Ideias referentes à economia e ordem social foram preocupações centrais da igreja cristã primitiva, mas os teólogos e estudiosos modernos têm prestado pouca ou nenhuma atenção para essas questões como questões teológicas importantes. Este estudo brilhante e completo é uma história dos pontos de vista que os cristãos têm tido sobre a origem, o significado e o uso da riqueza. Justo González examina as ideias, crenças e ensinamentos dos cristãos primitivos sobre o uso do dinheiro, a propriedade, a partilha comunitária e os direitos e obrigações dos ricos e pobres.Este trabalho profundo, esclarecedor e altamente legível é uma grande contribuição para o estudo da história do pensamento cristão. Ele demonstra claramente que as questões de economia e justiça social são preocupações teológicas centrais, profundamente enraizadas na doutrina e tradição cristãs.
Justo L. González, author of the highly praised three-volume History of Christian Thought and other major works, attended United Seminary in Cuba, received his MA at Yale, and was the youngest person to be awarded a PhD in historical theology at Yale. He is one of the few first generation Latino theologians to come from a Protestant background. He helped to found the Association for Hispanic Theological Education and the Hispanic Theological Initiative. Dr González is now on the faculty of the Interdenominational Theological Center in Atlanta.
Gonzalez is impressively thorough in his pursuit of understanding the early church's view of the intersection of faith and wealth. In particular, his attention to the context surrounding each Church Father's writing is noteworthy.
A clear theme emerges from unified voices: wealth is to be shared. "To accumulate wealth is to pervert it, not only because real wealth must always be moving and active, but also because the purpose of wealth is to meet human need." (p.228)
Practically, "one should keep for oneself only what is necessary and give the superfluous to the needy." (p. 227)
Excelente obra que apresenta o que os cristãos pensavam sobre riqueza nos quatro primeiros séculos da era cristã.
O autor inicia remontando o que os antigos pensavam sobre riqueza: gregos e romanos. Em seguida, discute o período anterior a Constantino, apresentando o pensamento da igreja primitiva e dos séculos II e III. Em geral, o pensamento desse período sugere que os cristãos devem ser generosos na doação e cuidadosos na administração. Idealizava-se a atitude de propriedade em comum de Atos 2, sendo que alguns sugeriam que a doação era ato de penitência e compensação do pecado.
Com a conversão de Constantino, o cristianismo passa a se a associar e dispor de riqueza e poder. Em contraponto, surgem movimentos de resistência ao império e afastamento monástico. Os pais capadócios defendem o cuidado com os necessitados. Ambrósio, Jerônimo, Crisóstomo e Agostinho defendem a doação e generosidade, com diferentes ênfases e percepções sobre a natureza da propriedade privada.
Em geral, os cristãos não afastavam a fé das preocupações com o uso do dinheir, condenavam duramente usura e avareza e sugeriam o cuidado com os pobres como forma de honrar a Deus.
This book was laborious and painful to read. Not because of the writing, which I would consider merely sufficient to not bore me to death, but because the material is so disgusting and against my instincts: appeals to nature for ethics, common humanity for solidarity, equality for all as biblical etc. ad nauseum. Otherwise a decent history book, though with some obvious bias and essential topics left out (slavery).
This is an extensively research, well-organized, and deeply insightful study. Gonzalez has a remarkable grasp of the history and the key issues involved. He focuses on the issues from a thoroughly theological perspective while no losing sight of the socio-cultural context of the period and the various figures studied. It is a landmark work.
Este livro poderia ter sido chamado 'História do pensamento econômico cristão nos séculos I-V'. É mais histórico do que teológico; mais expositivo do que propositivo. 1/3 do livro é sobre o contexto da filosofia clássica e economia romana; 1/3 sobre o pensamento cristão antes de Constantino e 1/3 sobre autores depois dele.
O autor se aprofunda no pensamento antigo com muitas referências e citações. A leitura é um pouco lenta, e exige um olhar cuidadoso. Contudo, a linha narrativa é objetiva e trata consistentemente dos mesmos três temas: koinonia, o acúmulo de riquezas o cuidado dos pobres ao longo do início do cristianismo.
O livro é extremamente profundo e bem embasado, mas pouco prático. Não leia para querer 'lições de vida' sobre lidar com riqueza e pobreza, mas sim para aprender mais sobre como cristãos primitivos pensavam sobre isso. Para amantes de história, é um livro sensacional. É uma obra preciosa em língua portuguesa. Para pessoas práticas e com pouco tempo livre, é menos urgente.