Um livro sobre feminismo e também sobre liberdade.Este é um livro sobre feminismo através do olhar amoroso, da acolhida generosa, do entendimento de que este é um assunto de todas, todos, todxs nós. Não pretende ser uma bíblia do feminismo, mas sim, uma conversa, um abraço, um ponto de apoio, um boas-vindas pra quem acaba de chegar, um "que bom que você está aqui" pra quem já anda cansada de lutar. Escrito em tom de conversa, traz referências, sugere reflexões e desfaz o medo. Sin perder la ternura. "Manuela nos oferece nessas páginas o seu caminho, até, como dizia Simone de Beauvoir, se tornar a mulher que é alguém que pode até não ter um selo de 'cem por cento feminista' – como se isso existisse – mas que, todos os dias, busca fazer diferença na igualdade, não só entre meninos e meninas, mas, principalmente, entre a gente, que cresceu ouvindo que 'mulher não é amiga de mulher'". – MARIA RIBEIRO
Valorizo o trabalho da Manuela, mas, não vejo livro nessas edições dela. Não sei dizer a razão exata, mas acho a Manuela sempre paternalista explicando conceitos políticos e feministas básicos que tem sido ensinados com frequência desde a nova onda feminista. Também acho que, na tentativa de falar a todos e todas, ela soa com falsa modéstia, ou falsa simplicidade. Claro, me soa assim, mas, como não conheço a autora, não sei dizer se é só minha percepção, se é o contexto histórico que vivemos e que tem me feito duvidar até da minha sombra, ou se é o mercado editorial que só quer vender e vê público pagante em tudo. Cansa. Mas, gosto muito quando ela cita vivências familiares, quando analisa, ainda que brevemente a história da avó e do avô, quando expõe a visão de si mesma, em texto de redes sociais. O livro tem a ideia de interatividade, como se a gente estivesse ajudando a autora a escrevê-lo, embora não esteja. Vejo muito isso nos livros dos adolescentes, e tenho visto em algumas poucas publicações pra adultos: ela faz uma pergunta e pede que "contemos"pra ela nosso comportamento, ou "listemos pra ela"nossas mudanças ou nossas mulheres inspiradores. Não gosto. Parece (e isso deve ser mesmo) que é pra encher miolo de livro que falta conteúdo. E daí me vem de novo a ideia de desonestidade intelectual. Li de uma vez só, logo assim que acabei Os Testamentos da Margaret Atwood. Embora pareça rápido, achei difícil de ler por conta das questões acima. Depois de 2019, a sensação que eu tenho é que estamos numa ciranda gigante mesmo, e que vai ser difícil alguma mudança no Brasil enquanto for assim.
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Mauela expone el movimiento del feminismo desde el amor y las nociones básicas de por qué es importante y necesario esta lucha. Creo que es un buen libro para acercar a cualquier persona al feminismo, aunque personalmente creo que me hubiera gustado que expusiera un poco más sobre los tipos de feminismo que existen, por ejemplo, pues es un tema del que habla de manera un poco superficial. Es un libro ameno y fácil de leer, además de que ayuda a reflexionar sobre las propias vivencias y cuestionarnos varias imposiciones que aún existen en nuestra sociedad.
Mesmo conhecendo a Manuela e sabendo de seu alinhamento político admito que comecei a ler ele com um pé atrás, pé atrás causado por conta do prefacio, que por mais que seja interessante, acho que talvez pudesse ter sido feito por alguém mais politizado (não tenho nada conta a Maria Ribeiro apenas achei o texto dela raso). Tendo dito isso, gostaria de dizer que gostei do livro e me surpreendi positivamente com a posição de Manuela dentro do movimento feminista (ela mesma se intitula enquanto feminista marxista) e me vi concordando com muitas de suas falas, sobretudo quando ela reconhece que a luta do feminismo branco e feminismo negro nunca andou lado a lado, já que desde sua criação o feminismo lutava pelo direito de mulheres brancas de classe média (fiquei muito feliz quando ela fala sobre como, principalmente no Brasil, o feminismo negro é de suma importancia). Também gostei de quando ela discorre um pouco sobre como, na visão dela (e na minha também) o feminismo radical é algo que não faz sentido pois se esquece de inúmeros fatores que acho que não cabe a mim citar nessa review. O meu "problema" com esse livro é que por mais que eu concorde com as visões de Manuela sinto que esse livro é na realidade um grande prefacio para algo que poderia ser maior e mais aprofundado, sinto que ela quis abraçar tantas pautas, mas tantas pautas que no fim não conseguiu abraçar nenhuma delas. Ok de fato já dá para imaginar que não vai ser nada muito aprofundado pois é um livro pequeno (160 páginas), então eu já esperava que fosse um livro com foco introdutório, mas ainda assim ele é muito raso. Sinto que a Manuela aborda muitos assuntos, e sim são assuntos que devem ser abordados, mas não discute nenhum deles. Sinto que até para um livro de introdução ao pensamento feminista ele fica muito aquém, principalmente quando eu lembro do, na minha opinião, melhor livro de introdução ao feminismo que é o "O feminismo é para todo mundo" da eterna Bell Hooks, que mudou toda a minha visão do feminismo e possui apenas 15 páginas a mais do que esse da Manuela. Mas algo que eu gostei muito no livro é que diferente de algumas discussoes sobre o feminismo, Manuela discute sobre o feminismo pensado no contexto do Brasil. Minha conclusão é a de que sim vale a pena ler este livro, até porque a Manuela traz algumas reflexões pessoais bem interessantes, mas se tratando de se aprofundar do feminismo acho que este não é o livro.
A Manuela é uma pessoa incrível, assim como esse livro. O fato de ela reconhecer seus privilégios durante todo o livro é de suma importância, mas o mais importante foi ela reconhecer, por exemplo, que o feminismo negro não é seu lugar de fala e, por isso, indicou diversas autoras feministas negras para falar sobre essa vertente. Além disso, ela escreve com uma linguagem simples e esse vai ser sempre um critério muito importante para mim: se fazer compreender não importando qual a classe social, educacional ou etária do leitor. Não excluir as classes menos favorecidas é importante para diminuir a desigualdade no mundo. Nessa discussão em específico (feminismo), o uso de uma linguagem mais popular é de extrema importância para desmistificar todas as ideias negativas pré-concebidas por parte da população quando ouvem a palavra FEMINISMO, visto que faz com que uma leitora - ou leitor! - leiga no assunto entenda o que é o movimento, quais suas lutas e quais seus desafios. Entretanto, o livro perde 1 estrela porque os capítulos não conversam um com o outro, o penúltimo pode ser colocado no lugar do terceiro e nada muda. Outro fator negativo é o livro não apresentar uma conclusão. O último capítulo acaba e pula direto para uma espécie de “notas da autora” - que são nada mais que todas as notas de rodapé do livro inteiro em uma única página. Faltou um fechamento para o assunto, uma conclusão que retomasse a questão principal abordada (por que lutamos?). No mais, não tem defeitos. Em suma, o livro tem uma importância extraordinária para a população como um todo e eu recomendo que todos leiam. É uma luz de esperança. Uma conversa que transcende classes sociais e abre nossos olhos para a opressão e desigualdade de gênero sofridas por nós diariamente.
Sugiro esse livro para quem quer começar a entender e estudar sobre feminismo.
Manuela D'Ávila direciona esse livro a mulheres. Na composição de seu texto, apresenta seus estudos teóricos, dados estatísticos e não esconde sua história e militância no Partido Comunista do Brasil. O que deixa muito mais claro seus pontos de partida à leitora e ao leitor de seu livro.
Embora de linguagem simples, o livro apresenta sinteticamente importantes conceitos feministas, em especial, explicando o feminismo enquanto uma antítese à solidão.
A escrita da autora possibilita que sua leitora em potencial dialogue consigo própria e sua história. Desde exemplos que perpassam situações de assédio, socialização infantil com padrões sexistas, e questões de raça e classe que se entrelaçam ao feminismo. Também é importante aos homens que o leem, para que iniciem uma compreensão e construção de empatia mais concreta para com as lutas feministas. Que também são nossas.
A Manuela escreve de um jeito bem fácil de ler, bem acessível, para realmente todos os públicos e, acredito eu, esse seja o maior trunfo desse livro.
Funciona como um livro introdutório ao tema do feminismo. De fato, em nenhum capítulo temos um aprofundamento ou um esgotamento do assunto, é mais para apresentar alguns temas a um público que, talvez atraído pela autora, famosa, figura pública, esteja querendo conhecer o tema ou apenas com curiosidade sobre.
E sendo entendido como uma obra introdutória ele realmente funciona muito bem, pois trás conceitos de termos comuns do assunto, além de remeter leitor a outras obras mais aprofundadas.
gostei muito do primeiro livro da manuela, mas esse me incomodou demais. além de passar uma visão muito paternalista sobre feminismo, traz um ponto de vista muito superficial, que beira o senso comum.
por mais que se proponha a ser um livro de “apresentação” do movimento, acho que é muito fraco até pra isso. acredito muito que dá pra ser popular e atingir pessoas menos informadas sem esvaziar a discussão como foi feito.
tem alguns bons apontamentos, mas, no geral, não acho que é uma leitura muito proveitosa.
Falar sobre feminismo também é falar sobre liberdade
Livro em forma de conversa que nos abraça, ao mesmo tempo em que nos aproxima do feminismo ao mostrar exemplos vividos pela autora ao longo de sua jornada, enquanto mulher, trabalhadora e mãe, em nossa sociedade machista e excludente.
Apesar da linguagem acessível, não deixa de lado questões e dados relevantes para a discussão dos temas trazidos, proporcionando reflexões que nos inspiram à seguir lutando pela vida e suas formas de expressão, mesmo que essas formas nem sempre coincidam com o nosso modo de viver.
Acho que a Manuela é um nome evidente na política brasileira e me surpreendeu positivamente ela assumir que é feminista-marxista. Gosto de alguns pontos que ela traz no livro com dados sobre violência contra mulher no Brasil, assédio, violência contra LGBTs e a sua própria posição com o feminismo radical. O que me incomoda um pouco é que tudo parece meio raso, não gosto do discurso de feminismo ser amor ou algo assim. Acho que gostaria de ter lido esse livro quando eu era mais nova.
Foi o primeiro livro sobre feminismo que li e simplesmente amei demais! Feminismo é um assunto que sempre tive interesse e que queria me aprofundar e aprender mais sobre, e acho que pra começar esse livro foi maravilhoso. Curto, rapidinho de ler mas com um conteúdo bem informativo e com várias reflexões sobre o assunto!
Um ótimo livro para quem (assim como eu) quer começar a entender melhor a importância do feminismo! A leitura é muito fácil e fluida e nos convida a fazer reflexões interessantes, dedicando um espaço para que a gente escreva nossas próprias experiências e pensamentos!
a manu constantemente reconhece seus privilégios e mantém o lugar de fala. também consigo me relacionar com alguns tópicos pessoais abordados. no geral é um ótimo livro introdutório sobre o feminismo.
Ao mesmo que a Manu traz o feminismo de uma forma didática, ela trata o assunto com um “chute na cara”. De forma super explicativa a narrativa é de fácil compreensão e muito rica em termos usados em discursos feministas. Manu traz mais um motivo para amá-la
Um livrinho carinhoso que simula uma conversa com Manuela. Certamente, o conteúdo é apresentado de forma bem superficial mas lembrarei dele quando sentir a sede em alguma pessoa que costumava temer os feminismos, talvez, amoroso desse jeito, seja uma ótima introdução. (3.5 ☆)
Apesar de bem básico. Possuí bons tópicos para discussões e para dispersar interesses mais profundo no tema. Classicistas como um livro esclarecedor para iniciantes nas discussões do feminismo.
ele é aquele livro super basicão e simplista sobre feminismo. não achei ruim, só acho que é introdutório mesmo. é um livro que recomendaria pra quem tem medo do feminismo, não sabe que há mais vertentes e que não entende os conceitos mais “básicos” dele. ansiosa pra ler mais trabalhos dela.
Gosto muito de como a Manuela escreve de um jeito simples e fácil, mas achei o livro meio básico. Sabe quando você conhece uma mulher que não se identifica como feminista, mas com um pouco de conversa talvez daria pra trazer pro bonde? Acho que esse livro seria massa para essa mulher.
Trata os muitos feminismos de maneira simples e didática. Pra mim foi surpreendente repensar o papel dos contos de fadas extremamente machistas, incentivando a cultura do estupro e o aceite de abusadores em nossas vidas. Obrigada Manu
O livro responde a questão a que se propõe: por que lutamos? Mas achei bastante raso. Esperava mais de um livro escrito por Manuela D’ávila. Leitura rápida e concisa.