Achei que a maioria dos textos cai em um limbo de não serem crônicas muito claramente e tampouco funcionarem enquanto contos curtos. O estilo de Paloma é meio cansativo, supersticioso, com um apelo místico cujo lastro nunca é muito explicitado — a brevidade dos textos joga contra o arredondamento de uma certa "poética", pois uma vez que não se trata de um livro de poesias propriamente, os meios utilizados ficam muitas vezes em desencaixe com a forma.
Gostei mais dos textos que contam "algo" em vez de se escorarem em uma sequência vazia de cabriolas mais ou menos poéticas sem muita direção.
No fim, fiquei com a sensação de ter lido um meio-termo sofrível entre uma coletânea de crônicas e uma de contos.