4,5⭐️ Com poucas páginas, a Cláudia consegue traduzir uma história longa de mágoa, sobrevivência e superação, concentrando, na sua prosa, uma carga emocional muito intensa. Impossível ficar indiferente a este relato, mas, acima de tudo, impossível não ser transportado para as situações que descreve com detalhes tão vividos e não ficar também de peito apertado pela inocência precocemente perdida da protagonista. Apetece ler mais daquilo que a Cláudia escreve, continuar a explorar essa sua fonte. Numa saga familiar quiçá…
Que conto profundo e comovente! Não esperava muito e fui completamente surpreendida com este conto. A Cláudia escreveu e expos de uma forma muito profunda toda esta situação e só tenho que lhe dar os parabéns pela coragem que teve em escrever isto. Não é fácil expor-se desta forma e eu fiquei bastante emotiva ao ler isto e não conseguia parar. É um conto e lê-se super rápido e adorei a escrita da Cláudia e como ela desenvolveu a trama. Muitos parabéns Cláudia e após ler isto já quero mais!
Incrível como mexe com as nossas memórias, emoções e lembranças. Um regresso ao passado, fez me recordar coisas da infância, a avó as tardes passadas, tantos momentos que me fez recordar. Voltar a infância.
O título apelou-me para a leitura, e fiquei surpreendida pelo quão curto era. É fácil de ler, a autora reflete nas emoções, mas honestamente, estava à espera de algo diferente. Não foi para mim.
Um conto, um estilo literário que geralmente fico de pé atrás por saber com o tempo que geralmente não me consigo envolver com a história. No entanto e após deixar esta leitura para um dia em que me sentisse bem, por saber que a envolvência de temas pessoais me poderia também a mim levar para outras memórias, peguei em O Dia em Que Deixei de Falar com a Minha Avó e encontrei a emoção em toda a mágoa transcrita para palavras sobre um passado marcante, que acabou por provocar dor perante situações que os adultos não conseguem perceber que afetam de tal modo as crianças que vão ser jovens e adultos e que irão ter de enfrentar as memórias do passado que nem sempre foi embrulhado por quem lhes devia querer bem da melhor forma. Um desabafo intenso e que enfrenta um passado de mudança forçada com vozes e situações que se fizeram sentir entre várias frentes de lados opostos que se foram compatibilizando quando por um bem comum deviam ter seguido uma linha e pensado que o presente reflete sempre o futuro. A dor da perda e derrota existe e a perceção que cada um enfrenta sobre a sua comoção é vivida de forma diferente, mas quando se acaba por transmitir a quem se está e se quer bem da pior forma o que devia ser um ponto de acolhimento e amor acaba por se transformar como uma autêntica chapada violenta de sentimentos. Um conto que podia ser um pouco mais, por ser defensor que estas poucas páginas são sempre pouco para o que pode ser transformado em algo com um maior desenvolvimento, O Dia em Que Deixei de Falar com a Minha Avó tem uma boa escrita bem encadeada e que consegue levar o leitor para a sua própria infância e as memórias que sempre ficam, deixando a ideia de que esta história poderia ter um pouco mais para criar uma maior conexão entre a escrita e o leitor que também é feito do seu próprio passado.
Adorei a escrita da Claudia, esta história tem pernas para andar.
A meu ver este livro dá-nos a ideia de que os adultos ao fazerem tais coisas não se apercebem do mal que estam a fazer ao presente e ao futuro da criança na questão de sentimentos e ao tomar decisões por ela mesma.
Notei que a Claúdia ao escrever este livrinho deixou um pedacinho da alma.
Este livrinho é um conto que descreve o afastamento da avó paterna duma família depois da morte do seu filho (o pai do narrador). É breve, claro, mas a autora Cláudia Oliveira consegue retratar o percurso da tragédia de modo simples para que entendamos a tristeza da situação.
Conto narrado na primeira pessoa com detalhes específicos que dão à história um cunho muito pessoal e nos leva a pensar que é biográfico . Lê-se num sopro . Gostei muito . Aguardo mais da autora 🤗
Adorei quero mais, já sabia que a Claúdia quando lançasse alguma coisa ia fazer com que eu lesse muito rápido passou tao rápido que eu quero mais, mais agora. Espero que nunca deixe de escrever
Bem, embora se trate de um conto, eu estava com as expectativas altas, devido à cotação que aparece aqui. História com muito potencial, mas, para ser honesta, não aprecio quando usam demasiados pontos finais e poucas vírgulas ou conectores.
Não sou muito de criticar (diretamente) a forma como alguém escreve, até porque é algo tão subjetivo que chega a ser injusto pronunciar o que quer que seja. No entanto, é muito mau, para mim, aparecerem erros ortográficos (que penso serem de pura distração), principalmente por se tratar de uma história tão pequena! "Abandando" em vez de "abanando" ou "estivesse" no lugar de "tivesse"? Há também uma vírgula entre sujeito e predicado ou então um verbo sem qualquer antecedente [em "Durante semanas, um amontoado de momentos, perturbaram-me", qual é o sujeito? Se for "um amontoado de momentos" o verbo tem de estar no singular, "perturbou-me", e sem a vírgula; se for "durante semanas (...) pertubaram-me", o que perturbou? Falta algum antecedente].
A minha conclusão final é que texto precisa, urgentemente, de ser revisto, MAS volto a frisar que se trata de uma história com muito potencial e, por isso, avalio com duas estrelas e não com uma.