Autos-de-fé é um livro que chama os bois pelos nomes: contra o decolonialismo, o neofeminismo, o racialismo, a teoria do género, o comunitarismo, que estão a formar um verdadeiro neofascismo de esquerda, com a cumplicidade activa de muitos intelectuais e universitários.
Michel Onfray is a French philosopher. Born to a family of Norman farmers, he graduated with a Ph.D. in philosophy. He taught this subject to senior students at a technical high school in Caen between 1983 and 2002, before establishing what he and his supporters call the Université populaire de Caen, proclaiming its foundation on a free-of-charge basis, and the manifesto written by Onfray in 2004 (La communauté philosophique). However, the title 'Popular University' is misleading, although attractive, as this 'University' provides no services other than the occasional delivery of lectures - there is no register of students, no examination or assessment, and no diplomas. After all, 'ordinary' French University lectures are open to all, free of charge. Nor is the content of the Université populaire de Caen radical in French terms, it is in its way, a throwback to less democratic traditions of learning. Both in his writing and his lecturing, Onfray's approach is hierarchical, and elitist. He prefers to say though that his 'university' is committed to deliver high-level knowledge to the masses, as opposed to the more common approach of vulgarizing philosophic concepts through easy-to-read books such as "Philosophy for Well-being".
Onfray writes obscurely that there is no philosophy without psychoanalysis. Perhaps paradoxically, he proclaims himself as an adamant atheist (something more novel in France than elsewhere - indeed his book, 'Atheist Manifesto', was briefly in the 'bestsellers' list in France) and he considers religion to be indefensible. He instead regards himself as being part of the tradition of individualist anarchism, a tradition that he claims is at work throughout the entire history of philosophy and that he is seeking to revive amidst modern schools of philosophy that he feels are cynical and epicurean. His writings celebrate hedonism, reason and atheism.
He endorsed the French Revolutionary Communist League and its candidate for the French presidency, Olivier Besancenot in the 2002 election, although this is somewhat at odds with the libertarian socialism he advocates in his writings.[citation needed] In 2007, he endorsed José Bové - but eventually voted for Olivier Besancenot - , and conducted an interview with the future French President, who he declared was an 'ideological enemy' Nicolas Sarkozy for Philosophie Magazine.
Onfray himself attributes the birth of a philosophic communities such as the université populaire to the results of the French presidential election, 2002.
O filósofo Michel Onfray apresenta, neste livro, seis obras que foram alvo de modernos autos-de-fé por um movimento que ele denomina “neofascismo de esquerda”. Infelizmente, só dois desses livros estão traduzidos em português… Basicamente, as obras citadas debruçam-se sobre assuntos que muitos intelectuais fundamentalistas se recusam a aceitar, como a violência dos campos de reeducação de Mao na China, os gulags russos ou o choque entre as civilizações do Oriente e do Ocidente.
Através dos meios de comunicação social, estes intelectuais difamam os autores (pois, muitas vezes, não conseguem contrariar as teses apresentadas de forma coerente) e tentam prejudicar a sua carreira académica. É a cultura do cancelamento, em todo o seu “esplendor”.
Teria gostado que o livro fosse mais abrangente e “universal” na sua abordagem do tema, pois é tudo muito específico ao meio intelectual francês. Também teria sido interessante termos o reverso da medalha, com casos de censura pela extrema direita da atualidade. De qualquer forma, este é um livro curioso que nos desperta para o condicionamento ideológico que existe em várias áreas da sociedade, desde a academia aos meios de comunicação social.
Uma desilusão. Este livro foi publicado em 2021, portanto, quando a extrema-direita estava já de vento em popa em França, e Trump já fizera um mandato. Mas para Onfray o mal está na esquerda woke e sartriana: não falam ou então criticam livros que para Onfray trazem a verdade, e assim, censuram-nos. Mas os autos-de-fé queimavam pessoas, o index proibia livros e igreja e estado podiam levar os seus autores e editores à prisão, e, no mínimo à destruição das passagens e ao confisco dos exemplares. Os livros foram publicados, comprados e lidos, e houve espaço na imprensa para a sua crítica e elogio, não foram destruídos, nem os seus autores presos ou mortos. É um livro que parece um ajuste de contas, o que não abona a favor do autor e faz com que, pela sua agressividade, se aproxime de quem critica.
Bien documenté mais un peu court, il est bon de rappeler certaines vérités et comment on en est arrivé là aujourd'hui (les nouvelles radicalités comme le wokisme, le racialisme, l'intersectionnalité, tout ça, tout ça).
Voici encore un petit opus salvateur de Michel Onfray. Ce dernier continue de mettre le doigt là où ça fait mal...et passe en revue quelques ouvrages mis au ban par l'intelligentsia bienpensante de l'époque (et qui n'a pas changé...) qui s'avèrent particulièrement pertinents 20 ou 30 ans après. On a immédiatement envie de se précipiter sur ceux que l'on n'a pas encore lus...merci Michel Onfray.