Como curar os machucados de uma pessoa que teme ser tocada? Desde cedo, a cautelosa e insegura, Yarin Davies lida com o preconceito por possuir uma rara doença na pele. Ao confiar em quem prometeu amá-la apesar disso, se arrependeu amargamente. As graves consequências a levaram para a Coreia do Sul, onde tenta se recuperar através da fé, mas não sabia que teria tantos desafios numa cultura que valoriza demais as aparências. Ao perder um estimado livro da sua Universidade, cruzou seu caminho com o do irlandês Theodor Delacroix e do coreano Lee Kwan. Os três escondem segredos dolorosos e tentam fugir de traumas passados. Em meio a dramas psicológicos, problemas familiares, reconstrução de relacionamentos frustrados, uma luta interna leva alguém ao limite. Daria um passo ao seu fim ou permitiria o Amor lançar fora todo medo?Volume 1 da Duologia Yarin DaviesLeitura +14 temas sensíveis (Depressão e tentativa de suicídio)
Eu acredito que livros tem o poder de mudar a vida das pessoas. Se não fosse assim, Deus não teria deixado uma grande biblioteca para nós. A Sua criatividade é dada a muitas pessoas com o propósito da Sua glória. Mesmo o menor dos livros pode ter um impacto sobre as pessoas se feito com o coração no lugar certo. No entanto, os livros, diferente de outros meios criativos, são formados a partir de degraus de literatura e língua (nesse caso, portuguesa) que não podem ser pulados, do contrário, a obra não atingirá o seu propósito de maneira integral. O Livro Perdido de Yarin Davies para mim, é um exemplo disso. Um livro que nasceu com uma história muito interessante e sem dúvidas, importante para a autora, como ela mesma relata em suas notas. No entanto, sinto que muitos degraus foram pulados e dessa forma, não consegui aproveitar o livro como deveria. Não tenho nenhuma intenção de ser dura com a autora, mas a falta de coesão nas frases e gramática errada me doeu várias vezes durante o livro, que até pensei em parar de ler por estar tão agoniada. Enquanto lia, pensei que talvez a vontade da autora fosse mesmo de escrever um filme que um livro, a estrutura da narrativa e dos diálogos estão mais próximas de um roteiro que uma obra literária. Mesmo com esses (grandes) obstáculos, a história me impulsionou a continuar.
O LPYD é uma história com desenvolvimento de personagens para ler no tempo livre, como uma série clichê da Netflix. Achei tranquila, mas, ao mesmo tempo, com alguns buracos. Devo comentar que, por mais que seja inspirado em um dorama e a intenção é para ter essa "vibe", fiquei um tanto decepcionada por não ter nomes brasileiros, mesmo com personagens do Brasil. De qualquer forma, eu gostei muito como a autora tratou dos assuntos de Deus. Diferente de alguns livros, ela não teve medo de falar explicitamente sobre o verdadeiro dia a dia com Deus e de falar Sua verdade. Esse foi um bom ponto para mim. Tratar de assuntos de saúde mental não é fácil, e acho que Katluryn fez um bom trabalho com esse tema. . O que mais me deixou frustada foi a falta de desenvolvimento da personagem principal. Parece que ela continuou a mesma pessoa no começo e no fim do livro, as poucas mudanças que tiveram nela não foram evidenciadas. Achei que em algum momento ela pararia de pensar nas questões amorosas e deixaria ter sua vida restaurada por Deus, como outros personagens. Mas isso é apenas o meu desejo e visão de vida, e prefiro acreditar que não acontecer isso tem algum desfecho importante no segundo livro.
Apesar das coisas que me deixaram agoniada no livro, a história realmente me prendeu. Não do tipo de ficar pensando sobre ela, mas de sempre pensar em pegar no livro quando surgia um tempo livre. Eu gostei, e acho que muitas/os adolescentes (e outras faixas etárias também, mas principalmente eles) podem ser edificados com esse livro. E por isso, dei uma chance para o livro 2. Estou nos primeiros capítulos e senti uma melhora na questão literária, o que me deixa bem feliz pela autora e por sua carreira.
? Um vaso quebrado consegue reconhecer outro que também está em pedaços."
Confira os gatilhos antes de lê-lo!
Confesso que quando fui convidada pela Tati para ler o livro dela fiquei muito feliz pela oportunidade mas um pouco receosa quando vi que era um romance e ficção cristã pois nunca tinha lido nada do gênero e digo com convicção que não me arrependo!
A história vai muito além do que eu imaginava, é um livro que toca seu coração com a vida e luta dos personagens, tudo o que eles sofreram e ainda assim como tentam viver mesmo com o passado tornando tudo mais difícil. Yarin, Theodor e Lee Kwan me marcaram com sua força apesar dos traumas ??
É lindo ver também como a fé move as pessoas para frente, como elas se apoiam em suas crenças para tentar continuar.
Além de abordar assuntos importantes como racismo, autoestima, problemas psicológicos, traumas passados; é muito bem escrito com um desenvolvimento maravilhoso de cada personagem e uma ambientação maravilhosa!
Me emocionei e chorei muito no final desse livro, foi uma experiência maravilhosa com lindos ensinamentos, e mesmo que você não seja ligado a religião (como eu não sou) vale muito a pena ler esse livro! Deixo aqui a minha recomendação dessa obra maravilhosa.
Ganhei esse livro de uma amiga, pq também sou maranhense e cristã hahahaha O que dizer sobre um romance cristão? Não é focado no romance e sim na evolução dos personagens. Mas, apesar de prometer algo emocionante achei o desenvolvimento dos personagens bem fraco. A Yarin é uma moça dramática, bem no estilo dorama, que é uma das características da escrita. Porém, esse estilo só funciona em doramas mesmo, pessoalmente falando. Cheios de estereótipos, algumas frases problemáticas, um mocinho que parece ser perfeito (Lee) mas me passou uma vibe meio esquisita o tempo inteiro. Me lembrou o Ryle de "É assim que acaba". Além disso, todo a explicação sobre a Yarin ter convencido os pais a mudaram pra Coréia do Sul pq foi magoada foi bem irreal. Por mais que meus pais me amem e queiram me proteger, não acho que eles mudariam de país. Enfim, sei que é ficção, mas esses foram meus pensamentos durante a leitura.