Les Français souffrent et ne le disent pas. Comment faisons-nous pour tolérer le sort des chômeurs et des « nouveaux pauvres » ? Et comment parvenons-nous à accepter sans protester des contraintes de travail toujours plus dures, dont nous savons pourtant qu’elles mettent en danger notre intégrité mentale et physique ?Christophe Dejours, spécialiste du travail, découvre à l’origine de ce consentement silencieux la peur et la honte. Il révèle comment, pour pouvoir endurer la souffrance sans perdre la raison, on se protège. À la lumière du concept de distorsion communicationnelle de Jürgen Habermas et de celui de banalité du mal d’Hannah Arendt, il met au jour le processus qui fonctionne comme un piège. Alors la souffrance devient impensable. Et l’injustice sociale banalisée…
Me cuesta expresar lo que este autor despertó en mí con este libro pero la realidad es que todo aquel que quiera interesarse en el mundo laboral debería leerlo. Es uno de los mejores libros de análisis laboral y social respecto de la banalización social. Quién no esta en el mundo laboral también es recomendable por su enfoque respecto del neoliberalismo y la sociedad actual.
Un livre passionnant sur la banalisation de la souffrance dans notre société néolibérale patriarcale, miroir du processus existant dans le modèle totalitaire. Il permet une véritable réflexion sur cette banalisation pluridimensionnelle et notamment à travers la souffrance au travail. Ouvrage intemporel à lire !
Christophe Dejours parte da análise do presente, no qual as relações pessoais e profissionais estariam permeadas pela ideologia neoliberal, para nos mostrar como a precarização das relações de trabalho pode redundar em sofrimento e doença.
O ano de 1980 tem particular relevo na análise feita, pois não apenas teria sido o momento em que a taxa de desemprego teria passado a um nível não antes atingido na França, mas também é ali que Dejours entenderá que toda a sociedade terá se transformado qualitativamente, não tendo, desde então, as mesmas reações de antes no que concerne ao sofrimento (social), à adversidade e à injustiça.
É contra o risco de se desenvolver uma tolerância à injustiça que o livro levanta suas palavras.
Nesse percurso o autor buscará imprimir a urgência da ação que deve marcar a relação de cada um de nós com o tempo em que vivemos. É aí que os exemplos de Eichmann e as formulações de Arendt se farão evidentes. Dejours mostra-nos ainda que o próprio trabalho, reduzido à face de atividade, pode vir a ser, nas condições atuais, um obstáculo (voluntário) à ação. A preocupação do livro, por fim, é o de assinalar não apenas os obstáculos na relação minimamente justa e satisfatória no mundo laboral, mas sublinhar o potencial de transformação associado tanto à ação como ao trabalho.
Daí as palavras de encerramento do livro:
"[...] Na verdade a ação jamais é pura. Ela implica sempre uma parte de paixão que o teórico tende a eufemizar e cujas influências, no entanto, são muito grandes no exercício da razão prática. A ação - pelo menos é isso que nos diz a análise da banalização do mal - é sempre uma tríade: ação, atividade e paixão. Não existe ação consequente sem trabalho, e não existe ação sensata sem sofrimento. Quem quer agir racionalmente deve preparar-se para trabalhar; deve também ser capaz de aguentar o sofrimento, pois, para agir, é preciso também ter condições de suportar a paixão e de experimentar a compaixão, as quais estão na própria origem da faculdade de pensar ou, como diria Hannah Arendt, da 'vida do espírito' (p. 145).
Christophe Dejours est psychologue du travail et offre dans cet ouvrage une analyse brillante et fouillée du mal-être au travail. Il démonte méthodiquement les ressorts de la communication interne comme mensonge institutionnalisé et décrypte le cheminement mental conduisant des personnes normales à se faire complice du harcèlement organisé par un processus sournois de désensibilisation.
Malgré les figures imposées sur le méchant néo-libéralisme, c'est un livre à découvrir pour comprendre la mécanique à l'œuvre dans de nombreuses organisations.
I discovered this book after watching the brilliant documentary “Ils ne mouraient pas tous mais tous étaient frappés” that narrates the stories of individuals suffering from their work… The book is not bad but lacks details and examples...Basically, the book analyzes the causes of suffering at work, deals more with the general ideas linked to the problematic of suffering at work rather than providing details, symptoms of the suffering and suggestions of solutions...