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Concerto campestre

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Portugese

174 pages, Paperback

First published January 1, 1997

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Luiz Antonio de Assis Brasil

46 books29 followers
Nascido em Porto Alegre, em 1945, Luiz Antonio de Assis Brasil passa parte da infância em Estrela, com a família, que de lá retorna à capital em 1957. Cinco anos mais tarde começa a estudar violoncelo.

Em 1963 termina o Curso Clássico no colégio Anchieta, em Porto Alegre, dos padres jesuítas. Em 1964, ano do golpe militar, ocorre sua entrada no exército, para o serviço militar obrigatório. Um ano mais tarde Luiz Antonio ingressa no curso de Direito da PUCRS e também passa a fazer parte da OSPA - Orquestra Sinfônica de Porto Alegre – como violoncelista, lá permanecendo por 15 anos. Forma-se em Direito em 1970. Advoga por dois anos. Em 1975 ingressa como Professor na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, função na qual atua até hoje; no mesmo ano inicia a colaborar na imprensa com artigos históricos e literários.

Estréia em 1976 com o romance Um quarto de légua em quadro, lançando-o na 32ª Feira do Livro de Porto Alegre, e que lhe dá o Prêmio Ilha de Laytano. Em 1976 inicia sua trajetória de administrador cultural, primeiramente na Prefeitura de Porto Alegre [Chefe da Secção de Atividades Artísticas] e depois no Estado do Rio Grande do Sul [Diretor do Instituto Estadual do Livro - 1983]; 1978 é também o ano de lançamento de A prole do corvo. Em 1981 publica Bacia das almas. No ano seguinte, Manhã transfigurada. Em 1981 Luiz Antonio de Assis Brasil assume a direção do Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre

No inverno 1984/1985 vai à Alemanha, como bolsista do Goethe-Institut [Rothenburg-ob-der-Tauber, na Francônia]. Em 1985 lança aquele que, segundo o autor, é seu livro com maior carga emocional, As virtudes da casa.

Em 1985 começa a ministrar a Oficina de Criação Literária do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS, em atividade até hoje, e que recebeu o Prêmio Fato Literário, da RBS/Banrisul em 2005, ao completar 20 anos de atividades ininterruptas.

Em 1986 sai mais uma obra, O homem amoroso, uma novela com forte acento autobiográfico. Cães da província, em 1987, retoma o ciclo histórico, adotando Assis Brasil o dramaturgo José Joaquim de Campos Leão, o Qorpo-Santo, como personagem e evocando os tenebrosos crimes da Rua do Arvoredo. O romance dá o título de Doutor em Letras ao autor e faz jus ao Prêmio Literário Nacional, do Instituto Nacional do Livro.

Em 1988 Assis Brasil recebe da Câmara Municipal de Porto Alegre o Prêmio Érico Veríssimo pelo conjunto de sua obra. Videiras de cristal, que recria a saga dos Muckers, é lançado em 1990. Nova experiência é o romance em três volumes Um castelo no pampa, que se divide em Perversas famílias [1992 - ganhador do Prêmio Pégaso de Literatura, da Colômbia], Pedra da memória [1993] e Os senhores do século [1994]. Concerto campestre, Breviário das terras do Brasil e Anais da Província-boi saem em 1997, ano em que o romancista é eleito Patrono da 43a Feira do Livro de Porto Alegre.

Em 1998 é palestrante convidado na Brown University, em Providence, USA e em 2000 participa do programa Distinguished Brazilian Writer in Residence, na Berkeley University, Califórnia.

Em 2001 publica O pintor de retratos, que recebe o Prêmio Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional.

Em 2003 lança o livro A margem imóvel do rio, o qual é contemplado com três prêmios: Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira [o único romance dentre os três primeiros classificados], Prêmio Jabuti [finalista menção honrosa] e Prêmio Açorianos de Literatura.

Ainda em 2003 acontecem três publicações no Exterior: O pintor de retratos sai em Portugal pela Editora Ambar, do Porto; O homem amoroso é publicado pela Editora l´Harmattan, de Paris [l´Homme Amoureux], e na Espanha, pela Editora Akal, de Madrid, lança a tradução de Concerto campestre [Concierto Campestre]. Também em 2003 publica um livro de ensaios literários pela Editora Salamandra, de Lisboa: Escritos açorianos: tópicos acerca da narrativa açoriana pós-25 de abril. Em 2005 sai na França, pela editora L

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4 (2%)
Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Luiz Felipe Iagalo.
38 reviews2 followers
August 18, 2024
Descobri esse livro sem querer, indo num sebo com uns amigos. Fiquei preso numa prateleira de brasileiros, e reconheci o nome do autor de um curso de escrita criativa que PUC disponibilizou uma vez. Comprei impulsivamente (junto com outros três livros), e pus na lista de leituras.

Curto, porém vívido. É um romance de 174 páginas, com personagens bem vivos, e que eu não sabia onde ia. Talvez esse seja o maior prazer da arte, ser guiado por um terreno desconhecido, e ao fim, querer ter sentido mais...

Com certeza lerei mais livros dele. Vi que ele publicou uns 15, vou tentar caçar pelo menos mais uns 2 quando o dinheiro sobrar.
Profile Image for Rodrigo Gutterres.
14 reviews
November 22, 2025
Por boa parte do livro, eu não tava gostando muito da narração, sentia que passava pelos acontecimentos de uma forma muito rápida e indiferente, mesmo os mais impactantes. Apesar de a história estar boa, eu queria que as coisas tivessem mais tempo pra serem desenvolvidas e tava sentindo falta de mais emoção.
Foi o terceiro ato que me conquistou mesmo, especialmente o final, que foi tão bom que eu pude relevar a minha insatisfação com os dois primeiros e dar 4 estrelas pro livro :)
Profile Image for Lúcio Humberto.
Author 13 books2 followers
May 3, 2021
Concerto Campestre é uma narrativa fluída, que captura o leitor. Por outro lado, a história tem o dom de comover, e essa característica talvez seja o maior mérito do livro.
Mais um golpe de mestre de Assis Brasil!
Profile Image for nina.
26 reviews1 follower
Read
May 9, 2022
li como leitura obrigatória de férias do colégio em 2020. talvez a história era realmente boa, ou talvez eu apenas lembre dos meus dias na beira da piscina tomando sol e lendo ele. no fim das contas foi um dos livros que eu mais curti ler pro colégio
308 reviews3 followers
August 5, 2018
CONCERTO CAMPESTRE é um livro sedutor que permanece na nossa imaginação por muito tempo depois de termos acabado sua leitura. É uma história que cobre duas das maiores paixões brasileiras: música e o amor proibido. Luiz Antônio de Assis Brasil mostra como o preconceito racial funcionava no século XIX; também retrata eloquentemente o vazio da vida levada pelas mulheres da época, que nascidas e criadas nas fazendas, eram em geral analfabetas. Elas tinham muito pouco com que se distrair, e como herdeiras de terras, não pertencendo à classe trabalhadora, não lhes era permitido dedicarem-se a trabalho nenhum.

Assis Brasil mostra crenças e preconceitos arraigados no interior, no Rio Grande do Sul rural do século retrasado. O estado, terra dos gaúchos, solo fértil da grama alta e florida dos pampas, da criação de gado e de grandes fazendeiros — famosos por sua rebeldia e independência — é mostrado com acuidade e poesia nestas páginas, mesmo que vejamos o retrato da educação quase nula, não existente mesmo, rude, dos donos da terra; e nos familiarizamos com a mentalidade estreita e as regras das tênues diferenças de classes sociais, não só na região austral do país mas também vivenciadas na maior parte do interior do país.

A história gira em torno de um senhor da terra que decide ter uma pequena orquestra para concertos ao ar livre. Ele contrata um conhecido maestro, mulato, que após se estabelecer na fazenda começa a organizar um grupo de músicos, com o objetivo de construir a tão sonhada pequena orquestra do fazendeiro. Este maestro seduz não só a burguesia do local com sua música, surpreendendo todos os fazendeiros vizinhos, mas também conquista e é conquistado pela filha de seu patrão. Ela é inteligente, apesar de analfabeta. E está ciente da vida estéril que a espera, no casamento arranjado pelos pais com o filho de um fazendeiro local. Ela percebe este casamento como uma das piores coisas que poderiam lhe acontecer. E aceita o amor do maestro com gosto e reciprocidade.

A história é narrada com muita leveza: o que não é dito pode ser mais importante do que o que se encontra no papel. É uma história quase escrita nas entrelinhas. As elipses que ocorrem são não só preocupantes como eloquentes. Assim, Assis Brasil mostra a mão do bom escritor que é; controlando ambos texto e história, sem hesitação. Este é um romance pequeno, de apenas 176 páginas, que vai muito longe. É uma janela descortinando o inconsciente brasileiro. Certamente sobreviverá no tempo, tornando-se um clássico, porque fala da alma brasileira.

13/07/2008
Displaying 1 - 5 of 5 reviews

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