Tem 11 livros editados: 1- De espectros e dor... (Novela -:2005) 2- Resquícios de Estranhas sinfonias (Novela - 2007) 3- O cortejo das virtuosas solenidades (Contos - Ebook 2011; Livro 2014) 4- Por caminhos arcanos errei (Romance - Ebook 2011; Livro 2014) 5- Estas palavras que partem sem mim (Contos e Prosas Poéticas 2013) 6- Relíquias, Poéticas e Antiguidades (Contos e Poemas 2015) 7- A inquietude das brumas d'além-luz (Romance 2017) 8- Estranho às vezes (Poemas e Prosas Poéticas 2018) 9- A comédia de um teatro desvairado ( Romance 2020) 10- Teatralidades (Peças de Teatro 2020) 11- Senhor Dá-me Um Sarilho (Peça de Teatro - 2025) Três peças de teatro encenadas pela "Companhia Teatro Bolo do Caco"): Feridas (2013) Estranhas Memórias (2015) Rasgos (2017) As três peças de teatro foram publicadas no livro "Teatralidades" Participou em várias Antologias: - Bem, a Poesia... I - Bem, a Poesia... II - Bem, a Poesia... III - Mundos e Máscaras Tem um livro em inglês- - The Shivering Light ( tradução de "A inquietude das brumas d'alem-luz") Colaborou com diversas revistas ligadas ao Metal/Rock a nível de entrevistas a bandas, críticas a cds e artigos desde meados dos anos 90 até 2014. Já escreveu letras para Requiem Laus, The Esoteric Movement v.6.660, Crown of Grief, Psychological Pain, Altar of Pain, Suicide Echoes e Heaven Can Wait. É o organizador e moderador das várias edições do evento “Bem, a Poesia…” (desde 19 de Dezembro de 2013) e foi também do “Cine 116,”, este último já não estando activo.. É um dos 4 administradores do “Espaço 116” (Galeria de Arte/Laboratório de Ideias). Poderão encontrar outras informações de interesse em: http://www.facebook.com/jrc.arte https://www.facebook.com/espaco116/ https://www.facebook.com/groups/bem.a... https://www.facebook.com/TeatroBolodo...
Estranho às Vezes é um caleidoscópio de estados d’alma. Do mais sórdido ao mais vibrante eles estão lá todos, num desfile de palavras belas que nos tocam e fazem sentir quem somos. Aqui fica um daqueles que muitos (todos?!) irão reconhecer: Ontem à noite fui fustigado pela amargura. Sim, um líquido que quis tão bem pedir e soube-me tão mal beber, como se fosse um livro escrito para consumir sem nada deixar a não ser o sabor a esgotos amaldiçoando a calçada, o ríspido riso de uma velha desdentada, o embater de um navio no mais dantesco recife.
A minha promessa nesse momento foi calar o meu suplício, sorrir, tragar a maleita e fazer-me de actor numa peça de teatro tão estranha quanto uma cadeira de dentista. Certo é que pretendia escrever sobre qualquer outra coisa, sobre a paixão, o amor, o sonho e a fantasia, mas, por vezes, a realidade é tão absurda, injustificada e deprimente, que ontem nada senti para estar calmo e contente…
Sorte a minha que, após beber o sórdido elixir, olhei demoradamente para quem me acompanhava e os seus olhos de uma beleza sem igual banharam-me alma e corpo…
Quanto à treta do líquido… que não se tenha apaixonado por mim, nem me venha incomodar com suspiros e delírios, professar melodias e encantos carmins.