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Au commencement étaient les dieux

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Cet ouvrage, qui rassemble les textes que le grand historien a consacrés au monde mésopotamien, évoque autant la vie quotidienne à Babylone que la naissance d'une inquiétude religieuse. Avec les hommes et les femmes d'autrefois, et particulièrement avec les habitants de cette Mésopotamie qu'il a tant contribué à nous faire connaître, Jean Bottéro a un rapport direct, immédiat, une relation de voisin à voisin. Il décrit les prostituées de Babylone et la manière dont elles faisaient l'amour, évoque les récits mythiques comme celui de Gilgamesh, fait revivre la rédaction de la stèle d'Hammourabi, et raconte comment on cuisinait, on jardinait, on commerçait, pourquoi on mélangeait le miel avec du sel, comment on fabriquait du vin dans un pays de bière. Il a suivi le chemin de Dieu, tracé lentement par les hommes, et il nous entraîne à ses côtés, de Sumer à Jérusalem, en passant par Ur et l'Egypte

255 pages, Paperback

First published July 2, 2004

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About the author

Jean Bottéro

42 books30 followers
Jean Bottéro (30 August 1914 – 15 December 2007) was a French historian born in Vallauris. He was a major Assyriologist and a renowned expert on the Ancient Near East.

http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Bot...
http://www.lemonde.fr/disparitions/ar...

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Profile Image for J TC.
235 reviews26 followers
May 12, 2022
Jean Bottéro – No princípio eram os deuses
E no princípio eram os deuses.
Este título reflete bem o espírito do conjunto de textos de Jean Bottéro, onde de forma elegante, envolvente e apaixonada nos descreve o que terá sido a primeira civilização com registo escrito dos seus costumes, hábitos e temores, marcando dessa forma uma linha temporal que separa a era do Homo sapiens num períodos antes e o outro, aquele em que espreitamos por cima do ombro e nesse registo escrito nos maravilhamos com a luminosidade dessa civilização.
Tendo como tema central a invenção do divino, a evolução desse conceito até aos nossos dias, e a forma como o homem se relacionou com os deuses, Jean Bottéro descreve-nos, ainda que sucintamente, como foram descodificados aqueles caracteres cuneiformes e de que forma a interpretação dos cerca de meio bilião de textos que aos nossos dias chegou contribuiu para o conhecimento que julgamos ter da civilização mesopotâmica.
A nossa cultura, as nossas raízes, tenham elas vindo pelos gregos ou pelos hebraicos têm origem comum nessa civilização que com mais de 5000 anos de existência, nos surpreende pela sua riqueza cultural e noções de urbanidade. É dessa civilização que as nossas raízes emergem e ganham a estabilidade sustentada na nossa civilização ocidental. É dela, das nossas raízes que nos refletimos numa imagem semelhante nos temores, anseios e objectivos em tudo idêntico ao que podemos no homem em cinco milénios de civilização.
Bottéro nesta sua coletânea de artigos publicados na revista L’ Histoire descreve-nos o quotidiano dessas gentes, o que bebiam, o que comiam, como cozinhavam, como festejavam e como celebravam as suas divindades. Dos seus registos em escrita cuneiforme, e dos quais o autor faz uma leitura clara, precisa, e uma interpretação isenta, mostra-nos a grande riqueza dessa civilização. Uma civilização que há 35 séculos tinha compilado o mais antigo tratado médico que se conhece. Um registo que abordava a doença tanto pelo seu lado médico, com o Asû (o equivalente ao médico contemporâneo) que prescrevia as mezinhas e os talismãs necessários à recuperação do corpo e do espírito, como pelo lado mágico através do exorcista (forma de tratamento da responsabilidade dos religiosos dos templos) os quais exorcizavam ao males e assim libertavam o corpo e espírito da acção de espectros e fantasmas (estes eram os habituais executores dos castigos divinos e os veículos pelos quais os deuses ofendidos faziam notar o seu descontentamento).
Mas é na forma como os homens “inventaram” Deus e na forma como esta invenção influenciou a nossa civilização, que se constitui o core desta coletânea de artigos, cuja leitura espelha de que forma o que seria a tradição cultural desses povos nesses tempos influenciou os registos escritos em obras como o “Gilgamés” ou “O poema do Supersábio” (1700 AC). A leitura destes textos transmite-nos uma ideia clara do que era a vivência espiritual desses povos, de que forma souberam ter na escrita uniformizar múltiplas narrativas, e de que forma esses textos acabaram por influenciar outras experiências de índole religiosa.
E no princípio eram Deuses. Uns os Anunnaki, a escol, os outros, os que trabalhavam e proviam as necessidades de todos, os IgIgi. E como sempre, sempre havia quem subsistisse à custa de outros, até ao momento que a revolta surgiu. Com esta os “Anunnaki” foram privados das suas mordomias. Incapazes de autossuficiência, e sob proposta de “Ea”, Deus da lucidez, inteligência e astúcia, propôs a Enil (Deus supremo), um plano astucioso para criar os homens. Feitos de argila, à argila deveriam retornar quando não fossem mais úteis (morrer significa regressar à argila!). Mami a Deusa sábia executa o plano e cria o protótipo. Quatorze deuses criam sete pares de exemplares, sete homens e sete mulheres. Curioso o número sete que se repete em várias lendas e narrativas dos mesopotâmios (como a representação do mundo com três planos acima, três planos no submundo e a terra com o plano dos homens), e também é assumido como os dias da criação no genisis.
Criados os homens tornaram-se tão barulhentos e multiplicaram-se de tal forma que os deuses não conseguiam dormir. Enlil quis então aniquilar a sua criação através de uma epidemia. Ea que tinha boas relações com os homens avisa Atraásis, o Rei Supersábio do que esta previsto e ensina-o de como provir uma solução - deveria desviar as oferendas todas para Namtar divindade das epidemias mortíferas. Os outros deuses mingaram nas suas oferendas e reduzidos à fome interromperam a epidemia mortífera. Mas Enlil, achando a sua criação insuportável volta á carga, e desta feita com uma seca. Ea seguindo o mesmo estratagema recomenda a Atraásis que reserve as provisões para Adad senhor das chuvas. Os outros deuses vergados pela escassez acabaram por ceder
Enlil, resolve então inundar a terra e dessa forma afogar todos os seres vivos. Ea, novamente do lado do Rei supersábio (Atraásis que tudo sabia, inclusivamente como contornar a ira dos deuses), recomenda-lhe que construa uma arca suficientemente grande para conter toda a família do rei e todos os seus pertences, bem como um casal de cada espécie animal, e suficientemente impermeável para durante 40 dias e 40 noites flutuar sem terra à vista onde pudesse atracar.
Esta mesma história do dilúvio repete-se na epopeia de Gilgamés, e a par de muitos outros magníficos mitos e lendas relatadas nestes registos desta civilização constituem os alicerces da nossa própria civilização.
Profile Image for Henrique Mollo.
14 reviews
February 20, 2025
No Começo Eram os Deuses é a exploração da Mesopotâmia como o berço onde a interação entre o divino e o cotidiano floresceu, conectando mitos como o de Gilgamesh, leis como o Código de Hamurabi e costumes como a produção de cerveja ou os rituais das prostitutas, para revelar como essa civilização antiga moldou uma sensibilidade religiosa e cultural que ecoa nas tradições ocidentais, especialmente nas raízes das religiões monoteístas.
Profile Image for Nataliya Borys.
31 reviews
November 25, 2016
L’amour libre à Babylone :)

Les Mésopotamiens ignoraient beaucoup de nos « tabous » tournant autour du sexe et de son usage, du moins à la différence de nos contemporains, n’aimaient-ils pas de prévaloir exagérément, en tout cas par écrit, de leurs préoccupations.

On trouve des hommes qui se jettent « en pleine rue » sur des femmes pour les séduire ou les violer, ou qui couchent avec elles en secret, qu’elles soient mariées ou non. On trouve des femmes courant la prétantaine et faisant jaser, d’autres réputées « faciles », d’autres qui trompent leur époux, sans vergogne ou en tapinois, moyennant les bons offices d’amies complaisantes et d’entremetteuses, d’autres encore qui abandonnent « jusqu’au 8 fois » leur foyer, ou se font prostituées, d’autres enfin qui vont jusqu’au se débarrasser de leur mari gênant en le dénonçant, en le faisant assassiner ou même en le trucidant de leur propre main….

Faire l’amour était une activité naturelle, aussi culturellement anoblie que le manger magnifié par la cuisine. Certains restrictions mises à part, non seulement la pratique de l’amour ne posait pas le moindre problème « de conscience », mais les dieux en personne étaient tout prêts, pour peu qu’on le leur demandât à contribuer à sa réussite.
Profile Image for Yann.
1,413 reviews394 followers
July 20, 2011
J'ai préféré d'autres ouvrages de cet auteur, que celui-ci. Les articles qu'il contient, publiés pour la plupart dans la revue Histoire, ne sont pas inintéressants, mais restent parfois anecdotiques. La moitié de ceux-ci évoquent les parallèles qui existent entre les récits du Pentateuque et ceux révélés par les tablettes exhumées dans les déserts d'Irak : comme le déluge, ou l'arche de Noé, ainsi qu'ont pu le découvrir les amateurs des aventures de Gilgamesh. Une autre partie est dédiée à des sujets plus terrestre, comme le vin - la bière n'est pas la seule boisson alcoolisée qu'ils ont élaborée- et la cuisine de ces lointains ancêtres. Les autres évoquent le problème du mal, la justice, la magie, la médecine. La dernière partie, dédiée à la naissance de Dieu, m'a laissé perplexe : les réflexions sur ces matières me paraissent plus relever de spéculations que de théories solidement étayées, mais elles ont le mérite de stimuler fortement l'imagination et la curiosité. Quelques carte, un lexique et une chronologie nécessairement sommaire viennent heureusement compléter le texte.
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