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Discours sur le bonheur - fermeture et bascule vers 9782743628628

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"Émilie du Châtelet (1706-1749) a écrit ce beau texte pour vider son cœur, hors de tout souci de publication, autrement dit sans autocensure. Forte d'une expérience intellectuelle, sentimentale et même sensuelle dont peu de ses contemporaines peuvent se targuer, Madame du Châtelet trace le bilan de ses ambitions personnelles, de ses amours avec Voltaire et de ses espérances, pour tenter de répondre à la question qui hante son époque : comment être heureux sur cette terre, et plus particulièrement comment l'être lorsqu'on est une femme qui, même exceptionnelle, se voit interdire la plupart des ambitions et des gloires permises aux hommes ? Comment l'être enfin lorsqu'on est une amoureuse passionnée, exclusive et tyrannique ?" (Elisabeth Badinter)

77 pages, Paperback

First published January 1, 1779

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About the author

Émilie du Châtelet

45 books24 followers
Gabrielle Émilie Le Tonnelier de Breteuil, Marquise du Châtelet was a French natural philosopher, mathematician, physicist, and author. Her most recognized achievement is her translation of and commentary on Isaac Newton's book Principia containing basic laws of physics. She is also known for having a long liaison avec Voltaire.

Gabrielle Émilie Le Tonnelier de Breteuil, marquise du Châtelet (également écrit du Chastelet, ou du Chastellet) est une femme de lettres, mathématicienne et physicienne française du Siècle des Lumières. Elle est renommée pour sa traduction en français des Principia Mathematica de Newton, qui fait encore autorité aujourd'hui et pour sa longue liaison avec Voltaire.

(Source: Wikipedia)

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Profile Image for Katya.
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March 8, 2026
São inúmeros os tratados que se conhecem sobre felicidade, mas poucos deles foram escritos por mulheres, menos ainda sob a égide da objetividade, e certamente nenhum outro escrito por uma mulher como Emilie du Châtelet, uma alma danada que desde a infância leu os grandes autores (Horácio, Virgilio, Lucrécio) e era capaz de traduzir os textos em latim a livro aberto, contando-se, entre eles, a Eneida.
Privilegiada onde outras foram limitadas, Emilie pôde contar com o apoio paternal que a subtraiu ao convento e lhe permitiu ter acesso a uma educação formal, através de tutorias privadas, mas, ainda assim, permanecerá uma criatura invisível até ao seu casamento. Pelo menos, até ao momento em que, com três filhos que auguram o cumprimento da sua missão de mulher casada, decide propor ao marido fazerem vidas separadas, pois [quanto menos a nossa felicidade depender dos outros] tanto mais fácil nos é sermos felizes.
Ora, o que quer que o Marquês de Châtelet tenha decidido fazer com a liberdade que lhe dava esse acordo não é importante, porque Emilie fez algo melhor: perto dos trinta anos, decidiu retomar os seus estudos (privados) de matemática.
Estava em ebulição a ferverosa defensora da educação que proclamaria, anos depois: o amor pelo estudo é de todas as paixões aquela que mais contribui para a nossa felicidade. O amor pelo estudo encerra uma paixão da qual uma alma elevada nunca está completamente isenta, a paixão pela glória; para metade do mundo não existe mesmo outra maneira de a ela ascender e é justamente esta metade a quem a educação retira os meios e cujo gosto torna impossível.
Fiel à sua filosofia, não tarda até estar a fazer experiências sobre luz e radiação de infravermelhos — concorrendo, anonimamente, e à revelia do agora companheiro Voltaire, ao prémio da Academia das Ciências, em 1738 —, a debater filosofia e a experimentar com física, ou a traduzir e comentar os Principia, de Newton.
Mais extraordinário ainda, Emilie du Châtelet decide um dia escrever este panfleto, a que chamou Discurso Sobre a Felicidade e, por exercício arreigado de humildade, ou por simples capricho artístico, julgando-o irrelevante para publicação, nunca o deu a conhecer. Seria preciso chegar o ano de 1779, cerca de três décadas após a sua morte, para que acabasse publicada uma obra que nos diz tanto sobre o Ilumismo e a sociedade francesa de século XVIII, como sobre a sua autora.
Tal como se apresenta, Emilie du Châtelet permanece influenciada pelos clássicos da sua juventude, mas simultaneamente consciente da sua condição de mulher, pintando-se como uma estóica moderada (leitura minha, claro) que incita a que, e parafraseio, amemos o que possuímos, saibamos desfrutá-lo, saboreemos as vantagens da nossa condição e, aplicando-nos a aperfeiçoá-la, daí retiremos o melhor partido. Eis aquilo a que devemos chamar ser feliz , prossegue, e creio dar uma boa definição ao dizer que o mais feliz dos homens é aquele que menos deseja a mudança da sua condição.
Seguindo na mesma tradição, du Châtelet não deixa de defender a ataraxia dos gregos: afastemos este espírito de todas as ideias desagradáveis; elas constituem a fonte onde se originam todas as dores metafísicas, e são sobretudo essas que quase sempre está em nosso poder evitar; e a força da razão sobre a emoção: Uma outra fonte de felicidade é o ser-se isento de preconceitos e só depende de nós desfazer-nos deles. Todos temos a porção de espírito necessária paгa examinar as coisas que nos querem obrigar a crer.
Em tudo, modelo das aspirações clássicas, reclama ainda a manutenção da moral e da virtude sobre o materialismo. Porém, não aceita a ideia de virtude pela virtude, como elemento estético (a noção de eudaimonia aristotélica — o objetivo último da felicidade), mas apenas enquanto implicação prática: há que ser virtuoso porque não se pode ser vicioso e feliz, diz. E acrescenta: Entendo por virtude tudo o que contribui para a felicidade da sociedade e, em consequência, para a nossa, pois somos membros da sociedade.
E se a filosofia estóica pode parecer deslocada nas mãos de uma mulher, ainda que falemos de uma mulher de condição social mais elevada do que a maioria, é importante não esquecer que du Châtelet não seguiu ponto por ponto a sua filosofia: muitas vezes, onde defendeu moderação, foi, mesmo, desregrada.
Poderá, então, ser que este texto, escrito numa fase mais madura, reflita um projeto filosófico autónomo? Poderá ser que a ideia não seja apenas a de aceitar a condição feminina, mas de transformá-la?
Prova disso, talvez, a autora é exímia na manipulação das palavras: afinal, não está a pregar um sermão — du Châtelet nunca pretendeu publicar este texto —, está, sim, a reformular toda uma filosofia que sabe servir apenas parcialmente as mulheres. Daí que a essência do seu apelo se revista de um caráter mais urgente que introduz elementos de outras escolas (revelando uma evidente influência epicurista), nomeadamente quando apela ao prazer dos sentidos: é preciso começarmos por dizer a nós próprios e por convencer-nos de que não temos nada mais a fazer neste mundo, para além de nele procurarmos sensações e sentimentos agradáveis; e à sua moderação: É certo que as necessidades físicas são a fonte dos prazeres dos sentidos e estou convencida de que há mais prazer numa fortuna medíocre do que numa completa abundância. (...) Os nossos gostos desvanecem-se facilmente com a saciedade.
Depois, e isso é algo de muito seu, Emilie propõe a subversão das normas. Aqui, é inevitável reconhecer que a sua posição é a de uma mulher marginalizada pela sociedade: afastada dos meios femininos por se ocupar de atividades masculinas, e dos meios masculinos por não se coadunar com eles (a dada altura du Châtelet resolve mesmo transvestir-se para entrar numa reunião de cientistas). Perante esta realidade, o seu temperamento inflama-se e a autora atreve-se a redefinir as condições de possibilidade da felicidade feminina:
É certo que o amor pelo estudo é bem menos necessário à felicidade dos homens do que à das mulheres. Os homens têm uma infinidade de recursos para serem felizes, que faltam inteiramente às mulheres. (...) [A]s mulheres estão excluídas, pela sua condição, de toda a espécie de glória e quando, por casualidade, se encontra uma que tenha nascido com uma alma elevada o bastante, não lhe resta senão o estudo para a consolar de todas as exclusões e de todas as dependências às quais se acha condenada pela sua condição.
A sua filosofia já não se ocupa apenas dos sentidos e da moral. Agora, du Châtelet reconhece que a felicidade feminina não é autossuficiente e, daqui em diante, reclama o desejo de imortalidade com palavras ferozes: não há heróis, qualquer que seja o seu tipo, que desejem desligar-se completamente dos aplausos da posteridade, da qual esperamos mesmo mais justiça do que dos nossos contemporâneos; e insiste em que as mulheres devem assumir as consequências dos seus atos sem arrependimentos: Este sentimento de arrepender-se é um dos mais inúteis e dos mais desagradáveis que a nossa alma pode experimentar, protesta. De nada serve olhar para trás e devemos sempre afastar do espírito a lembrança dos nossos erros: quando, à primeira vista, retirámos daí os frutos que podemos esperar, afastar as ideias tristes e substituí-las por outras agradáveis é ainda uma das grandes causas da felicidade, e essa temo-la em nosso poder, pelo menos até um certo ponto.
Discurso Sobre a Felicidade foi escrito entre 1744 e 1746. Du Châtelet não lhe sobreviveria muitos anos, mas aquilo que aqui nos deixa é um testemunho pessoalíssimo das virtudes que pautaram a sua vida: amor, estudo, felicidade.
A sua filosofia é menos uma teoria da felicidade e mais uma estratégia de sobrevivência intelectual num mundo que exclui as mulheres do espaço público, e essa postura pragmática espelha-se no seu discurso: vívido, alegre, feminino e inconformado.
Resumido numas poucas palavras, aquilo que procura dizer-nos, muito embora não tenha suspeitado que estaria a falar para nós, é que:

Procuremos, pois, manter-nos de boa saúde, não ter quaisquer preconceitos, ter paixões, pô-las ao serviço da nossa felicidade, substituir as nossas paixões por gostos, conservar preciosamente as nossas ilusões, ser virtuosos, nunca nos arrependermos, afastar de nós as ideias tristes e nunca permitir ao nosso coração conservar uma centelha de gosto por alguém cujo gosto diminua e que deixe de amar-nos. Por pouco que envelheçamos, um dia seremos forçados a abrir mão do amor, e esse dia deve ser aquele em que o amor já não nos faça felizes. Pensemos, enfim, em cultivar o gosto pelo estudo, esse gosto que faz depender a felicidade apenas de nós próprios. Ponhamo-nos ao abrigo da ambição e, sobretudo, cuidemos bem de saber o que queremos ser; decidamo-nos sobre o caminho que queremos seguir para passar a nossa vida e procuremos semeá-lo de flores.

Justiça lhe seja feita, du Châtelet conseguiu figurar na história como uma mulher gloriosa e sábia. Pelo seu dicionário, e pelo meu, foi uma mulher subversivamente feliz.
Profile Image for Yann.
1,413 reviews395 followers
September 11, 2014


Émilie du Châtelet (1706-1749) est une aristocrate française du dix-huitième siècle. Elle reçut dans sa jeunesse une éducation exceptionnelle. Excellente physicienne, elle a traduit en français les Principia Mathematica d'Isaac Newton. Elle fut également la maitresse de Voltaire à partir de 1734, tous deux vivant d'amour et d'études, reclus dans le château de Cirey-sur-Blaise. Comme lui, elle dormait peu, à peine deux heures par nuit, se consacrant tout entière aux travaux de Minerve. Finalement, Voltaire la quittera en 1740 suite à l'invitation que lui avait faite le roi de Prusse, ainsi qu'il le raconte dans ses Mémoires de M. de Voltaire, mais ils continueront à avoir excellente opinion l'un de l'autre, et à se rendre des services mutuels.

Dans ce petit texte assez court, Émilie du Châtelet s'interroge sur le bonheur, et célèbre la nécessité pour l'homme d'avoir sinon des passions, au moins des goût à satisfaire, et des illusions qui nous amusent.

Il faut, pour être heureux, s'être défait des préjugés, être vertueux, se bien porter, avoir des goûts & des passions, être susceptible d'illusions, car nous devons la plupart de nos plaisirs à l'illusion, & malheureux est celui qui la perd. Loin donc de chercher à la faire disparaître par le flambeau de la raison, tâchons d'épaissir le vernis qu'elle met sur la plupart des objets; il leur est encore plus nécessaire que ne le sont à nos corps le soin et la parure.


Elle développe ce point de vue de manière fort satisfaisante, et donne au lecteur une excellente opinion de l'auteur. Sur le sujet de la situation des femmes, et de ce que la société leur permet d'espérer, on notera le passage suivant:

Il est certain que l'amour de l'étude est bien moins nécessaire au bonheur des hommes qu'à celui des femmes. Les hommes ont une infinité de ressources pour être heureux, qui manquent entièrement aux femmes. Ils ont bien d'autres moyens d'arriver à la gloire, & il est sûr que l'ambition de rendre ses talents utiles à son pays & de servir ses concitoyens, soit par son habileté dans l'art de la guerre, ou par ses talents pour le gouvernement ou les négociations, est fort au dessus de celle qu'on peut se proposer pour l'étude; mais les femmes sont exclues, par leur état, à toute espèce de gloire, & quand, par hasard, il s'en trouve une qui est née avec une âme assez élevée, il ne lui reste que l'étude pour la consoler de toutes les exclusions & de toutes les dépendances auxquelles elle se trouve condamnée par état.


C'est que la gloire et la vanité sont un puissant aiguillon, une boussole, un moteur pour l'être humain:

On ne savoure pas toujours le désir vague de faire parler de soi quand on ne sera plus; mais il reste toujours au fond du cœur. La philosophie en voudrait faire sentir la vanité; mais le sentiment prend le dessus, & ce plaisir n'est point une illusion: car il nous prouve le bien réel de jouir de notre réputation future; si le présent était notre unique bien, nos plaisirs seraient bien plus bornés qu'ils ne sont. Nous sommes heureux dans le moment présent, non seulement par nos jouissances actuelles, mais par nos réminiscences. Le présent s'enrichit du passé & de l'avenir. Qui travaillerait pour ses enfants, pour la grandeur de sa maison, si on ne jouissait pas de l'avenir? Nous avons beau faire, l'amour-propre est toujours le mobile plus ou moins caché de nos actions; c'est le vent qui enfle les voiles, sans lequel le vaisseau n'irait point.


Elle évoque également la nécessité d'aimer, dans des termes très sensibles et touchants, à travers lesquels on ne sent que trop bien l'allusion à sa relation avec Voltaire. Mais cette passion ne dure qu'un temps:

Il faut bien quitter l'amour un jour, pour peu qu'on vieillisse, & ce jour doit être celui où il cesse de nous rendre heureux. Enfin, songeons à cultiver le goût de l'étude, ce goût qui ne fait dépendre notre bonheur que de nous-mêmes.


Je suis parfaitement d'accord avec elle. Une lecture très sympathique.
Profile Image for Kirsten.
3,329 reviews11 followers
March 17, 2025
Émilie du Châtelet war für ihre Zeit eine ungewöhnliche Frau. Sie war Mathematikerin, Philosophin, Physikerin und Verfechterin der Teilhabe von Frauen an allen Menschenrechten. Ihr Vater ermöglichte ihr eine umfangreiche Bildung, aber den Zugang zu Themen, die im 18. Jahrhundert hauptsächlich den Männern vorbehalten wurden und die Bekanntschaft von Autoren Jean-Baptiste Rousseau und Bernard le Bovier de Fontenelle.

Für eine Frau, die am französischen Hof eingeführt war, war die Vorstellung vom Glück überraschend bescheiden. Für sie waren Mäßigung, Gesundheit und das Ablegen von Vorurteilen Wege zum Glück. Das eigene Glück ist nicht (nur) von anderen anhängig, jeder kann in einem bestimmten Rahmen etwas für sein Glück tun, aber Männer haben dabei mehr Möglichkeiten, ihr Glück selbst zu gestalten. Ihre Aussage, dass das individuelle Glück für andere Menschen langweilig sein kann, ist nicht nur wahr, sondern auch zeitlos.

Ohnehin hätte vieles, was ich in dem kleinen Büchlein gelesen habe, auch heute geschrieben sein können. Zu sagen, dass Émilie du Châtelet für ihre Zeit eine moderne Frau war, wird ihr eigentlich nicht gerecht. Zu Beginn des 18. Jahrhunderts erlebte sie gleichermaßen Anerkennung und Neid, wobei letzteres sicherlich auch durch ein gewisses Unverständnis gekommen ist. Die intellektuelle Freiheit, die sie hatte, war nur wenigen Frauen vorbehalten. Gleichzeitig finde ich aber auch, dass sie sich in ihren Briefen selbst widerspricht. In denen macht sie ihr Glück von einem Anderen abhängig, nämlich von ihrem Geliebten. Ihn nicht zu sehen und nicht einmal einen Brief zu bekommen, macht sie unglücklich.

So ungewöhnlich, wie Émilie du Châtelet für ihre Zeit war, ist der Gedanke interessant, sie in unsere Zeit zu versetzen. Welche Möglichkeiten ihr da wohl offen gestanden wären?

257 reviews2 followers
October 7, 2024
Interesante la biografía de Emilie al inicio , el discurso está bien, la correspondencia ya es más pesada.
Profile Image for LuchiLuch.
134 reviews2 followers
October 18, 2024
El Discurso sobre la felicidad es precioso y la correspondencia se me torna algo complementaria. NO LEAN LA INTRODUCCIÓN. Es un resumen de 60 páginas de toda la correspondencia y hace (a mi parecer) toda la correspondencia algo perezoso de leer (porque ya te lo contaron todo en la introducción!!).

Pero el Discurso sobre la felicidad es muy bonito 💛.













te quiero sai💛
Profile Image for Lu.
296 reviews72 followers
October 16, 2018
Émilie du Châtelet, considerata una delle grandi menti del 18º secolo, morì quarantatreenne dopo aver trascorso la vita fra studi e frivolezze. I primi sostenuti da nomi importanti, primo dei quali Voltaire che di Émilie fu amante e compagno per diverso tempo.
In queste poche pagine, Émilie du Châtelet ci dice come essere felici, appagati, sé stessi; i travagliati e sofferti trascorsi la indussero a quello che per lei fu uno sfogo scritto su un diario, a noi restano parole semplici ma ancor oggi di piacevole effetto.
51 reviews
December 29, 2018
This speech lists a few basic principles for one to become (and to be) happy whilst pursuing one’s passions, dreams and reason. Madame du Châtelet manages to translate into words her thoughts about how one can understand what s/he needs to be happy without waiting to get old to understand it. Which was not an easy task for a noble woman from the XVIII century. A great reading to close the year, still as updated as ever.
Profile Image for Alex.
237 reviews3 followers
July 12, 2021
Il est curieux de lire sur le bonheur écrit par une auteure au XVIIIe siècle, sans parler de la maîtresse de Voltaire. Son conseil de protéger les illusions est intrigant. Cependant, il y a très peu d'élaboration à ce sujet, comme exactement comment les protéger. La plupart des autres contributeurs au bonheur qu'elle énumère semblent être une sagesse commune. Ses conseils sur l'amour sont très détaillés et intéressants.
Profile Image for Maria Grazia.
75 reviews
March 8, 2023
Uno scritto breve ma intensissimo, pubblicato nel 1700 da una donna letterata emancipata, subito dopo la fine del suo sodalizio con Voltaire. Si parte da un tema caro alla filosofia per arrivare a riflessioni asciutte e vere per riuscire a sopravvivere nella giungla dei sentimenti e della vita, scritte con sagacia ed estrema consapevolezza di sé e degli altri. Una mente brillantissima, un faro per le donne dell'epoca e di oggi.
Profile Image for Sayra.
114 reviews21 followers
October 3, 2015
very short, the first part is insightful and nicely written, the letters in the second part however are a bit boring. they exemplify though that just because one knows how one should act, it doesn't mean that one will necessarily have the strength to act that way eventually...
103 reviews
June 30, 2024
je vais le prendre pr l entretien
Profile Image for Virginia.
203 reviews6 followers
August 17, 2023
bella persona Èmilie, mi sono sentita molto affine a lei, e la sua visione di felicità è stata per gran parte positiva, rassicurante, perchè facilmente accessibile semplicemente seguendo passioni sane.

Rispetto altre visioni di felicità infatti lo "studio" da lei promosso fa presa sulle nostre radici culturali, permette un appagamento quasi immediato, non è impedito a nessuno di noi e fa parte proprio del quotidiano. Insegnamenti più eterei o filosofici, di stampo orientale e non, fondati sulla ricerca della semplicità, dell'essenza della natura, gratitudine di quanto abbiamo già eccetera eccetera non sono facilmente assimilabili da tutti o parte del nostro bagaglio; richiedono sicuramente molto più impegno e tenacia, che magari una persona triste potrebbe non avere.

È stato anche bello, personalmente, leggere che per essere felici bisogna essere virtuosi: ogni tanto un balsamo all'anima di chi cerca di far bene nonostante tutto, fa bene.

Mi ha invece messo molta malinconia e tolto un po' di positività quando ha ragionato sul tema dell'amore. Ma chi, da rifiutato e non appagato, non esprimerebbe questo malessere e questa visione?


"gli infelici sono noti perchè hanno bisogno degli altri, amano raccontare le loro disgrazie, cercano rimedi e conforto. Le persone felici, invece, non cercano nulla nè richiamano l'attenzione degli altri sulle loro felicità".

"Il mio scopo non è, però, quello di scrivere per tutti i ceti e per tutti gli uomini: non tutti possono raggiungere lo stesso grado di felicità. Io scrivo solo per la gente di mondo, e cioè per coloro che per nascita si trovano a vivere in circostanze fortunate, più o meno luminose e più o meno opulente, per coloro insimma che non devono arrossire della propria condizione, anche se proprio questi sono, forse, i meno capaci di una tale felicità."

“Le buone maniere, invece, possiedono una base di verità nelle convenzioni sociali, e questo basterebbe a convincere le persone per bene a non abbandonarle mai.”

“per essere felici si deve essere virtuosi”
“Non si può essere viziosi e felici”

“Si deve decidere bene ciò che si vuol essere e ciò che si vuol fare”

“Si devono provare passioni per essere felici, passioni che dobbiamo essere capaci di indirizzare a nostro vantaggio”

“L’amore per lo studio, tra tutte le passioni, sia ciò che contribuisce alla nostra felicità. Nell’amore per lo studio è racchiusa la passione per la gloria, che è propria di uno spirito eccelso;”

“I nostri piaceri si affievoliscono facilmente con la sazietà”
Profile Image for Alex Bergonzini.
508 reviews47 followers
June 13, 2021
Me encantan estas biografías de análisis. Entender las vidas ajenas por sus cartas cruzadas. En este libro se centra en el análisis de Émilie de Châtelet y como a través de las misivas cons sus amigos y amantes (Voltaire) uno de los más ejemplares, pudo vivir el amor y la felicidad, los desengaños y el placer por el conocimiento del estudio, algo que en 1734 no estaba muy bien visto, pero que la protagonista supo aprovechar con su estatus social y con todas las amistades que reunió.

Se analiza su discurso póstumo sobre la felicidad y aunque pensaba que era mucho más genérico, está encasillado para las personas de su clase social, no siendo extrapolable al pueblo en general, salvo por pinceladas. Está cargado de sólo un punto de vista y que queda más claro al final, cuando la autora escribe sus propias vivencias.

Lo interesante són las cartas al final del libro. Leer con morosidad los pensamientos privados de personalidades que vivieron hace casi 300 años. El libro analiza la información de esas cartas para ofrecernos la personalidad de Mme du Châtelet.

Ha sido una lectura interesante y enriquecedora.
Profile Image for Yiannis.
6 reviews1 follower
February 22, 2025
I knew Émilie de Châtelet as one of the first female mathematicians who, after taking an interest in the work of Leibniz, published the first French translation of Newton's Principia Mathematica with commentaries and analyses that aroused the admiration of her male colleagues.
But this little book, borrowed from the municipal library, introduced me to an admirable philosopher who, after her separation from Voltaire and the experience of her 40th birthday, offers a reflection on happiness and how to achieve it, particularly for the half of humanity that are women, who did not have access to the means of men. With incredible lucidity, she wrote a very modern text that must have been revolutionary in its day. In fact, it was published after her death.
Elizabeth Badinter's preface is a very, very interesting addition to this volume.
Definitely worth a read.
Profile Image for Kapuss.
565 reviews34 followers
January 3, 2026
Tratemos pues de conservar la salud, de no tener prejuicios, de tener pasiones, de hacer que contribuyan a nuestra felicidad, de sustituir nuestras pasiones por inclinaciones, de conservar celosamente nuestras ilusiones, de ser virtuosos, de no arrepentirnos jamás, de alejar de nosotros las ideas tristes y de no permitir nunca a nuestro corazón que conserve una chispa de inclinación por alguien cuya inclinación disminuye y que nos deja de amar. Algún día tendremos que renunciar al amor, a medida que vayamos envejeciendo, y en ese día dejará de hacernos felices. En fin, pensemos en cultivar la inclinación hacia el estudio, una inclinación que hace que nuestra felicidad dependa únicamente de nosotros mismos. Preservémonos de la ambición y, sobre todo, sepamos bien lo que queremos ser; decidamos el camino que queremos tomar para pasar nuestra vida y tratemos de sembrarlo de flores.
Profile Image for Chuva.
544 reviews3 followers
December 17, 2023
« moins notre bonheur dépend des autres et plus il est aisé d'être heureux. »

« une des choses qui contribuent le plus au bonheur, c'est de se contenter de son état »

« décidons-nous sur la route que nous voulons prendre pour passer notre vie, et tâchons de la semer de fleurs. »

J'ai beaucoup aimé ce livre et la conception (un peu stoïciste) du bonheur de l'autrice.
Lecture agréable avec un langage accessible et simple.
Profile Image for Bárbara.
66 reviews3 followers
September 25, 2024
Es hermoso. No terminé de leer Correspondencia pero Discurso sobre la felicidad es precioso. No necesita de más
Profile Image for Francisco Pascoal.
Author 9 books6 followers
July 19, 2020
I think this book, by itself, shows how much of a great woman Madame du Chatelet was. The book is quite simple and easy to understand, but is very deep, a work of a wise woman.
Displaying 1 - 19 of 19 reviews

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