Na Espanha franquista do pós-guerra, inúmeras crianças órfãs ou abandonadas cresceram em abrigos do Auxílio Social. Desamparadas e longe de suas famílias, os tempos são duros para elas e os momentos de alegria, raros. Pablito, Adolfo, Peribáñez e muitos outros aprenderão nessas difíceis condições o que é medo, crueldade e vingança, mas também amizade e fraternidade. Eles criarão laços indissolúveis que lhes permitirão tornar-se os homens do amanhã. Mestre da autobiografia, Carlos Giménez é o pai de uma obra repleta de humanidade que marcou gerações de autores que o seguiram. Paracuellos ganhou praticamente todos os prêmios de quadrinhos da Europa, incluindo Melhor Álbum no Festival de Angoulême em 1981 e o Prêmio do Patrimônio, na edição de 2010 do mesmo evento.
Madrid, 1941, es el autor más importante de la historieta española de las últimas tres décadas. Cronista de la transición política en la trilogía España Una, España Grande y España Libre (1976-1977) y autor del mejor retrato interior del mundo del cómic español en la serie Los Profesionales. Asimismo, es el máximo exponente del tebeo autobiográfico con la serie Paracuellos y en obras como Barrio o Rambla arriba, Rambla abajo.
Además ha realizado, a lo largo de su dilatada carrera, comics de diversos géneros como Dani Futuro, Delta 99, Hom, Koolau el leproso, Érase una vez en el futuro, la serie Sexo y chapuza o, más recientemente, Jonás.
Um quadrinho pesado e ao mesmo tempo leve e prazeroso de ler.
O autor é muito habilidoso em retratar a realidade dura vivida pelas crianças abandonadas dentro dos abrigos do Auxílio Social durante a ditadura franquista, passando fome, frio, maus tratos, mas sem deixa de trazer o alívio cômico das relações entre as crianças, dos laços de amizade e dos esforços feitos por elas para tornar a vida um pouquinho melhor.
Recomendo fortemente, tanto para quem quer dar boas risadas quanto para quem quer refletir e conhecer um pouco mais esse fragmento da história do autor e da Espanha.
Paracuellos me atingiu já em suas primeiras páginas. Carlos Giménez consegue, brilhantemente, mesclar o humor e o drama para retratar sua infância em abrigos do Auxílio Social na Espanha franquista do pós guerra. O peso da constante violência presente em tais abrigos, somado à rigidez católica, e contrastando com a inocência e os sonhos dos meninos que partilharam tal experiência consigo, cria momentos onde é difícil não sentir um nó na garganta, e outros onde é inevitável não se pegar sorrindo. O traço de Giménez também tem grande peso na obra. Embora seja simples, às vezes sendo inclusive difícil diferenciar os meninos ali representados, há algo de único em sua forma de desenhar.