Nos anos noventa era modinha mudar os heróis, todos os principais heróis - e alguns nem tão principais assim - mudaram; na DC, o Batman deixou de ser o Bruce Wayne, o Superman morreu e surgiram outros quatro no lugar, a Mulher Maravilha deixou e ser a Diana; na Marvel, depois das mudanças no Capitão e no Homem de Ferro, foi a vez do Thor.
O Thor, num primeiro momento, foi fundido de corpo e alma ao Eric Masterson, e, num volume que ainda não entrou na promoção do vintão, depois foi banido de Asgard pelo Heimdall, enquanto o Odin dormia. Não fica muito claro o porquê, mas o Thor matou o Loki (anos 90, né?). Porém, de alguma maneira, Ericão continuou digno de empunhar o Mjolnir e virou um Thor barbudão e com um uniforme mais diferentão.
Ao longo desse volume, o Eric passa o tempo todo se recriminando por não ser o Thor de verdade, o que é bem chato, e nunca parece crescer no personagem, o que meio que vai contra a premissa da dignidade necessário para erguer o Mjolnir, mas sei lá.
Muita coisa acontece; o Hércules dá umas aulas de heroísmo pro Thor; a Encantor acha um novo Executor; o Thor do século XXVI - e de um clip dos Scorpions -, o Beta Ray Bill e o Thor/Eric se unem contra Zargo, o homem do amanhã, numa história bem meia-boa; o Eric é enganado pelo Mephisto, vai até o Inferno recuperar o Mjlonir e descobre que a alma do Thor está exilada lá; um detalhe rapidamente esquecido porque é hora da Tempestade Galáctica; depois o Thor/Eric volta pra Asgard para, com a ajuda da polícia de Nova Iorque, deter um ataque à cidade dourada.
No geral, pega recuperação e não sei se passa de ano, é bem meia boca, especialmente pelo constante mimimi do Eric, talvez no futuro ele se torne um herói realmente interessante, mas até o momento é bem sem graça.