Livro incrível. Leitura que segue um curso natural e cativante, tanto pela história quanto pela escrita. Eu admiro muito especialmente os dois últimos discos do Death e esse livro me deu a capacidade de olhar com mais carinho ainda para todos os discos da carreira da banda (somado ao Control Denied), capturando todo o contexto temporal e intimista do Chuck na produção de cada disco que torna cada obra única e repleta de significado. O livro também nos desperta para o quanto a individualidade humana é cheia de facetas, para como as situações podem influenciar na nossa percepção das pessoas, para o quanto a indústria fonográfica pode ser cruel (gerando estresses para além do suportável), para como as pessoas podem ser mesquinhas e se ater mais ao mundano do que à arte, a música em essência, e mais ainda: nos chama atenção para como um sistema de saúde privado extremamente caro ceifa a vida daqueles que se encontram dependentes de tratamento. Fica claro no livro como o Death é um projeto pessoal bem elaborado do Chuck que evoluiu em intelecto conforme a sua própria pessoa se tornava aquilo que se é, mas também fica claro que o Death é, acima de tudo, música. Música muito bem construída por todos aqueles que fizeram parte da concepção, composição, execução e produção desse legado que hoje, definitivamente, traçou os rumos do Death Metal robusto, intelectual e sem fronteiras.