Historinha bem rápida sobre três primos que acabam se metendo em uma confusão com bandidos por ajudarem uma pessoa em apuros no meio de uma trilha na mata. Interessante ver como os bandidos do final da década de 1970, início de 1980 eram mais brandos que os atuais, bem como as autoridades policiais realmente eram autoridades policiais, apesar de uma leve referência a policiais corruptos (que sempre são desmascarados e punidos). Outros tempos. A escrita de Sylvio Pereira utiliza, por muitas vezes, a forma de adjetivo + substantivo, menos comum no vocabulário coloquial brasileiro, o que torna singular seus textos.
A Grande Fuga traz a história de um grupo ilhado que precisa fugir de piratas... se isso não chama a atenção, não sei o que pode chamar.
Esqueça Piratas do Caribe, A Ilha do Tesouro e afins, estamos falando aqui dos piratas modernos que ainda assolam a Amazônia, África e vários outros pontos relacionados a roubo e tráfico.
Um trio de adolescentes ajuda uma família relacionado com os piratas a fugirem de seu jugo com uma solução nada crível e por isso mesmo, muito divertida. Toda a narrativa gira em torno dessa fuga e o autor ainda não se descuida na caracterização dos personagens e nas pequenas explicações pelas quais a série vaga-lume ainda é imbatível como paradidática.