A história completa do assassinato que chocou o Brasil. Construído em ritmo de thriller, O pior dos crimes esmiúça o trágico caso que estarreceu a opinião pública de um país rotineiramente violento. Em 29 de março de 2008, Isabella, de 5 anos, foi atirada ainda com vida pela janela do sexto andar do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte da capital paulista, e morreu pouco depois de chegar ao hospital. O que se seguiu foi uma investigação e um processo repletos de pistas mal perseguidas, depoimentos de suspeitos com "pegadinhas", uso de informaçõesfalsas, pressões indevidas para a obtenção de confissões, perícias criminais deficientes e um Ministério Público empolgado com os holofotes. Se o caso Nardoni representou ou não um erro judicial, se houve elementos suficientes para uma condenação "acima de qualquer dúvida razoável", o leitor será capaz de dizer a partir da leitura deste instigante livro-reportagem.
Incrível! Sem tomar partido, lança luz sobre o caso e escancara o absoluto despreparo dos órgãos competentes para lidar com esse crime tão revoltante e de evidências contraditórias.
Se este livro é suficiente para inocentar os Nardoni, tenho sérias dúvidas. Mas certamente desmistifica a investigação que à época parecia tão impecável.
Em 29 de março de 2008 o Brasil parou para assistir e ler reportagens retratando um acidente envolvendo uma menina de oito anos. Ela havia caído do sexto andar do prédio onde morava. Naquele dia o nome Isabella de Oliveira Nardoni ficaria marcado na memória de todos os brasileiros. Hoje, mais de dez anos depois, o crime bárbaro ainda vive na memória do povo.
Recentemente o jornalista Rogério Pagnan lançou este livro que aborda o antes, durante e depois do crime cometido. Ele trás a tona a vida do casal, da mãe, família, antes de se quer Isabella nascer. Também mostra detalhadamente aquele dia 29 de março. Os erros e acertos da polícia, e perícia, sobre a cena do crime. O cerco que a mídia montou em volta do casal e a fúria dos brasileiros por justiça.
Rogério não aponta culpado. Ele esclarece erros de investigação, pessoas que não foram ouvidas, outras deixadas de fora dos questionamentos e até mesmo uma possível confissão do pai ainda em 2008. São diversos os pontos desse livro. Pagnan nos mostra os bastidores de uma investigação, tudo isso contado por quem presenciou o acontecimento.
O autor soube escrever essa obra de maneira fantástica. Ao ler você não percebe se tratar de um livro reportagem/jornalístico, está mais para o gênero policial. A leitura não é cansativa. Instiga a querer mais e deixa o leitor boquiaberto em diversos momentos.
Independentemente do casal ter ou não culpa, e eu acredito que tem, o livro é fundamental para mostrar para a população que Justiça nada tem a ver com vingança, e muito menos com autopromoção de delegados e promotores. A conduta, na mídia, do promotor e da delegada responsável pelo inquérito foi asquerosa. Agora, no livro, levanta-se também a possibilidade de investigação e perícia terem sido feitas ‘nas coxas’, sem o rigor e a imparcialidade necessários. Isso é aterrorizante, porque veja, poderia ser eu, ou voce, no lugar desse casal, e eu ou voce poderíamos ser inocentes e sermos privados de um julgamento justo.
Espero que esse sujeito tenha ganhado muito dinheiro, porque esse tanto de passada de pano deve ter cansado e dado uma grande dor nas costas. Piadas à parte, achei extremamente tendencioso e de mau gosto, além de desrespeitoso com a mãe da criança (de que importa que ela estava em uma festa???). Se você quer saber mais sobre esse caso, vale mais à pena ouvir a perita Rosângela (também extremamente desrespeitada e descreditada, narrada como uma completa idiota). E com certeza não foi um meliante aleatório que entrou no prédio, defenestrou uma criança sem motivos e sumiu igual assombração ;)
Em 29 de março de 2008, Isabella, de 5 anos, foi atirada ainda com vida pela janela do sexto andar do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte da capital paulista, e morreu pouco depois de chegar ao hospital.
Leitura obrigatória para todos aqueles interessados em ciência forense. Esteja avisado que a visão do autor é bastante enviesada, o que dimunui a importância da obra em apontar erros periciais.
Achei um tanto longo, especialmente nos capítulos pós-julgamento. Acho que alguns comentários são um pouco desnecessários e demonstram um amadorismo do autor, principalmente os que se referem à aparência física do casal.
Bastante curiosa a dedicação ou obsessão do autor em desqualificar a perita Rosangela, principalmente quando traz em seguida a declaração da PUC-SP que deixa muito claro que não há como se afirmar, com segurança, que a pesquisa junto ao sistema da universidade não falha.
Percebe-se que o autor não dedicou a mesma quantidade de páginas a desqualificar qualquer dos demais profissionais atuantes no caso (como alguns dos advogados da banca de defesa dos Nardoni, evidentemente inexperientes, mas todos homens), como ele se dedicou para descreditar a perita, única mulher envolvida no caso.
Não dá pra fingir que isso é uma coincidência, não é?