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La violencia de la interpretación: Del pictograma al enunciado
El punto de partida de este libro es el análisis del discurso del paciente psicótico frente al discurso “lógico” del terapeuta. Comprueba que se llega siempre a una situación estática, en la cual ni uno ni otro se desprenden de las certezas de un saber anterior, una forma de relación con el Otro aprehendida en los comienzos de la vida psíquica. De allí que, para abrir una vía de acceso a la psicosis, sea preciso remontarse a este encuentro inicial del sujeto con el discurso y con quien lo habla. Sin duda, las respuestas del psicótico deben entenderse como respuestas a la violencia de un modelo de interpretación, ejercida desde un saber al que se presupone superior. Es preciso aceptar, entonces, que analista y paciente se hallan en una relación de estricta reciprocidad en un punto la falta de un presupuesto compartido; para ambos, el discurso del otro es discutible y carente de poder de certeza. La autora propugna una escucha más sensible y amplia del mensaje psicótico, reconsiderando los diferentes esquemas conceptuales que dan cuenta de la constitución del yo y la función del discurso.
- GenresPsychologyPsychoanalysis
328 pages, Paperback
First published January 1, 1992
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Community Reviews
Displaying 1 - 3 of 3 reviews
January 6, 2026
brillante por lo terrible y viceversa...
September 7, 2026
Ensaios do pensamento
Volto a uma frase sublinhada na manhã anterior e encontro a página ainda aberta sobre a mesa, uma pequena dobra no canto, algumas palavras cercadas a lápis e o resto aparentemente intacto, embora eu saiba que alguma coisa já não está no mesmo lugar, porque há leituras que não deixam lembrança clara do instante em que nos tocaram e mesmo assim começam silenciosamente a alterar a margem pela qual reconhecemos aquilo que aconteceu conosco.
A violência da interpretação
Penso então na velocidade com que a psique procura devolver o inédito ao conhecido, como se diante de uma presença que nos desloca fosse preciso imediatamente vestir o susto com as roupas antigas da própria história, e é nessa pressa que imagino o complexo como uma espécie de força entrópica, não porque Jung o tenha nomeado assim, mas porque sua repetição tende a recolher o que chegou estranho, excessivo ou ainda sem nome e reorganizá-lo dentro de um repertório familiar, até que aquilo que poderia ter aberto uma diferença comece novamente a parecer conosco.
Volto a uma frase sublinhada na manhã anterior e encontro a página ainda aberta sobre a mesa, uma pequena dobra no canto, algumas palavras cercadas a lápis e o resto aparentemente intacto, embora eu saiba que alguma coisa já não está no mesmo lugar, porque há leituras que não deixam lembrança clara do instante em que nos tocaram e mesmo assim começam silenciosamente a alterar a margem pela qual reconhecemos aquilo que aconteceu conosco.
A violência da interpretação
Penso então na velocidade com que a psique procura devolver o inédito ao conhecido, como se diante de uma presença que nos desloca fosse preciso imediatamente vestir o susto com as roupas antigas da própria história, e é nessa pressa que imagino o complexo como uma espécie de força entrópica, não porque Jung o tenha nomeado assim, mas porque sua repetição tende a recolher o que chegou estranho, excessivo ou ainda sem nome e reorganizá-lo dentro de um repertório familiar, até que aquilo que poderia ter aberto uma diferença comece novamente a parecer conosco.
July 13, 2022
We are the champions and we jerk the fight ‘til the end!
Displaying 1 - 3 of 3 reviews



