No interior do Rio Grande do Sul, dois amigos caminham pela mesma estrada todos os dias. Mais do que o lugar favorito deles, a estrada é onde Joel se liberta da pressão de ser alguém que não é entre os colegas e onde Artur escapa da imagem do menino violento de treze anos que pode ser expulso da escola a qualquer momento. Quando eles descobrem, porém, que não são as únicas pessoas da escola frequentando a estrada, precisam criar um plano para tomar de volta o único lugar em que podem ser eles mesmos.
"A estrada infinita" é uma jornada pelos caminhos da amizade e as descobertas da adolescência. Uma história sobre aprender a encontrar, dia após dia, o infinito dentro de cada trajetória.
Produtor editorial de formação, Denys Schmitt vive imerso nas histórias que escreve, lê ou assiste. Entre as suas publicações estão a novela "A estrada infinita" (2021), os contos "Bisão-nascente" e "Cavalo-cometa" (Fissura, 2025), e o romance "Eu sei que vou te ver amanhã" (Fissura, 2025). Além da escrita, trabalha com design gráfico e criação de conteúdo, sempre com um copo de café ou uma cuia de chimarrão ao seu alcance. Vive em Santa Maria, Rio Grande do Sul, cidade que frequentemente é cenário das suas histórias. Pode ser encontrado nas redes sociais pelo arroba @denysschmitt.
A estrada infinita é sem dúvida um dos melhores livros juvenis brasileiros que li nos últimos anos, pena que foi uma leitura tão rápida. É tanto uma história de amizade, de aventura, assim como de auto-descoberta e de compreensão do outro por nós, quando a regra em geral parece cada vez mais ser a do julgamento. Há uma imensa sensação de carinho e sensibilidade com os quais Denys Schmitt desenvolveu a sua história e seus personagens, o que acalenta o coração 😊
É a história de dois meninos de 13 anos, Joel e Artur, que após a escola entregam o leite coletado pelos pais de Joel à pessoas da região. Quase sempre fazem o caminho de uma estrada que era parte de um condomínio que se pretendia privado e fazem amizade com as pessoas da região, como D. Agnes e Tito. Joel por vezes tem ataques de pânico provacados pelas ameaças de Lorenzo, um colega de escola que o trata como inferior, como menos homem, por ser pequeno, por ser sensível. No entanto, desde que o briguento e frontal Artur se mudou para a sua escola, de cara se tornaram melhores amigos e isso ajudou Joel a se tornar mais confiante em si. Com Artur, Joel sabe que pode contar sempre, que pode falar o que quiser. Que tem um amigo de verdade.
É a partir de novas ameaças de Lorenzo que os processos de auto-descoberta se reforçam e se consolidam, em que os garotos passam a se entender melhor, assim como a perceber melhor suas sexualidades, mas também a perceber que o mundo é mais amplo do que os nossos medos interiores e que verdadeiros amigos existem 🥰
Ser sensível não é e nunca será ser menos, mas apenas diverso. E é na diversidade que temos a possibilidade de nos desenvolver como somos da fato, sem medos, mas apenas ser.
Se Joel é um encanto de menino, Artur não fica por menos, uma revelação e tanto, e também de uma sensibilidade impressionante. Apenas que de sua forma briguenta e frontal. E como esse guri é engraçado 😄 São garotos que permanecerão comigo, na minha memória literária.
Que fofura de novela! Tendo crescido a minha infância toda no interior do Rio Grande do Sul, eu lia a história e parecia que Joel e Artur passavam na frente da minha casa, numa estrada que (curiosamente) também é 'infinita', ainda mais com a escrita do Denys que é muito fluida e imersiva (se tu se permitir). Achei muito legal a forma com a qual o autor foi evoluindo aos poucos a amizade entre os dois (e que, muito antes disso ser uma história de início de romance, isso é principalmente uma história sobre o poder da amizade), assim como a abordagem da ansiedade e pânico em um adolescente tão precocemente (por mais discussões como essas em livros infanto-juvenis!!). Adorei demais
Uma história tão pura, que fala de amizade, descobertas, adolescência. Personagens intrigantes e apaixonantes. Eu queria maaais! Acabei com o coração quentinho. Esperando ansiosamente outras obras do autor!
“A Estrada Infinita” é uma leitura para ser feita em uma tarde mas que serve de companhia por muito mais tempo. Isso reflete o enredo sobre dois garotos que caminham por uma mesma estrada todas as tardes, na cidade interiorana do Rio Grande do Sul onde moram. É nessa estrada que eles conversam sobre tudo do jeito que os melhores amigos fazem quando esse vínculo está se formando, e assim vão descobrindo mais sobre si mesmos juntos do que poderiam descobrir sozinhos. É uma história rápida e delicada, mas que carrega um grande coração. Com uma escrita sensível e um olhar sincero sobre os desafios internos e externos do começo da adolescência, a história de Joel e Artur traz de volta lembranças daquela fase da vida onde tudo parecia mais simples e ao mesmo tempo mais complicado, pois estávamos tentando nos encontrar e encontrar um lugar no mundo. Um lugar quase sagrado, protegido de tudo e de todos, onde apenas as pessoas em quem mais confiamos podem nos acompanhar e viver as maiores aventuras. Acho que todo mundo já teve um lugar assim, como a estrada dessa história, que parecia infinito durante todo o tempo em que passávamos lá e de onde faríamos de tudo para não sair. É um lugar que sempre vale a pena revisitar, nem que seja em lembrança ou na simplicidade das palavras.
"O problema do início da estrada é que também é o final do trajeto"
"A Estrada Infinita" é uma novela fofa e delicada, que toca corações ao trabalhar com sensibilidade toda a fase de descoberta do começo da adolescência!
Contando a história de quando Artur e Joel tiveram que lutar pelo território da estrada aonde compartilhavam tantos momentos únicos de sua amizade e podiam ser eles mesmos, ao mesmo tempo em que refletem sobre seu crescimento, seus sentimentos e como se comportam com outras pessoas e consigo mesmos, Denys entregou uma narrativa muito sensível!
A escrita de Denys carrega um tom poético e nostálgico que casa perfeitamente com a história que ele quis contar. Foi impossível não sentir e não se identificar com o início do processo de amadurecimento de Joel, porque a narrativa traz justamente (e muito bem) todo esse tom de início de adolescência, com as dúvidas e os anseios, e tudo a partir de momentos simples do dia a dia dos personagens. Achei muito interessante como o autor também trouxe o bullying, a ansiedade e a coragem de Joel para o enredo, tudo fica singelo, não é forçado e nem tão gráfico, mas perceptível e que te ajuda a ver como o personagem vai crescendo conforme as páginas passam.
Além disso a escrita do Denys é fluída e rápida, e conduz o leitor bem independente do tamanho dos capítulos, te deixando curioso pelo final mas sendo ótima também para desacelerar e só acompanhar as causalidades de um momento atípico no meio da rotina dos meninos, capítulo a capítulo, com toda calmaria do interior.
É uma história que recomendo, principalmente para aqueles que querem uma história fofa sobre o começo da adolescência, que trata com delicadeza sobre as descobertas desse período no meio de um cenário bucólico.
Tive a chance de ler a história antes de ser lançada porque o Denys me chamou pra produzir um mapa da estrada infinita. É claro que eu poderia ter simplesmente feito o mapa conforme o que ele me disse sobre a história, mas, tendo lido antes o livro ainda não publicado dele (mas que em breve será, eu espero!), eu sabia que seria uma história muito gostosa de ler e não ia deixar passar a chance.
É claro que eu não me enganei, porque a escrita do Denys é muito fluida, com diálogos que se encadeiam naturalmente, descrições apaixonantes, momentos engraçados que se seguem a tristes e delicados - as histórias dele têm de tudo!
Nesse caso, nós conhecemos Artur e Joel, dois guris que são gente como a gente e só querem um pouco de paz - que eles encontram na estrada do título. Eles conseguem fugir para um lugar que é só deles, interagir com os moradores, acompanhar o nascimento de um potrinho e ser quem eles são. Só que um dia outras pessoas da escola decidem reivindicar a estrada para si, e os dois vão ter que encontrar uma maneira de reverter essa situação ou perder a estrada, tão importante para eles.
Sendo um guri do interior como os guris da história, eu me identifiquei com eles de cara, e conhecendo essas estradas de terra tão características eu já me imaginei caminhando por uma daquelas nas quais eu andava de bicicleta há muitos anos. A escrita traz aquela calma e tranquilidade desses lugares, e também passa a sensação de perda ocasionada pelo aparecimento dos outros personagens. O livro também toca em assuntos mais profundos, incluindo a oportunidade de conhecer melhor a si mesmo, os dramas da pré-adolescência e amores correspondidos ou não.
Sem sombra de dúvidas é uma narrativa curta que vale a pena ler - em poucas páginas o Denys já consegue nos fazer identificar com os personagens, torcer por eles e acompanhar o crescimento pelo qual eles passam em um período tão curto de tempo. Quando chegamos ao final, parece que a história foi bem maior do que imaginávamos no começo.
Tudo isso pra dizer que eu espero ansiosamente pelos próximos lançamentos do Denys; a escrita dele é apaixonante e as suas histórias dão um quentinho no coração que nos faz querer mais.
Estou simplesmente apaixonado com essa leitura. A narrativa é fluida e os personagens são cativantes, não conseguia parar de ler. A história pode parecer simples, mas carrega fortes emoções e uma mensagem linda de amizade. Recomendo demais essa leitura!
Fofo demais! Eu amei a amizade que se formou por causa de um objetivo em comum entre Camila, Joel e Arthur. Também o que me surpreendeu foi os monólogos internos dos dois garotos principais do conto, muito bem escrito e tão sensível!
"Eu não costumo reparar nas cores — continuou Artur, rindo sozinho. — Mas eu reparo quando tô contigo."
eu simplesmente não consigo explicar a doçura que é esse livro. é de uma sensibilidade sem tamanho, sério!! quero muito ler outras obras do autor porque "a estrada infinita" foi perfeito e lindo e muito doce.
Denys, como sempre, entrega uma história linda, gostosa de ler e que te faz chorar. Vocês aguardem, porque tem mais coisa incrível de onde saiu essa novela tão bonita. Esse menino vai longe, anotem o que eu digo.
Dei umas risadas, lembrei da minha adolescência em São Paulo capital com versões urbanas dessas vivências e me diverti um tanto com essa história.
Imagino que para pessoas (sociabilizadas como homens brancos) que tiveram o privilégio de uma boa amizade juvenil, essa história seja uma pepita preciosa. Tem um elemento novo dessa geração que nasceu na virada do século: a vivência adolescente que não tem mais um receio mortal de se assumir publicamente na escola porque possui um vocabulário coletivo para que isso aconteça.
Essa noveleta tem ecos de Outsiders e de Apanhador no campo de centeio; porque já temos o hábito de abrir o coração pra vivências masculinas brancas, é muito fácil se identificar com as personagens. Eu queria que a história fosse contada do ponto de vista de Camila, claro. Talvez ela até observasse a ligação entre a violência adolescente e a presença de armas pra firmar propriedade e identidade ali naquele território. Me incomoda um pouco a oposição entre os adolescentes sendo que a estrutura da ocupação branca no brasil seja baseada na opressão e no massacre, colocando eles todos ali lado a lado, farinha do mesmo saco (porque eu entendi que são todos brancos).
Tem uma beleza frágil na contemplação que a narrativa faz sobre o espaço físico e temporal que ocupa. Frágil porque é a visão adolescente se entendendo ali. Ao mesmo tempo que bastante canônica e comercialmente reforçada como ponto de vista comum. Gostei do finalzinho também, outro momento de consciência social mais comum hoje em dia. Se esse é o novo normal, dá até uma esperança no futuro.
Dizem que se o autor não acha que o livro merece 5 estrelas ele nem publica? Bom, aqui vão as minhas ahahah
Quando escrevi a primeira versão desta história, ela se tratava de um roteiro de curta-metragem muito diferente da história publicada agora. A versão atual ganhou vida em 2020, quando decidi revisitar esses personagens através da prosa e acabei descobrindo que eles tinham muito mais para contar.
Escrever mexe com a gente de um jeito engraçado. Nunca é uma linha reta. É uma linha que faz curvas e círculos e que às vezes é interrompida no meio do caminho como se tivesse terminado, mas que ressurge em outro ponto com um traçado diferente do original, só para fazer novas voltas e conduzir a lugares que você nem imaginava no começo.
É uma aventura.
E compartilhar um pedacinho desta que tem sido minha aventura favorita ao longo dos anos enche meu coração de alegria e senso de propósito.
Espero que você goste de caminhar pela estrada com meus meninos. Enquanto escrevo isso, entendo que eles já estão deixando de serem meus personagens para serem nossos, e isso enche meu coração de tantos sentimentos incríveis que, mesmo para um escritor, é difícil de colocar em palavras.
'o mundo à sua volta tinha as mesmas texturas, o mesmo brilho. a única diferença era que, de alguma forma, ele se sentia mais consciente de estar no mundo'.
me surpreendi de forma muito positiva com esse pequeno conto! dá para se notar que o autor desenvolveu essa história com muito carinho: o mapa maravilhoso do trajeto que os meninos faziam todo dia; os personagens que, sendo jovens, expressam todas as dúvidas e incertezas que a vida nos traz; e o mais expressivo para mim, a forma com que se foi traduzido a essência única de uma cidade pequena no Sul do Brasil. com poucas páginas o autor arranjou espaço suficiente para demonstrar os encalços da adolescência e como é uma época transitória para nós. achei a amizade entre os dois muito querida. amei como aquela senhora defendeu a propriedade sem ligar para os típicos adolescentes encrencas. foi uma leitura super confortável e que valeu a pena!!
"Pela primeira vez, Joel demonstrou sinal de que estava ouvindo e encarou o amigo. Artur sustentou aquele olhar, sabendo que era aquilo que amigos de verdade faziam: olhavam nos olhos um do outro, sem sentir vergonha."
Peguei esse aqui pra manter guardado e ler quando tivesse um meio mais confortável de fazer isso (obrigada por tudo, meu Kindle!) e tenho que dizer que, apesar de ter me sentido atraída por ele desde a sinopse, não estava esperando que ia ficar tão boba do jeito que fiquei.
Mais um que entrou na lista dos contos que deixam o coração quentinho, coisa linda (e bem escrita!) demais ❤️
Faz muito tempo desde li um livro "jovens adultos". Coisas mudaram mesmo! O Denys escreveu uma historia com muito coração, e os pensamentos e sentimentos dos personagens sentia verdadeiro. Desde a ultima vez que li um livro "jovens adultos" (provavelmente tipo de Harry Potter) os assuntos nestes livros ficavam mais serio e pertinente das vidas verdadeiras dos adolescentes quando anos antes. Gostaria que existe um tradução em ingles para que meu filho com 14 anos ler!
explorando os últimos momentos de infância dos personagens, essa história retrata esse amadurecimento, no meio de tantas emoções que o começo da adolescência apresenta, é uma história muito fofa que merece ser lida.
Livro delicioso, como uma tarde fresca num bosque. Bem brasileirinho, bem interiorano, cheira a saudade, a crescer e sentir na pele aquele misto de alegria e desalento pelo mundo. Surpreendeu-me bastante, de forma positiva.
Outra leitura super fofa! E eu sinto que eu queria muito mais, sabe? Queria que fosse um livro, só pra aproveitar cada personagem que contém dentro desse livro! Personagens muito bem construído, dar pra sentir, que todos são diferentes em suas características e na sua personalidade! Ah, aranha não é inseto! (biólogo panic)
'A Estrada Infinita', de Denys Schmitt, traz uma história sobre coragem e boas amizades
'A Estrada Infinita' é uma história surpreendente e muito bem escrita. Além disso, acompanha uma belíssima ilustração de capa, criada por Rafael Antonio e um mapa apresentando a região em que os personagens moram, criado pela Memento Design & Criatividade.
Dividida em sete partes, esse é o tipo de história que eu gostaria de ter lido na minha adolescência, onde muitas vezes as pessoas gostam de usar argumentos para termos vergonha de quem realmente somos. Joel e Artur são personagens importantes dentro dessa história e podem servir de exemplo para muitos que às vezes sentem medo ou perdidos dentro de amizades e relacionamentos. Não deixa dúvidas que precisamos de coragem e boas amizades para seguir a estrada da vida.