Polaris of the Snows, de Charles B. Stilson. Literalmente fui transportada para o árido e congelante norte, onde o jovem Polaris enfrenta uma realidade implacável marcada pela solidão e pela trágica perda de seu pai. Desde o início, a narrativa me envolveu ao descrever a confusão de Polaris ao acordar em uma sala estranha sem memória de quem ele é, destacando seu isolamento e a ausência de qualquer conexão humana, o que aguçou minha curiosidade sobre sua jornada. A história se desenrola à medida que Polaris, guiado pelos ensinamentos de seu pai, se embarca em uma busca corajosa rumo ao desconhecido, acompanhado por uma equipe de cães bem treinados, prontos para enfrentar os desafios que a vastidão da neve lhe apresentará. Durante este percurso, uma cena impactante se destaca: o duelo entre dois homens, que resulta em um deles sendo empurrado para uma fenda. A tensão nesse momento é palpável, e a resposta de Polaris em revidar e matar seu agressor cria um dilema moral que provoca uma reflexão profunda sobre justiça e sobrevivência, temas que permeiam toda a obra. Ao encontrar Rose Emma, irmã do homem que ele teve que matar, a tensão se transforma em um lamento compartilhado, e a relação que se desenvolve entre os dois é marcada pela necessidade mútua de sobrevivência, unindo-os em sua luta contra os desafios do ambiente hostil. Através de diálogos sinceros, eles buscam entender as motivações um do outro e encontrar consolo nas adversidades. O desenrolar da história permitiu-me testemunhar Polaris se transformando em um líder, enfrentando não apenas os desafios da natureza, mas também os sentimentos complexos que surgem em seu vínculo com Rose Emma. À medida que eles se aventuram por terrenos traiçoeiros e os peligros naturais, como ursos polares, senti a tensão aumentar, refletindo tanto seu crescimento pessoal quanto a intensidade de sua ligação. A descrição vívida das cavernas e da exploração na busca por abrigo, onde eles compartilham histórias e esperanças, enriqueceu a compreensão da luta pela vida e pela identidade. Quando Polaris finalmente descobre um navio encalhado, vislumbrei uma nova estratégia de sobrevivência se formando, enquanto eles imaginam como recuperar suprimentos para continuar adiante, navegando pela incerteza com bravura. À medida que a jornada avança, a descoberta de rastros de homens desconhecidos e um punhal de metal não identificado introduz uma nova dimensão de mistério que captura minha atenção, sugerindo que as interações humanas e as culturas são tão cruciais quanto a luta pela sobrevivência física. O encontro com Card, o Ferreiro da cidade de Sardonis, também me emocionou, pois trouxe a oportunidade de Polaris e Rose Emma serem integrados a uma nova cultura rica em tradições, simbolizando um renascimento para eles e um contraste com a aridez que conheceram. A cidade vibrante, cheia de vida, trouxe esperança e embrenhou-se nas cores e na mágica da fertilidade, reforçando o crescimento de Polaris conforme ele começa a entender suas raízes e seu futuro. O desenrolar dos eventos ao se encontrarem com o príncipe Helicone, imerso em uma cerimônia repleta de intrigas e hierarquias sociais, grantiu-me uma perspectiva intrigante sobre a dinâmica de poder e o papel que Polaris e Rose Emma poderiam desempenhar nessa nova sociedade. As tensões que emergem da chegada de Minos e da possibilidade de fuga apenas aumentam o envolvimento emocional que senti em cada página, especialmente enquanto Polaris lutava para proteger Rose Emma durante as adversidades que se aproximavam. As reviravoltas que se seguem nas tentativas de escapar e garantir a segurança deles se tornaram uma jornada fascinante e cheia de suspense, refletindo a luta incessante entre a sobrevivência e a construção de novos laços. A dor da perda de Kalen e os desafios tornam-se palpáveis, mostrando quanto a jornada os transformou e solidificando o vínculo entre Polaris e Rose Emma em um mundo que parecia implacável. O clímax, com Polaris finalmente se apresentando à Sociedade Nacional Geográfica, trouxe um fechamento emocional, unindo sua história de sobrevivência a um futuro de potencialidades enquanto ele se reergue como um herói e líder em uma terra nova e desconhecida. No final, assim que Polaris e Rose Emma finalmente encontram força um no outro e renascem a partir da dor e da luta, senti uma onda de esperança inabalável e a certeza de que, independentemente das adversidades, a conexão e a coragem podem prevalecer.