Ziauddin Yousafzai luta, há mais de vinte anos, pela igualdade de gé inicialmente pela sua filha, Malala, e depois pelas raparigas de todo o mundo que vivem em sociedades patriarcais. Desde muito jovem, sentiu que homens e mulheres são iguais e quando foi pai de uma menina, Malala, decidiu que ela haveria de estudar, algo que na sua terra natal, Swat Valley, no Paquistão, era um privilégio exclusivo a rapazes. a sua determinação levou-o a fundar uma escola que a filha pudesse vir a frequentar. Quando, em 2012, Malala foi gravemente atingida a tiro pelos talibãs, por continuar a frequentar a escola do pai, Ziauddin quase perdeu a pessoa por quem decidira lutar em prol da igualdade. Este livro fala-nos da vida de Ziauddin, desde quando era um rapazinho gago criado numa pequena aldeia de montanha no Paquistão, até se tornar no ativista pela igualdade em todo o mundo. Seria também o pai da pessoa mais nova a receber o Prémio Nobel da Paz - Malala, uma das jovens mais influentes e inspiradoras dos nossos dias. Contado através de retratos íntimos de cada um dos membros da família de Ziauddin - como filho, pai, marido e irmão este é um relato sobre o que significa amar, ter coragem e lutar pelo que é justo e correto. Uma abordagem pessoal nos seus pormenores e universal na sua temática, esta obra notável demonstra porque todos nós devemos continuar a lutar pelos direitos das raparigas e das mulheres em qualquer parte do mundo.
“O meu pai sempre se orgulhou de mim. Acreditava em mim mais do que eu acreditava em mim própria. E isto dava-me a autoconfiança necessária para acreditar que seria capaz de fazer tudo e mais alguma coisa.”
“Vive num mundo de romance, num mundo de amor pelas pessoas, num mundo de amor pelos amigos, pela família e por todos os seres humanos.”
Com um pai assim, voar não é opção, é imposição 😉👍
Para quem leu "Eu, Malala" ou conhece a história de Malala Yousafzai, provavelmente questionou-se como é que um pai deixou a sua filha, uma jovem, falar para um país sobre a educação das raparigas, enquanto recebia ameaças de morte. Como é que deixou a sua filha continuar a fazer discursos e ser uma ativista a frente do mundo, após quase ter morrido num atentado, as 14 anos?
As respostas estão neste livro! Através deste relato de Ziauddin Yousafzai. Encontramos a história de um homem que cresceu numa sociedade patriarcal e vai querer ultrapassar isso na sua vida familiar. Mas também conta a sua luta, os seus sucessos e os obstáculos que enfrentou, pela educação e os direitos humanos, especialmente das mulheres, para terminar com uma sociedade patriarcal do seu país.
Um relato interessante, muito simples de ler e que nos deixa a pensar no mundo em que vivemos e o que podemos fazer no futuro. E questionar, o que podemos fazer na nossa família? O que podemos fazer pelos mais jovens? O que podemos fazer para a nossa sociedade e mundo?
"No início de cada dia, o meu pai, o meu irmão e eu tínhamos direito às natas do leite. No final do dia, as partes mais suculentas do frango eram para nós. A minha mãe gostava de fazer ao meu pai a omelete preferida dele, que guarnecia com pepinos cortados às rodelas e tomates apanhados nos campos. Mexia os ovos com a nata do leite. Quando chegava o momento da refeição, a minha mãe e as minhas irmãs não se sentavam à nossa mesa. Comiam noutra divisão. As minhas irmãs usavam sapatos remendados, esfolados e muitas vezes a caírem aos pedaços, mas os meus eram novos, com as tiras de couro fortes e firmes contra os meus pés."