Os anos de crise têm encido as ruas de manifestantes revoltados e a agitação social tem gerado movimentos sociais e até novos partidos. Esta poderosa onda de indignação tem também abalado instituições, libertado paixões políticas e gerado desordem, sendo comum a desorientação nesta época perturbadora. A Política em Tempos de Indignação pretende avaliar o que há de valioso em tudo isto, bem como as suas limitações. só quem compreenda a lógica deste período confuso e o que a política nos pode proporcionar, consegue evitar expectativas ilegítimas e, ao mesmo tempo, articular críticas radicais e construtivas.
Este livro pretende contribuir para que entendamos melhor a política, porque só assim podemos julgá-la com a seriedade que merece. Numa época de indignação que questiona e critica muitas coisas que dávamos por adquiridas, Daniel Innerarity avalia a nossa ideia de política, questionando se não chegou a hora de reequacionar a sua natureza, a quem compete fazê-la, quais as suas possibilidades e limites, se continuam válidos alguns dos habituais lugares-comuns e o que podemos esperar dela. Procura que essa indignação não seja um mero desabafo improdutivo, antes se converta num instrumento de consolidação da política e de melhoria das nossas democracias.
Daniel Innerarity is professor of social and political philosophy at the University of the Basque Country, research professor at the Basque Foundation for Science (IKERBASQUE) and director of the Institute for Democratic Governance (Globernance).
Esperanto procedimental, aporético, patriotismo constitucional, entronizado, gobierno demoscópico, clicktivism, bisoñez, destotalizar la política, heterarquía, cultural jamming
Y también:
desintermediación, omnímodo, democracia monitorizada, apodíctico, polititaintment, altermundialismo, hooliganización, Inteligencia de la Democracia ideational turn,
La prosa discursiva no me ha gustado pero el contenido está de primer nivel
Me ayudó a comprender muchas cosas que ocurren y seguirán ocurriendo en diversos estados, gobiernos y sociedades
De los libros más cabezones que he leído este año
Ideal y basal para quienes gustan de politología, historia, filosofía y sociología
O para lectores que quieren entender el por qué ocurren contingencias y ciertas elecciones políticas
“Soberano es el que sabe que no lo sabe todo y por eso está dispuesto a aprender”
“La madurez democrática incluye una cierta decepción, especialmente la que resulta del desfondamiento de las ilusiones exageradas”
Esenciales los capítulos sobre la antigüedad del clivaje “izquierdas vs derechas” o del futuro de la social-democracia
Aunque el autor deja ver de vez en cuando su lado más partisano en sus críticas a la “derecha liberal” e “izquierda tecnológica”, este es un buen libro que defiende la labor de la política en nuestros tiempos complicados.