including English, French, German, Italian, Spanish, Norwegian, Swedish, Icelandic, Bulgarian, Czech and Hebrew. She has won a number of awards, including the Jabuti Award (1973), the prestigious Hans Christian Andersen Award for Writing (1982), and the Rattenfänger Literaturpreis (1986). Winner of The Astrid Lindgren Memorial Award 2004.




Works in Portuguese

Os Colegas – Rio de Janeiro: José Olympio, 1972 Angélica – Ilustrações de Vilma Pasqualini. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora, l975 A Bolsa Amarela – Ilustrações de Marie Louise Nery. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora, 1976 A Casa da Madrinha – Ilustrações de Regina Yolanda. Rio de Janeiro: AGIR, 1978 Corda Bamba – Ilustrações de Regina Yolanda. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, l979 O Sofá Estampado – Ilustrações e diagramação de Elvira Vigna. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, 1980 Tchau – São Paulo, SP: Livraria AGIR Editora, 1984 O Meu Amigo Pintor – Rio de Janeiro: José Olympio, 1987 Nós Três – 1987 Livro, um encontro com Lygia Bojunga – Rio de Janeiro, RJ: Livraria Agir Editora, 1988 Fazendo Ana Paz – Rio de Janeiro, RJ: AGIR, 1991 Paisagem – Rio de Janeiro, RJ: AGIR, 1992 Seis Vezes Lucas – Ilustração da capa, Roger Mello. Ilustrações do miolo, Regina Yolanda. RJ: AGIR, 1995 O Abraco –

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Displaying 1 - 7 of 7 reviews
Profile Image for Nara.
718 reviews7 followers
June 30, 2022
" Lá fora era a floresta. Terra. Cheiro de folha. Sol. Um ar assim de que já choveu. O Vítor cheirou o ar: forte, bem forte; e cheirou de novo. Ficou parado. Se espantando de ter esquecido que lá fora era tão bom."

Quantos buracos já cavamos pra nos esconder da vida?
O realismo mágico da Lygia é incrível, a angústia do Vítor também se torna a sua angústia, esse Tatu se torna mais humano que o próprio ser humano.
A crítica social, a exploração da Amazônia só me fez lembrar das últimas atrocidades relatadas ultimamente, mas lembrando que este livro foi escrito em 1980, 42 anos depois nada mudou.
Espero que o Vítor tenha sobrevivido na sua empreitada.
Tantos livros lidos na infância que só iremos entender o contexto quando estivermos adultos! 😢
Profile Image for Gisele Lopes.
2 reviews
March 23, 2025
Mais um livro que li quando era mais nova e também reli várias vezes para entender. No meu primeiro contato com a história não tinha entendido nada. Achava irritante os comportamentos da Gata, que era uma folgada e babaca, e do Tatu, que só sabia cavar e se esconder, e por fim concluí que era uma história sem graça e sem sentido algum. Mas quando cheguei nos meus 15 anos decidi reler, pois queria entender de fato o que se passava nessa história e também porque já havia me esquecido das coisas que aconteciam nela. Foi ai eu eu paguei com a língua e descobri que eu era, naquela fase da minha vida e até hoje, idêntica ao Vitor, e que ele não era apenas um Tatu muito tímido.

Muitas pessoas são como ele, que em qualquer situação que da medo e que saia da zona de conforto, tentam fugir, se esconder, não ir de cara com a realidade. E é muito difícil mesmo. Nesse momento você começa a se ver no lugar do Tatu. Timidez, medo, ansiedade, tudo isso nos faz sentir vontade de 'cavar um buraco' e se esconder, assim como Vitor fazia, não metaforicamente. Ainda por cima dessa situação, tinha o fato de que ele pouco vivia o mundo exterior por viver de baixo das asas seguras dos pais, o que provavelmente desencadeou toda essa ansiedade e insegurança do Tatu.

Eu recomendaria demais a leitura desse livro para crianças, mas acompanhadas de seus pais ou responsáveis, porque apesar do tom da escrita ser voltado para um público infantil, é uma leitura que tem muitos significados que só quem é mais velho entenderia. Então acredito que seria uma leitura proveitosa para ambos; tanto para a criança, que imaginaria um tatu muito tímido e iludido por uma gata, quanto para o adolescente/adulto, que entenderia os significados por traz de toda essa timidez.
Profile Image for Elizete Nicolini.
205 reviews4 followers
December 31, 2020
Extreme beauty and joy in word selection. Sweet fantasy. I want read more books by Lygia Bojunga.
Profile Image for ana.
80 reviews
July 2, 2024
livro mto bom de ler!! história mto boa!
Displaying 1 - 7 of 7 reviews

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