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Tempo de Espalhar Pedras

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Uma vila desgastada pelo garimpo é controlada por um inclemente coronel. A desesperança convive com a busca incansável pelos últimos diamantes, e o que move os moradores é o desejo por sexo, poder e fortuna. As pedras simbolizam tudo e determinam as relações. O ódio declarado entre Diogo e Gomes, dois velhos garimpeiros, alimenta a simbiose tóxica entre seus respectivos filhos, Rodrigo e Ximena. Envolta em uma árida atmosfera de vingança, a pulsão erótica definirá o destino de ambos. Neste romance vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, com palavras de pedra lapidadas de forma extraordinária, Estevão Azevedo conduz habilmente o leitor por uma narrativa poética que apresenta uma realidade brasileira e universal.

216 pages, Paperback

First published September 8, 2014

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Estevão Azevedo

14 books22 followers

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Displaying 1 - 7 of 7 reviews
Profile Image for Gabriela Guzzo.
8 reviews
July 10, 2025
o que esse autor conseguiu nesse livro não é qualquer um que consegue: trouxe histórias paralelas e por vezes entrelaçadas sem deixar que nenhuma fosse insignificante ou que estivesse ali apenas para encher espaço. algumas vezes senti dificuldade de compreender alguns termos, mas isso não faz do livro menos espetacular e sim me mostra que preciso de mais literatura brasileira. enfim, incrível, adorei a leitura.
34 reviews5 followers
January 10, 2020
Romance combina duas vertentes da literatura brasileira, um enredo de fundo naturalista (muito em evidência no romance regionalista de Américo de Almeida, Jorge Amado e Lins do Rego, por exemplo) e uma expressão linguística refinada e pessoal (como demonstram a inventividade idiomática de Guimarães Rosa e a linguagem apurada de Graciliano Ramos).

No microcosmo de um garimpo em decadência, Estevão Azevedo apresenta personagens brutalizados pela miséria e exploração, movidos pelos instintos mais básicos (fome, sexo e dinheiro), mas expresso num estilo elaborado, com acuidade psicológica e ritmo narrativo. Em alguns momentos, o romance oscila de forma desequilibrada entre esses elementos - brutalidade do enredo e primitivismo da personagens, por um lado, e linguagem refinada e observação aguda, por outro -, mas no conjunto sustenta-se como uma obra sólida e bem acabada. Escritor merece ser seguido com atenção.
Profile Image for Vitoria Pengue.
18 reviews11 followers
January 12, 2016
"Eis o que se faz, às vezes se nasce, às vezes se morre, e entre esses momentos não há dor que um dia não se passe."
Profile Image for Gabalis.
29 reviews
January 20, 2020
Tirando leite de pedra.

Uma coleção de misérias e desgraças variadas de um grupo de infelizes no garimpo. Assistimos a tudo como num documentário onde bandos de grandes felinos matam e morrem nas savanas, com o narrador tentando em vão inspirar algum lirismo e análise aos episódios que se repetem, até acabarmos enfadados e irmos fazer outra coisa.

Existe uma estranha crença na literatura nacional de que narrar qualquer coisa sobre pobreza e miséria automaticamente irá gerar uma boa história. Geralmente vemos não ser o caso. Tempo de espalhar pedras poderia ter metade das páginas que tem e conseguiria ter exprimido exatamente as mesmas misérias, inquietudes, as desgraças e os desgraçados que povoam esse livro. Ter esticado a trama em tantas páginas deve ter sido um exercício de tirar leite de pedra e tenho pra mim que seja esse o verdadeiro motivo para o título. Os personagens são unidimensionais e cada um carrega um único tema, como nos gibis da Mônica, e se apresentam na história como instrumentos de nota única. Um quer vingança, outra sexo, o terceiro um amigo e algo mais, o quarto é sádico, a quinta é louca e assim por diante. Os conflitos entre eles são quase sempre anticlimáticos e as consequências dos seus atos já sabemos de longe onde vão desembocar.

Talvez o autor tenha melhor mão para contista e deva esperar uma história melhor para atarefar-se com um romance. Os personagens e suas mazelas de pedra são material para um conto ou novela, no máximo. São pobres demais para um romance e por isso aqui se encontram diluídos ao insosso.
Profile Image for Francisco Reis.
33 reviews3 followers
March 2, 2016
Romance ambientando numa vila de garimpo de diamante sem tempo ou espaço precisado, mas claramente inspirada na história da cidade de Igatu/BA. Uma trama principal que envolve a paixão proibida, com motivações sádica-ninfomaníacas, sustenta a narrativa até o fim, mas tramas versando sobre homossexualidade enrustida, vendetas, ambições autodestrutivas e desejos utópicos são bem desenvolvidas em paralelo. A linguagem poética, com aquele sabor de metáforas nascidas do sabor telúrico do sertão, inevitavelmente lembra autores como Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Mário Palmério e Francisco Dantas. Um autor jovem e para ser acompanhado com atenção.
Profile Image for Simone Az.
37 reviews5 followers
January 16, 2016
Eu achei o estilo muito original, história idem. Uma comunidade de garimpeiros, quase sem diamantes, quase sem esperança, quase sem amor. E nesse lugar se desenvolve uma história de amor
improvável. Até o meio do livro o estilo me pegou de jeito, mas a partir da segunda metade me cansou um pouco, nada no entanto que tire a originalidade e a força do romance.
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