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Deuses de Barro

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Deuses de Barro foi escrito por Agustina Bessa-Luís aos dezanove anos, permanecendo até hoje inédito.

«“Nós devemos escrever sobre aquilo que conhecemos”, foi sempre o conselho dado por Agustina aos que se iniciavam na escrita. E foi por onde também começou — pelo mundo rural que tão bem conhecia, a Casa do Paço, em Travanca, aquele mundo fechado que frequentara em criança e adolescente, onde o convívio com as tias Maria e Amélia, sobretudo Amélia (a Sibila), fora o exemplo para a sua vida, um legado de sabedoria transmitido como uma profecia. As duas últimas páginas d’A Sibila testemunham, numa linguagem oracular, como num transe arrepiante e comovente, pela revelação do profundo, a transmissão de um destino, que ela, Agustina, terá de continuar a cumprir, depois da morte da Sibila.Deuses de Barro, se por um lado é um esboço para a descoberta dos mundos fechados que integram estes três romances iniciais, por outro, representa já um grito de liberdade, ousadia, revolta e desafio contra os deuses de barro que nos vigiam, nos tolhem, com quem somos obrigados a conviver e a venerar.» [Do Prefácio]

160 pages, Paperback

Published November 1, 2017

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About the author

Agustina Bessa-Luís

129 books227 followers
Agustina Bessa-Luís was born in Vila Meã (Amarante) in 1922. Her father's family was from the north of Portugal and her mother was Spanish.

She lived her childhood and teenagehood in the region of Douro, Minho and then Coimbra in 1948. She married Alberto Oliveira Luís in 1945 and after 1948 she moved to Oporto.

She started writing at the age of 16 and in 1950 she published her first novel, Mundo Fechado. In 1952 her talent was recognized with the award Delfim de Guimarães, for her book Sibila, which also received the award Eça de Queirós the next year.

In 1958, she gave her first steps in theatre, writing the play O inseparável.

Between 1986 and 1987 she was the director of the diary O Primeiro de Janeiro in Oporto. Between 1990 and 1993 she was the director of D.Maria II Theatre in Lisbon and a member of the Alta Autoridade para a Comunicação Social.

She is a member of the Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres in Paris, of the Academia Brasileira de Letras and the Academia das Ciências de Lisboa, being also recognized at Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) and degree of "Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres", given by the French government (1989).

Various works have been translated in various countries and some were adapted to the cinema, such as Francisca, Vale Abraão and As Terras de Risco by Manoel de Oliveira. Her novel As Fúrias was adapted to the theatre by Filipe La Féria.

At the age of 81, Agustina Bessa-Luís received the Camões Award, considered the most important portuguese award.

Agustina Bessa-Luís nació en Vila Meã (Amarante, Portugal) en 1922, de madre española y padre portugués. Es miembro de la Academia Europea de las Ciencias, las Artes y las Letras de París, de la Academia Brasileña de las Letras y de la Academia de las Ciencias de Lisboa. Sus numerosos libros le han valido las más importantes distinciones, como la de Santiago da Espada (1980), la Medalla de Honor de la Ciudad de Oporto (1988) o el grado de Oficial de la Orden de las Artes y las Letras del gobierno francés (1989). En 2004 recibió el galardón literario más importante en lengua portuguesa, el Premio Camôes.

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Hugo.
42 reviews5 followers
May 15, 2024
3,5*

Primeiro romance de Agustina, escrito apenas com 19 anos, no qual já se nota o génio que se revelará nos anos vindouros.
40 reviews2 followers
September 11, 2024
Uma narrativa agreste, sem tempo e quase sem espaço, onde a descrição das personagens e os diálogos ganham um papel preponderante.
Profile Image for Sandra Neves.
14 reviews1 follower
April 13, 2019
Se este livro foi escrito aos dezanove anos, Agustina possuía já uma maturidade literária invejável. O livro é maravilhoso, cheio de arcaísmos e regionalismos, narrando a vivência de um Portugal rural e retrógrado. É a história de uma triste Ana, servente rural, que se deixa iludir e abusar por um senhor. História comum, de tantas Anas desse tempo, tornada singular pela pena de Agustina. O fim é dramático, mas encaramo-lo com ligeireza, devido à leviandade da protagonista. Ao entregar a filha à tia paterna, despede-se dela mais apoquentada pela necessidade de encontrar marido, do que pela quase certeza de não voltar a vê-la. Uma tragédia da portugalidade passada. Um livro obrigatório.
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