En 2006, Luis Alberto de Cuenca obtuvo el Premio Ciudad de Melilla por La vida en llamas, en donde se decanta claramente por el clasicismo poético, por la cultura como salvación ante el dolor que asola al mundo. La serenidad de su anterior poemario, Sin miedo ni esperanza, no se desmorona, pero tiembla ante la realidad del lugar común y la estupidez, pesadillas que llevan a la desolación y la tristeza. De nuevo la cultura popular se codea con los clásicos, a los que invita a acercarse como una forma de divertimento, como vía de escape ante la amenaza de la muerte o la desesperanza. La salvación vendrá por el humor y el amor, reflejado en la sección final del libro, «El jardín de Alicia», donde el dolor se cura en unos brazos cómplices.
Luis Alberto de Cuenca Prado es un helenista, filólogo, poeta, traductor, ensayista, columnista, crítico y editor literario español. Licenciado y doctor en Filología Clásica por la Universidad Autónoma de Madrid.
Luis Alberto de Cuenca é poeta, filólogo, ensaísta, colunista, crítico, editor e investigador. Ocupou cargos importantes como secretário de Estado da Cultura e director da Biblioteca Nacional de Espanha.
— De mais de duas centenas e meia de poemas, ou desabafos, gostei de um:
"O terror está lá fora, onde começa o mundo e termina a paz augusta que há nos livros, nas espessas sombras de que a realidade se vai compondo. E só o podemos superar por meio do terror fantástico, esse género literário que serve de refúgio seguro face às inclemências do exterior, a chave que nos abre a porta do consolo, a única barricada possível contra o medo exterior. E esse terror fictício não nos aterroriza nem enche de angústia, pelo contrário, defende-nos do outro, o real — da vida —, e salva-nos".
— Dos cinco Haikus há um que é um mimo (assim qualquer um faz haiku):
"Não há ninguém. No monte vazio não há ninguém."
— Muitos dos "coisos" são inspirados em leituras ou filmes, como este:
"Os Katzenjammer Kids, Popeye, Blondie, Little Nemo, Flash Gordon e Li'l Abner, Mandrake, Daredevil e Prince Valiant, Dick Tracy, Spiderman e Silver Surfer, os Vingadores e essa Coisa terna e couraçada de olhos azulíssimos (refiro-me ao Ben Grimm), sem esquecer um romance gráfico do Ivanhoe de Scott. que faria sem vocês? (...)"
— Alguns poemas pareceram-me ter um certo arzinho misógino, mas este abusa:
"Quando penso nos velhos amigos que partiram da minha vida, pactuando com mulheres horríveis que alimentam o seu medo e os cobrem de filhos para os terem por perto, controlados e inermes. (...)"
A verdade é que não sei o que é a verdade e não pode ser bom que eu não saiba algo tão importante como isso. A verdade é que se alguém vem e diz: «É muito simples, imbecil, verdade é isto ou é aquilo ou as duas coisas», deixa-me estupefacto. E se pergunto o que é realmente a verdade, se isto, se aquilo, ou ao mesmo tempo ambas as coisas, responde o informante: «Isso depende», e, na verdade, fico na mesma."
Decir que es una lectura super ligera y alomejor no son los mejores poemas del mundo, pero “en el supermercado” OMG (fue mi banner de twitter durante 4 años dejarme flipar un momento)
(Pd: siento un ataque personal esos poemas de “La loca del pelo rojo” y “El fin de la cotorra”, en plan is this fucking play about me???)
Resultó ser nada más que una gran ensaladera de referencias y los poemas no tienen ni ritmo, así que la lectura fue un aburrimiento. Pongo 1 estrella por unos poemas que me gustaron y dos haikus, pero no lo recomiendo.