O direito à literatura é um texto do livro “vários escritos”, no qual Antônio Cândido (critico literário brasileiro) escreve sobre o assunto de direitos humanos e literatura. No decorrer do texto, o autor define a importância da literatura como organizadora do caos e humanizadora do leitor, e depois argumenta sobre diversos assuntos relacionados ao tema e chega a diversas conclusões que apelam pela luta para os direitos humanos incluírem acesso a todas as classes sociais a diferentes “níveis” de cultura, não apenas na literatura, como nas outras formas de arte.
O autor começa dizendo que o progresso natural da sociedade gerou, nos últimos séculos, uma abundancia na produção, e isso criou a possibilidade de uma reorganização social que solucionaria os evidentes problemas da sociedade. Porém, apesar da solução dos problemas serem teoricamente possível, a reorganização social falhou.
Então, no capítulo dois, Cândido argumenta sobre os direitos que consideramos indispensáveis e os que consideramos privilégios. Ele diz que hoje é inadmissível que pobres não tenham direitos essenciais como comida, instrução e saúde. Entretanto, as pessoas ainda não acreditam que o pobre tenha direito a ouvir Beethoven ou ler Dostoiévski.
Nos próximos capítulos, Cândido define a importância da literatura por um de seus aspectos terem um papel de organizador do caos e humanizador dos leitores, e, tendo esse aspecto um papel tão importante, Cândido também garante a posição da literatura como bem incompreensível, por garantir a integridade espiritual. Após, Cândido se demora descrevendo o aspecto da literatura que toma posição em face das iniquidades sociais, evidenciando o quão importante a literatura é para o progresso dos direitos humanos com exemplos como Oliver Twist e os miseráveis. Porém ele não deixa de ressalvar como a intenção e o assunto de uma obra não bastam para fazer uma obra de boa qualidade.
No capítulo seis, Cândido faz um breve resumo dos capítulos anteriores e prossegue a descrever com excelentes exemplos como não há uma literatura para as classes mais pobres, e que essas classes muitas vezes têm mais interesse em livros considerados boa literatura. Neste capitula o autor também menciona e elogia Mário de Andrade, por ter propagado de maneira tão eficiente a cultura quando chefiou o departamento de cultura em São Paulo.
Cândido conclui o texto reforçando que cultura é um direito inalienável e argumentando que não deve haver a estratificação da cultura.