O tigre na sombra é um romance impactante. Lya Luft, de maneira surpreendente, cria um universo de mistério, magia e dramas humanos muito reais, com os quais o leitor se identificará e se emocionará. Apresentando personagens marcantes e um final extraordinário, a veterana Lya Luft consegue aqui se renovar e, ao mesmo tempo, manter intacta sua magistral capacidade de contar histórias em uma linguagem suave e acessível, apesar das temáticas intensas e profundas que sempre lhe são tão caras.
Lya Luft was a Brazilian writer, a novelist, a poet, a prolific translator (working mostly in the English-Portuguese and the German-Portuguese language combinations) of German descent. She was also a college professor of linguistics and literature.
A história me deixou de olhos marejados em muitos momentos
Avaliação: 4 estrelas (adorei); Leitura nº 38 do ano de 2022.
“A vida é assim, para ela tudo era como nos oceanos, um vaivém, vaivém, em que as horas felizes e as horas amargas se alternam, e se a gente escutar direito alguma coisa sempre faz sentido.”
“O Tigre Na Sobra” foi meu primeiro contato com a escrita da autora Lya Luft, e é daquelas primeiras leituras que fico pensando: por que demorei tanto para ler algo dessa escritora maravilhosa?
- A narrativa empregada nesse romance é de uma beleza poética diferente de tudo que eu já tinha me deparado na literatura. A forma com que a história é conduzida faz o leitor se comover e refletir muito.
A história tem poucas páginas, mas é de uma emoção tão forte e crua, faz-nos questionarmos sobre tantas coisas, sobre a vida.
- O livro retrata muito o cotidiano de Dolores, principalmente suas dores. A história caminha por grande momento de forma linear, de quando a personagem era criança, adolescente e adulta. Sobre família, amores, sobre dificuldades.
Dolores é uma menina que tem uma perna mais curta que a outra, e é doloroso de ler a diferença que a mãe trata as filhas. É forte a forma com que a autora desenrola a história.
Só tem um pequeno ponto que não me fez realmente amar a história, que foi o fato de que em certo momento a história focou muito na irmã, e o final de Dolores ficou corrido, senti falta de mais detalhes pro finalzinho.
Um curtinho pra aproveitar o embalo das leituras brasileiras acumuladas do final do ano passado. Nunca tinha lido nada da Lya Luft. Bem massa, direto, um resumão da vida e interações de uma pequena família. Tenso e direto na infância e sutil de cheio de nuances na fase adulta. Achei bem ok, mas acho que preciso ler mais dela pra entender melhor o "projeto literário" ou algo assim. Fiquei com a impressão que esse é quase um adendo ou um floreio no meio dos outros livros mais densos.
First work of fiction by the author that I've read in my Lya Luft mini marathon, heheheh. First thing I noticed, or that I remembered, is that she had already written, in more recent essays, that many questioned - and even criticized - her writing so much about death, to which she replied, simply: "I write about life. Death is only a part of it."
In fact, it's just a part, usually. In this book, however, death is perhaps the real protagonist, an avatar of Dolores outside the mirror. For people around Dôda, at any stage of his life, death, when it comes, is seen as an event, perceived and felt according to Dôda's own intimacy with that person. Nonetheless, for Dôda herself, death isn't an event, it's a... well, it's a way of life. She dies a little bit every day, with (or without) every relationship, with every disappointment. And, actually, it was precisely this omnipresence of death in the narrative that left me, at the same time, interested and melancholy.
P.S.: 3/158 is the number of pages with some happiness in the book.
"E o que alguém é, ninguém jamais sabe. Nem pais nem filhos nem amigos nem amantes, ninguém. Pois não conhecemos uns aos outros, sombras que se cruzam num corredor mal iluminado."
"A vida que imaginamos é uma casa transparente sem janelas nem saídas. A gente a constrói com palavras e silêncios, abraços e afastamentos, uma vida paralela a isso que parece o concreto cotidiano. Ali o amado não entra, a amada fica de fora, sombras e luzes como espectros dançam e acenam. Fora dessa casa de vidro existe outra vida, que chamamos real. Com pão e manteiga, aroma de café, lençóis úmidos de sexo, filhos correndo, pais envelhecendo, contas a pagar, cargos a ocupar, nomes e marcas e tráfego e sonhos e consumo, e sonhos de consumo. E dor."
Reli em 2 dias, de ontem pra hoje. Tenho quase certeza que esse foi o primeiro livro de gente grande mulher adulta que eu li, la pelos 14 anos. Na época eu achei que tinha mudado minha vida (o que pode ser verdade pra Ana de 14 anos). Relendo, percebi que é bem corrido e superficial mesmo usando uma frases com palavras bonitas pra parecer profundo. A história até é interessante, mas protagonista é bem simples personagens com 0 complexidade, em partes fruto da escrita da autora. Daria 2 estrelas, mas como fez parte do meu processo de amadurecimento como leitora, darei 3, não deixa de ser uma leitura que eu recomendaria
mais uma leitura dessa diva concluída, lya luft tem se tornado minha autora nacional favorita de ler ultimamente e estou tentando conhecer a obra dela como um todo, esse livro aqui foi um pouco mais diferente dos que eu li mas ainda caiu no meu gosto, quero partir agora pras poesias dela
Livro muito curto, senti que ainda tinha o que contar...Ao menos renovou a minha vontade de ler mais obras de Lya Luft,já que não tinha uma boa experiência antes. A metáfora do tigre com o interior da personagem em contraste com seu "defeito " físico é interessante.