"Aquenda, o amor às vezes é isso". Apenas pelo título é possível que o leitor consiga prever o que o aguarda ao conferir o primeiro livro da poeta recifense Luna Vitrolira. Ao longo de 77 páginas, a escritora desconstrói o amor romantizado, baseado na idealização da "outra metade". Para quem ainda não a conhece, Luna já declama seus poemas em eventos de todo o Brasil desde os 15 anos. Seu trabalho chegou aos ouvidos de gente como a crítica, escritora e pesquisadora Heloísa Buarque de Holanda, que assina o prefácio desta obra de estreia. Sua iniciação no mundo editorial veio depois da insistência de admiradores.
"Sempre me interessei pela poesia enquanto comunicação. Dizer um poema olhando nos olhos das pessoas me encanta muito mais do que, simplesmente, deixar um livro na prateleira de uma livraria para ser lido quando o leitor tropece nele. Mas comecei a receber alguns questionamentos de pessoas que queriam levar isso para casa e ler depois, sozinhas, sem que seu estivesse manipulando as emoções. De fato, a declamação tem isso: eu que dou a entonação, compreensão e sentido ao texto. Quando pega o livro, a pessoa tem outras milhões de possibilidades. Isso foi me convencendo", explica.
“CORAÇÃO UM ÓRGÃO OCO QUE SE ALIMENTA DE SANGUE E UMA HORA ENFARTA" ler AQUENDA faz a gente se sentir como se estivesse sendo atingido por uma onda de sentimentos. mas ouvir a Luna declamar esses poemas ao vivo, é uma coisa de outro mundo, é uma tsunami completa sim, são poemas que falam de amor, mas todos os tipos de amor. amor que todo mundo sente, amor que só alguns sentem, amor de verdade, amor de mentira, amor construído, amor tirado a força, amor bonito, amor feio, amor