Charles Dickens influenciou decisivamente a comemoração do Natal, tal como hoje em dia o entendemos. No princípio da época vitoriana, o Natal era cada vez menos festejado e não há dúvida que as histórias natalícias de Dickens influenciaram o renascer da tradição. A descrição que Dickens efectua do Natal é a da sua verdadeira essência. Para ele, esta festividade significava um tempo de paz, de caridade e de bondade para com os outros. Dickens escreveu vários relatos de Natal, mas 'O Natal do Senhor Scrooge', é, sem sombra de dúvida, o mais conhecido. À medida que o ia escrevendo, Dickens foi-se envolvendo mais e mais no livro. Foi ele próprio que pagou o custo da produção, elevado devido ao seu desejo de que tivesse uma aparência luxuosa. Também foi ele que fixou o preço em 5 xelins para que, deste modo, fosse acessível a praticamente toda a gente. O livro foi publicado na semana anterior ao Natal de 1843 e foi um êxito imediato. 'O Natal do Senhor Scrooge' tem um profundo carácter social e mostra o realismo e a ternura próprios de Dickens. O livro contrasta o mundo da infância infeliz com uma sociedade avarenta, através da história de um agiota sovina, ao qual três espíritos mostram o seu passado, o seu presente e o futuro que lhe espera se não mudar de atitude. Era um dos relatos favoritos de Dickens nas leituras que fazia em público e deu origem a inúmeras representações e versões cinematográficas. 'Os Sinos de Ano Novo' aborda o tema das crenças dos ricos acerca da maneira como os pobres devem viver e a acção está situada na noite de Fim de Ano.
Charles John Huffam Dickens (1812-1870) was a writer and social critic who created some of the world's best-known fictional characters and is regarded as the greatest novelist of the Victorian era. His works enjoyed unprecedented popularity during his lifetime, and by the twentieth century critics and scholars had recognised him as a literary genius. His novels and short stories enjoy lasting popularity.
Dickens left school to work in a factory when his father was incarcerated in a debtors' prison. Despite his lack of formal education, he edited a weekly journal for 20 years, wrote 15 novels, five novellas, hundreds of short stories and non-fiction articles, lectured and performed extensively, was an indefatigable letter writer, and campaigned vigorously for children's rights, education, and other social reforms.
Dickens was regarded as the literary colossus of his age. His 1843 novella, A Christmas Carol, remains popular and continues to inspire adaptations in every artistic genre. Oliver Twist and Great Expectations are also frequently adapted, and, like many of his novels, evoke images of early Victorian London. His 1859 novel, A Tale of Two Cities, set in London and Paris, is his best-known work of historical fiction. Dickens's creative genius has been praised by fellow writers—from Leo Tolstoy to George Orwell and G. K. Chesterton—for its realism, comedy, prose style, unique characterisations, and social criticism. On the other hand, Oscar Wilde, Henry James, and Virginia Woolf complained of a lack of psychological depth, loose writing, and a vein of saccharine sentimentalism. The term Dickensian is used to describe something that is reminiscent of Dickens and his writings, such as poor social conditions or comically repulsive characters.
On 8 June 1870, Dickens suffered another stroke at his home after a full day's work on Edwin Drood. He never regained consciousness, and the next day he died at Gad's Hill Place. Contrary to his wish to be buried at Rochester Cathedral "in an inexpensive, unostentatious, and strictly private manner," he was laid to rest in the Poets' Corner of Westminster Abbey. A printed epitaph circulated at the time of the funeral reads: "To the Memory of Charles Dickens (England's most popular author) who died at his residence, Higham, near Rochester, Kent, 9 June 1870, aged 58 years. He was a sympathiser with the poor, the suffering, and the oppressed; and by his death, one of England's greatest writers is lost to the world." His last words were: "On the ground", in response to his sister-in-law Georgina's request that he lie down.
Ler ficções em torno do Natal é algo que raramente faço mas desta vez não me escapei a ler "A Christmas Carol" de Charles Dickens. No volume que li, da colecção Mil Folhas, este conto tem o título de “O Natal de Sr. Scrooge” a que foi acrescentado o contos “Sinos de Ano Novo”. Mas restringindo-me "A Christmas Carol" obra fundamental na literatura inglesa e continuam a ter um impacto significativo no retrato simbólico que fazemos do Natal, pois esta história reflete o - “dito” - espírito do Natal, e aborda temas universais que ressoam profundamente com os leitores. Um dos principais temas nos contos de Natal de Dickens é a redenção, como se denota "Um Conto de Natal", onde o protagonista Ebenezer Scrooge passa por uma mudança dramática após ser visitado pelos fantasmas do Natal passado, presente e futuro. Esta estória ilustra, “ingenuamente”, que a transformação pessoal é possível, independente do passado. Essa mensagem de esperança e renovação é central na obra, refletindo a crença – de novo “ingénua” - de Dickens na capacidade de mudança do ser humano. Por outro lado o autor britânico utiliza as suas histórias de Natal para criticar as injustiças sociais da era vitoriana, expondo as condições precárias enfrentadas pelos pobres e a indiferença da classe alta. Assim o leitor sente-se desafiado a refletir sobre suas próprias responsabilidades sociais e a necessidade de compaixão apelando aono altruísmo e na solidariedade na consciência coletiva, que é especialmente pertinente durante as épocas de festividade. Por isso da leitura apaixonada que fiz de "Um Conto de Natal", maravilhei-me com a rica tapeçaria de temas que exploram a redenção, a crítica social, a importância das relações humanas e a mágica do sobrenatural. Esta é a história que nos mostra a influência de Dickens na formação da celebração do Natal contemporâneo como algo indiscutível, e a sua habilidade em capturar e recriar o espírito da época de forma a permanecer vivo em algumas tradições contemporâneas.
Chesterton afirma que o mistério de Natal está ligado ao mistério de Dickens, um dos poucos escritores capazes de transmitir o verdadeiro espírito de Natal.
"Um conto de Natal" é uma das histórias mais populares e queridas desta época festiva. Quem não acaba por simpatizar-se com o Sr Scrooge? No início demonstra ser um homem avarento e insensível, mas depois do aparecimento dos espíritos ele passa a valorizar o que realmente importa.
"Os sinos do ano novo" é um conto mais sombrio e mais moralista. Demonstra a condição de miséria de Trotty e da sua filha Meg, contudo estão sempre dispostos a ajudar o outro. Uma história que revela existir esperança nos tempos mais negros.
Nunca tinha lido nada de Charles Dickens e comecei por estes dois contos.
"O Natal do Sr. Scrooge" é uma história que já conhecia, em linhas gerais. Gostei de conhecer o original e tem uma óptima mensagem natalícia - o espírito de Natal não deveria ser exclusivo do mês de Dezembro. Recomendo-o por isso e dar-lhe-ia 4 estrelas (se o avaliasse individualmente).
Já "Os sinos de Ano Novo" foi um conto onde senti que a escrita de Dickens é particularmente descritiva, com a história a perder-se no meio da descrição. A mensagem não é tão forte e o facto de se recorrer ao mesmo mecanismo (fantasmas) fez-me sentir que não havia tanta originalidade. Dar-lhe-ia uma classificação mais baixa, o que justifica a classificação geral de 3 estrelas.
Dois belos contos, escritos por um contador de histórias exímio. Transportam-nos para uma época onde os pobres, apesar de oprimidos pela sua condição, não deixam de encontrar nas festividades natalícias a alegria da comunhão e a centelha de esperança que um novo ano sempre traz. Recomendo.
Embora conheça o conto O Natal do Senhor Scrooge bastante bem, devido a ter visto já algumas adaptações cinematicas do mesmo, foi bastante fácil de acompanhar. Eu diria que a escrita, que é pouco moderna é difícil de acompanhar especialmente nas descrições. Perdi o fio à meada uma quantidade de vezes e se não fosse por já ter conhecimento da história não teria tido tanta facilidade em segui-la. Os Sinos de Ano Novo é exactamente o oposto, nunca tinha ouvido falar deste conto nem tinha menor ideia do que se tratava. Acabei por sentir mais pelas personagens deste conto do que pelas do primeiro mas senti que foi muito mais difícil de acompanhar a história. Só pelo Terceiro Quarto comecei a sentir mais confiança na leitura e a entendê-la melhor. Senti que a sensação das festividades foi muito bem transmitida pelo autor. As duas histórias são parecidas em moral e execução mas ótimas contos para ler nas festas de natal e ano novo.
o natal do sr scrooge: gostei, história simples mas fofa e meaningful, quero bue ver a adaptation do donald duck. dá algumas vibes de natal mas mesmo assim. final wholesome
os sinos de ano novo: muito estranho. tão a ver aqueles sonhos/pesadelos bue confusos que só vos dão uma dor de cabeça? é um bocado isso. até começou relativamente ok mas ficou mesmo estranho no final
Já conhecia o primeiro conto, faz parte da cultura popular, mas ainda não o tinha lido. A surpresa foi o segundo, Os Sinos de Ano Novo, com um final equívoco mas que é uma magnífica reflexão sobre a pobreza e a forma como os pobres são culpados pelos ricos de o serem, como se isso dependesse da sua exclusiva maldade. Uma leitura muito pertinente para qualquer período histórico, incluindo o nosso.
O livro é gostoso de ler, bem facinho, mas quando chega no terceiro fastama, já está um pouco cansativo. O livro traz uma reflexão sobre ser bondoso e solidário na vida. Conta a história de um senhor que tem a oportunidade de olhar a vida passada e analisar o quanto ele fez mal para outras pessoas e o quanto ele poderia ser mais feliz.
Charles Dickens presenteia-nos com vários contos r+apidos de se ler sobre o Natal, ou a sua época, sendo o mais famoso o Natal do Sr. Scrooge que nos faz pensar e repensar sobre a maneira como tratamos os outros e como vivemos a nossa vida. É um conto do seu tempo, mas que também tem paralelos com o que se vive hoje em dia, na minha opinião.
tinha esquecido de upar aqui que eu reli esse amado na última véspera de Natal... gosto demais, se pudesse lia todo ano nessa mesma época... talvez eu transforme esse hábito numa tradição :)
"Embrenhei-me neste assombrado livrinho para acordar o espírito de uma ideia. Que ele não ponha o leitor de mal consigo, com os outros, com o tempo ou comigo. Que ele invada agradavelmente a sua casa e que ninguém sinta o desejo de o pôr de lado."
O primeiro livro que li do autor. Embora já há muito ansiasse por ler Charles Dickens.
Foi uma boa estreia. Neste livro encontramos dois contos: O Natal do Sr. Scrooge e Sinos de Ano Novo.
Embora ainda estejamos longe do natal, faltam um dois meses, foi muito bom reviver o "espírito de natal", pois não se fala de outra coisa neste livro senão disso.
Divide-se em dois contos: O Natal do Sr. Scrooge e Sinos de Ano Novo.
O Natal do Sr. Scrooge está amplamente difundido por todo lado, a origem da história do "fantasma do futuro", "fantasma do presente" e "fantasma do passado" está aqui neste pequeno conto. Mr. Scrooge é um avarento, mesquinho e desprezível homem. Não gosta do Natal e tem ódio aos que gostam. Na véspera de Natal recebe a visita do espírito do seu antigo sócio que o avisa que nos dias seguintes receberá a visita do espírito do passado, presente e futuro e de cada um Mr. Scrooge retirará as devidas lições e no fim, será um homem novo.
Os Sinos de Ano Novo fez-me chorar, o que não é difícil, ainda para mais com Dickens. Toby Veck é um homem pobre, miserável e bom. E na noite de Ano Novo tem um sonho que lhe mostra o futuro, o seu e o da sua filha. Quando acorda, tem a esperança renovada, assim como nós, leitores.
Se fosse possível classificar este livro para cada um dos contos, seria mais justa a atribuição de estrelas. O primeiro - O Natal do Sr. Scrooge - é um dos meus preferidos, senão mesmo o meu preferido conto de Natal. A ideia de que por mais erros que formos fazendo, por mais má que seja a índole humana, há sempre possibilidade de reconversão e mudança, a caminho de uma maior humanidade e cuidado pelo próximo, é belíssima e talvez seja a mensagem mais forte que Dickens transmite com este conto. Toda a fantasia envolvida, com a visita dos três espíritos (passado, presente e futuro) é também magnífica, simplesmente adoro esta história já a tinha visto muitas vezes adaptada para banda desenha, série ou filme, mas nunca tinha lido o livro (para este primeiro conto seriam 4 estrelas e não 3!).
Os sinos de ano novo é uma história mais confusa, mas que tem o mesmo espírito do primeiro conto - a possibilidade de reconversão da humanidade, a ideia de que nunca é tarde para fazer ou construir um futuro melhor, menos miserável e mais auspicioso ao lado de quem mais amamos. Não gostei tanto e reli algumas partes para tentar perceber a ideia que o autor quis passar. Mas, a escrita de Dickens é única e gostei muito!
Primeiro livro de Charles Dickens que leio, apesar de conhecer quase todos os seus livros e ambicionar lê-los todos, só que em português. E como se sabe, em português e atualmente, poucos livros dele existem traduzidos.
Ora, este eu descobri por acidente em casa dos meus pais. E tinha sido meu, naquela altura em que eu não valorizava muito os grandes clássicos ingleses. Dos 'Contos de Natal' posso dizer que gostei muito e que, apesar de ter visto algumas adaptações televisivas ou cinematográficas da história, ler o conto é muito mais entusiasmante. É belo, mesmo! E realmente percebe-se como Dickens conseguiu tornar o Natal naquilo que é hoje, uma época mágica,de alegria e união.
Já 'The Chimes' ou ' Os sinos de ano novo' é diferente mas igualmente belo. A linguagem utilizada é soberba, como se fosse cantada e muito, muito ativa. Dá a sensação que estamos a assistir a um musical. É realmente um texto diferente, não de todo aprazível a qualquer um, mas que nos envolve no maravilhoso espírito dickensiano.
E ficou, mais do que nunca, uma vontade imensa de ler mais livros de Dickens.
Aproveitei esta manhã (25/12/2010) para desempoeirar um livrinho esquecido num canto da estante — O Natal do Sr. Scrooge do Dickens — que nunca lera. Vinha a propósito. Só não veio muito a propósito certo naco da tradução. Afinal no original era tão claro... (A Christmas Carol, Hodder & Stocughton, London, p. 81: «After it had passed away...») — "Five and sixpence" no original. Se não me engano são 5 xelins e meio (5/6 ou 5s-6d, i.e. 5 xelins e 6 pence). Ou 1 coroa (=5 xelins) e 6 pence. Como se vê é muito mais do que os «cinco ou seis 'pénis'» que a tradutora arranjou e traduzir-se-ia fácil e graciosamente duma das maneiras acima sem recurso a 'phalli'.
Não posso acreditar que depois de ter gostado tanto do “A Christmas Carol”, noutra edição, detestei tanto “The Chimes”. Tenho quase a certeza que o problema é a tradução. A edição é tão má que só pelos titulo do livro não atingi que eram os dois contos num livro só. Não vou, por isso, desistir de ler outros livros do autor.