Ronald Lewin was a British military historian, radio producer and publishing editor who has wrote several books on World War II and several of the WWII commanders like Lieut-General Vyvyan Pope, Montgomery and Rommel.
O trabalho de Ronald Lewin sobre os méritos e defeitos da personalidade mais importante do século XX (sim, não que superasse, em intelecto, tipos como Einstein ou Freud, mas o destino colocou na sua frente a maior máquina de guerra até então já vista, nas mãos de um megalomaníaco genocida que poria todos os feitos dos primeiros a seus serviços ou na lata de lixo se lograsse êxito em seus intentos. Seu desafio, e responsabilidade, diante desse contexto histórico inigualável o alçam a condição de fundamental apesar de seu brilhantismo mais “terreno” em comparação aos referidos) na gestão da máquina de guerra do conflito mais emblemático da história humana é de alta qualidade.
Esmiúça com profusão de detalhes as qualidades desse grande líder que o fizeram conquistar o respeito de seus comandantes do exército, ser reconhecido pela visão estrategista, pelo espírito aguerrido, destemido, pela argúcia e arrojo de suas ideias, pela devoção a democracia, pela lealdade a suas alianças e subordinados; mas não cai no erro de ser uma peça panfletária divinizando o personagem central. Aponta, sem meias palavras, grandes equívocos cometidos pelo Lorde da Guerra, a importância de seus auxiliares para evitar certas catástrofes, a dificuldade de se relacionar com uma liderança com um gênio tão forte e egocêntrica e a mania de se concentrar em operações secundárias e grandiloquentes que pouco contribuiriam para o bom caminhar da disputa nos termos britânicos. Porém o faz seguro de que tais equívocos não pesarão mais na balança ao se fazer o saldo final sobre o desempenho de Churchill, cuja farta documentação lhe é amplamente favorável a respeito de suas virtudes arrebatadoras.
Cai-se por terra a fantasia da argumentação de que o eterno primeiro ministro assumiu o posto somente por apresentar uma oratória mais afiada e um espírito mais combativo tendo a sorte de contar com uma equipe capaz já constituída pelo seu antecessor, o honrado Mr. Chamberlain, colhendo os frutos dessa ação sem precisar de grandes esforços.
Uma falácia. Fica bem claro, por meio de documentação histórica, pacientemente desfilada ao longo das paginas do livro, de que por mais que o time já estivesse escalado quase que por inteiro pelo antecessor isso não significava que estivesse bem escalado, com todos os jogadores atuando nas posições que melhor rendiam e nem que a estrutura do modelo de gestão implementado por Chamberlain fosse a ideal, portanto, a mais eficiente. Bom time sem organização pode ser levado ao desastre. A última Copa deu uma dolorosa demonstração disso...
Churchill soube perceber o que não funcionava no comitê de guerra formado e decretou mudanças que criaram uma máquina de guerra orgânica, coesa, objetiva. Acertou, praticamente, em todas as promoções e demissões que deu aval cujos efeitos puderam ser sentidos a longo prazo trazendo resultados que ajudaram a manter e elevar o moral das tropas e do povo britânico. Sem sua determinação, faro, capacidade analítica, visão macro, fé, inspiração fica evidente que a Segunda Grande Guerra poderia ter tomado rumo bem diverso e sinistro da que tomou.
A primeira metade do livro ao elencar esses fatos utilizando-se de um bom e, como já expresso, amplo material de pesquisa (uma das grandes forças da obra, sem dúvida) é competente ao prender a atenção do leitor. O estilo da escrita é bem fluída deixando a leitura ágil e agradável.
Porém, na metade final o leitor acaba se afogando em uma imensidão de números, de referências, relatórios, de termos técnicos que prejudica o ritmo, tornando a leitura maçante, cansativa. Certamente essa abundância de informações será tida como valiosa a um público mais segmentado, como por um aficionado pelo universo militar ou pela Segunda Guerra, mas ao leitor que prefere uma abordagem que se atenha mais ao um todo do que nessas especificações restritivas, por não está disposto a se sentir estudando uma disciplina que lhe é pouco cativante, mas, sim, de absorver conteúdo que lhe seja relaxante e digerível, será uma experiência penosa.
Complica ainda que o autor decide seguir caminho que abre mão da narrativa linear, que obedeça a sequência cronológica dos eventos históricos, em um jogo de vai e vêm que até consegue se manter compreensível na sua primeira metade, no entanto torna-se tarefa hercúlea montar o quebra cabeça e discernir o momento exato da linha temporal em que a narração decidiu manter o foco no capítulo que se lê. Um expert sobre o assunto e já saturado de consumir publicações do gênero que optam por abordagens mais óbvias podem até achar a estrutura atraente, contudo o próprio autor deixa claro que a narração pretende ser mais voltada ao público em geral ao preterir, em dado momento, a exposição de detalhes técnicos sob a justificativa de não se tratar de publicação adequada.
O resultado geral é satisfatório principalmente por causa das primeiras páginas, talvez o período de maior empolgação e entusiasmo do autor, entretanto a segunda parte, infelizmente, deixa o ritmo e a inspiração caírem tenebrosamente para decepção do hipotético leitor que talvez já se felicitasse em ter achado uma boa leitura pela ótima impressão que tivera com o que já havia lido.
Para quem gosta do assunto, já possui certa familiaridade e é admirador de Churchill, é uma obra que, ainda assim, vale a pena, contudo aos que necessitam de uma introdução mais simples sobre essa época, não se trata de uma obra fundamental. https://cartolacultural.wordpress.com...
"Excuse me, sir, but if I can help it not one American soldier is going to die on that goddamn beach!"---General George Marshall, yelling in opposition to Churchill's plan to invade the Island of Rhodes CHURCHILL AS WARLORD is absolutely brilliant. British military historian Ronald Lewin has made a detailed assessment of the mighty man's triumphs and failures, on both the European and Pacific fronts. Winston was at his best when he was at bay. He was right that the Royal Air Force, The Few, could defeat the Luftwaffe over the skies of England. Even while shipping losses mounted he insisted the lifeline to America be kept open and the Battle of the Atlantic would come out in Britain's favor. In 1941 he made the painful but correct decision to strip the United Kingdom, still reeling from the Blitz, of tanks and send them to the North African desert to fight Rommel. When Churchill was wrong on military matters, oh my God! The disastrous Anglo-French campaign in Norway, launched when he was First Sea Lord, was his blunder. The wretched and dolorous invasion of the Italian mainland in 1943, which Winston had foolishly dubbed "the soft underbelly of the Axis" (Anzio was his idea) proved costly and nearly wrecked the Normandy landing. The repeated failures to stop the Japanese, whom Churchill called "the wops of East Asia", from advancing from Hong Kong to Burma, owed a large part to his racism. Churchill always favored the end run and surprise attack in war, just like his nemesis Hitler, without stopping to think of the consequences or dreaming of failure. Lewin has produced an enlightening and entertaining account of the victories and foibles of a great commander.