A grande maioria das mulheres deste lado do mundo trabalha fora de casa, contribui para o orçamento doméstico e para a economia nacional, protege a sua família tanto como o homem, viaja, pode, em teoria, conquistar eleições e administrações, caminha sozin
Será um Machismo protagonizado no Feminino? Serão as feministas um nicho de lésbicas histéricas — umas com busso e outras não — que odeiam homens e queimam soutiens? ......
Não, Não e Não!...
O Machismo é um Veneno — manipula, oprime, subjuga, anula e escraviza um ser pensante e sensível, que dá pelo nome de Mulher, impedindo-o de ser feliz ...
O Feminismo é o Antídoto — um vigoroso NÃO 👎👎👎 a essa cartilha que já devia jazer em cinzas na tumba onde jazem o Esclavagismo, Racismo e outros ‘ismos’ seus afins!
Se a Mulher for um ser livre e independente, capaz de expressar a sua natureza, prestará um contributo criativo e enriquecedor à Sociedade, que será assim beneficiada ...
É pois nesta linha de raciocínio que este livro se enquadra — a autora aborda um tema sério duma forma irreverente e divertida, mostrando que o Feminismo é afinal um Humanismo direcionado para a defesa dos direitos da Mulher!
“É um livro sem gritos, sem palavras de ordem não explicadas, mas com muito respeito pelas centenas de mulheres que, no mundo inteiro, morrem só por serem mulheres.”
“Quando aquilo que temos a dizer pode, muitas vezes, evitar sofrimentos, injustiças e até a morte, é natural que insistamos. Aliás, não consta que nenhuma revolução tenha vingado sem gente teimosa ou com gente que desista à primeira”
“Talvez se disséssemos igualitarismo, em vez deste palavrão cabeludo, não encontrássemos tanta resistência. Ou humanismo, e aí, mais uma vez, estaríamos a tirar o foco das mulheres e a agrupá-las com crianças, velhos, índios, pretos, chineses, deficientes e todos os outros círculos que precisam que se proteja o seu direito a tratamento igual. E precisam, realmente! Um feminista é necessariamente um humanista, mas é um humanista focado, que percebe que para problemas diferentes há lutas diferentes”
Nunca fui ofendida diretamente por defender o feminismo. No entanto, criei algum distanciamento com algumas pessoas por ausência de identificação. Ainda fervo com comentários machistas dá-me coceira as bocas desagradáveis ou perseguições a mulheres feministas por homens cobardes escondidos atrás de um teclado. Ah como eu adorava ver algumas pessoas terem coragem de dizer na cara o que dizem nos seus blogues ou redes sociais. Há muita falta de informação, consequentemente comentários que ressaltam exatamente isso, mas não justifica a falta de educação, certo? Sendo o mundo um lugar de convívio entre humanos com princípios diferentes, precisamos de engolir alguns sapos e tentar dialogar com calma. Sem obrigar ninguém a ter a mesma opinião.
Lançado recentemente pela Manuscrito este livro toca em assuntos pertinentes e urgentes como a desmitificação do termo “feminista”. Se encontrarem este livro por aí, façam um favor a vocês mesmos, leiam esse capítulo. Ainda existem muitas dúvidas em relação ao feminismo e medo de empregar ou assumir o termo como se fosse algo errado e radical. Portanto, quantos mais livros existirem sobre o assunto mais fácil será abrir mentalidades e criar discussões esclarecedoras.
Confesso que ao inicio estava a gostar imenso da voz narrativa descontraída da autora, mas com o tempo acabei por sentir-me incomodada com alguns exemplos e comentários que não acrescentam em nada a sua opinião. Se gostam de livros sem papas na língua, com palavras menos compostas ou apontamentos irónicos vão achar mais graça do que eu. Eu acredito que não precisava desta postura em certos momentos para atingir o objetivo.
Violência doméstica, piropos, machismo, cor de rosa e azul, feminismo e extremismo, mulheres que falam mal de outras mulheres, são alguns dos temas abordados. Identifiquei-me bastante com a opinião da autora em relação à educação das crianças respeitando sempre a individualidade cada uma. Concordei na maior parte das vezes, mas discordei algumas vezes. Não sendo uma verdade absoluta, este livro traz dados valiosos em relação ao feminismo aliada à realidade portuguesa.
Este título é o único livro sobre feminismo que conheço numa abordagem esclarecedora e atual escrito por uma mulher portuguesa. Se tiverem mais sugestões, avisem por favor. A igualdade de géneros sendo um tema que me interessa dá-me uma tremenda satisfação encontrar novas perspetivas.
If I could summarize Afinal as Feministas até Gostam de Homens (rufelly translated to “Turns out Feminists also Like Men”) I would say it’s the perfect book for someone who is not yet a feminist but it’s open to hear/read about it!
It’s not a book I would recommend particularly to someone who already has a lot of knowledge on the topic. It’s more of an initiation kind of book: it presents you all the main concerns of feminism in a condensed, simplified and very accessible way. It’s an easy to read book and you can see that the author really meant (and accomplished) to write a book that’s for everyone to understand, opposite to the most common books with big words and concepts that might be a struggle for someone who’s just getting started.
For me personally, I did feel sometimes that I was reading things that I already knew or even that I thought were common sense (in reality, isn’t all feminism just common sense?!). I also not always agreed 100% with what was being said but I think this is a book to pick up with CRITICAL THINKING! When you dive into things like feminism, LGBTQ+ rights or race equality you’ll never agree to absolutely everything, it’s impossible to! But you need to concentrate on the main focus, on what you’re trying to achieve and find common ground. Only with togetherness can there be change and that’s the reason why people who don’t want to come down of their privileged thrones try to find ways to divide the people fighting for equality!
On the other hand, I really really liked to read on a Portuguese perspective. Most content I consume about feminism is from abroad and I feel like that this book allowed me to learn a lot about feminism (actually more about sexism) in my country. For example, did you know that there was a proposal to change the name of the Portuguese Identity Card (”Cartão de Cidadão”) so it wouldn’t be gendered (”Cartão de Cidadania”) and that that proposal was refused by the parliament?! I didn’t know that, just like I didn’t know some other interesting facts that were presented in this book.
Although the facts are an essential part of the book, I like how it’s constructed in a way that it’s much more about the ideas. There are plenty of examples presented but not in a boring way at all, more like a support to what is being defended.
I won’t extend myself much more and I’ll just finish by saying that if you are Portuguese you should not only be reading this book but also make your friends read it. I know it’s hard to reach those minds that got stuck in last century but when we see a potential for a change of mind, we need to grab that chance and fight for a more equalitarian world!
"Ninguém quer eliminar as diferenças entre homens e mulheres, até porque há algumas, as físicas principalmente, que na maioria das vezes não são nada subtis. A biologia faz, grande parte das vezes, homens e mulheres, mas não os faz todos iguais, e se existem características (...) que são impostas pela natureza, há outras que são impostas pela construção social, e essas (...) é que devem ser combatidas..."
"Bem sei que se todas agissemos desde cedo, se todas sem exceção tivessemos o sangue frio para chamar um policia, poderiam ser menos os casos de assédio na rua, mas, lá está, procuramos nas mulheres a solução para problemas criados pelos homens. Outra vez."
"Um homem que não pode desabafar com um amigo e falar das suas emoções, que não pode vestir-se de uma maneira mais livre, que não pode chorar, também ele, mesmo que não o veja, é sacrificado pelo patriarcado."