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Lettera aperta

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Guerresca e pacifica, aggressiva e mite. Così è Goliarda Sapienza anche da bambina: una bambina che vive un suo mondo violento, senza nessuna concessione, che piange con lacrime di rabbia, che respira l'aspra bellezza siciliana, che vede i suoi genitori per quello che sono: una madre sindacalista, tenace nel distinguersi da tutte le altre «donnette», un padre siciliano dalla testa ai piedi. E per rimettere ordine tra le bugie dei ricordi, recupera dalla memoria frammenti di sé che a poco a poco si compongono nel percorso di una donna che vuole essere padrona della sua vita e della sua felicità. Innocente, ricco, tenero, delirante, doloroso come solo l'infanzia e l'adolescenza possono essere, Lettera aperta è il prezzo d'amore pagato da chi ha affrontato una realtà incandescente che prima non era in grado di affrontare, lasciandosi così alle spalle le «cose brutte che ci sono qua dentro».

193 pages, Paperback

First published January 1, 1967

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About the author

Goliarda Sapienza

27 books280 followers
Goliarda Sapienza was an Italian actress and writer. Goliarda Sapienza was born 10 May 1924 in Catania. Her mother was Maria Guidice, a prominent socialist, her father Peppino Sapienza, a socialist lawyer. As a child, Goliarda Sapienza reenacted films she had seen in cinema. In 1941 she and her mother went to Rome, where she studied theatre. She worked as an actor in both films and plays, but from 1958 she focused on writing. Her now famous novel L’arte della gioia (The Art of Joy) was finished in 1976 but rejected by publishers because of its length (over 700 pages) and its portrayal of a woman unrestrained by conventional morality and traditional feminine roles. It was first published by her husband Angelo Pellegrino after her death.

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4 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 63 reviews
Profile Image for Paula Mota.
1,685 reviews576 followers
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August 1, 2024
Basta um nome, uma hora de sol, uma árvore, um rosto que se vislumbra num recanto para que, não obstante as nossas decisões, a emoção se apodere de nós com os seus tentáculos de polvo e não nos reste senão submetermo-nos passivamente ao seu abraço viscoso e aprisionante.

Iniciei a leitura destas memórias da extraordinária Goliarda Sapienza, de quem não sabia rigorosamente nada mas com um bom pressentimento, pelo posfácio de Angelo Pellegrino, o último marido desta autora de origem siciliana, sem o qual grande parte da obra dela, guardada no fundo de um baú aquando da sua morte, não teria visto a luz do dia. A editora Antígona teve a atitude correcta, já que nenhuma nota deve ser um prefácio pelo risco de contar demasiado, mas neste caso a leitura de “Carta Aberta” torna-se mais rica e clara se conhecermos previamente a pessoa por trás dela através dos olhos amorosos de quem a apoiou e compreendeu. Não se pense, no entanto, que ele branqueia a vida de Goliarda ou romantiza o lado mais complicado do seu turbulento passado, que inclui a carreira de actriz, as tentativas de suicídio, a penúria que lhe causou a dedicação total à escrita e uma breve passagem pela prisão.

Peço ainda desculpa, mas preciso de vós para estar em condições de me desembaraçar de todas as coisas feias que há aqui dentro. Falando, é possível compreender, pela recepção dos que nos ouvem, o que deve ser conservado e o que tem de se deitar fora. Preciso de vós para me libertar de todas as coisas inúteis que se aglomeram nesta divisão. Tenho a boca cheia do pó delas.

“Carta Aberta” não segue a ordem cronológica de uma obra memorialista, jorrando antes em fluxo de consciência conforme as memórias vão vindo à tona como se saídas do baú que decidiu arejar.

Fiz mal em remexer nas gavetas, tirar tudo para fora, deslocar os móveis. Agora, encontro-me entre a janela obstruída pela mesa e a única poltrona repleta de livros, de objectos: a porta está bloqueada pelo escadote que o porteiro me emprestou. Não posso sair. Ficarei soterrada entre a mesa e a porta. Para sair, precisaria de pelo menos deslocar a arca: mas está aberta, e só o aproximar-me dela já me causa medo.

A vida de Goliarda ficou para sempre marcada pela sua estrutura familiar, sendo os progenitores dois opositores ao fascismo que lhe incutiram ideais mas lhe deram pouco afecto…

Para o meu pai e a minha mãe – era uma das raras coisas em que estavam de acordo - o sal da vida era o ódio e a rebelião. Pena é que não soubessem nada da ironia. Claro, na época em que viveram e lutaram, a ironia era um luxo grande de mais, mas é pena ainda assim, porque viram-se a combater o fascismo com a mesma rigidez e a mesma retórica dele. Isso tornava-os – descobri-o com o horror que podem imaginar – um pouco fascistas.

…e que chegaram ao casamento do qual ela foi fruto já com vários filhos adolescentes de relações anteriores, o que lhe causou uma confusão que desembocou em trauma.
Nestas memórias, Goliarda é a menina sentada no degrau da casa do professor que lhe dava aulas particulares para evitar a escola pública fascista, a digerir cada nova palavra acabada de aprender, a contar-nos as suas interações com os vizinhos, a ouvir ao longe o comboio que a inquieta, aquele que um dia a levaria da Catânia e muitos anos depois a traria de volta, já somente de visita.

Não voltaria àquele pátio, àquelas vielas. Era uma estranha. Finalmente tinham compreendido e já não fingiam acreditar que eu gostava deles: como também eu não finjo gostar deles. Tinham compreendido que é uma inimiga que vem troçar e bisbilhotar e que depois regressa ao segundo andar para estudar, e toca piano.

“Carta Aberta” é a primeira parte de um processo de luto e superação de traumas de infância que vai espremendo progressivamente o coração do leitor até culminar numa cena que, para mim, é das mais fiéis e descoroçoantes num cenário de demência. Maria Giudice, que sempre tentara ser mais rigorosa que os homens, que ensinara a filha a não ser uma “mulherzinha”, acaba por trocar de papel com esta durante os seus últimos três anos de vida, enchendo-a, ainda assim, de um remorso difícil de ultrapassar.

Tinha sido uma boa mãe, mas atormentava-me ter-lhe prolongado, com os meus cuidados, a agonia dois ou talvez três anos.(...)Vingava-me por ela me ter traído com a loucura. Vingava-me fazendo-lhe ver como se cuida de uma filha: fazendo-lhe ver que, ao ocupar-se apenas do meu espírito, me tinha em tudo o mais descurado de todas as maneiras. Este era o meu remorso. Remorso por obrigá-la a manter vivo aquele corpo já morto.

Se Alba de Céspedes foi a minha melhor descoberta de 2023, tudo aponta para Goliarda Sapienza para o ano corrente, pelo que aguardo ansiosamente a publicação das restantes memórias pela Antígona.

Não fui capaz e fiquei
de pé. É difícil
cair


[Obrigada, Celeste!]
Profile Image for Celeste   Corrêa .
381 reviews327 followers
Read
February 26, 2024
Confesso que não foi fácil ler este livro apesar dos curtos capítulos estarem quase sempre interligados.
Se tivesse começado pelo magnífico posfácio do seu viúvo,teria facilitado o processo mas, por uma questão de respeito à autora, não o quis fazer: seria transformar o posfácio num prefácio e obras desta grandeza não se prefaciam, em minha opinião.
Goliarda Sapienza foi uma escritora mais reconhecida depois da morte do que em vida. Cresceu juntamente com onze irmãos, um pai antifascista e uma mãe sindicalista, uma das primeiras feministas de Itália.

Foi educada em casa por um professor anarquista pois o seu pai - certamente com razão - considerava a escola pública um «buraco pútrido» onde só ensinavam mentiras.
Desenvolveu uma consciência social, valente, impedida de chorar, pedir desculpa - era considerado um gesto piegas e católico - e mentir embora rodeada de mentiras familiares. Via-se como um objecto maleável à mercê de todos:«A criança é o primeiro operário explorado.»

Paralelamente, vive com medo de também ser castigada pelo vulcão Etna suas histórias e lendas.

Maria, a mãe, é uma mulher incomparável, mais inteligente [palavra do texto] do que um homem está segura que Mussolini cairá.

«Não há forma de escapar: vocês são a geração do fascismo; tu não tens culpa, Goliarda, não escaparás ao facto de teres nascido em vinte e quatro.»

Aos 40 anos, Goliarda escreveu esta Carta Aberta dirigida a nós:«Hoje renasço, ou talvez nasça pela primeira vez.»; com o pouco de ordem que conseguiu pôr à sua volta, exprime o desejo de «se calar por algum tempo, e ir brincar com a terra e com o meu corpo. Até à vista.»

Encontrar-nos-emos em «A Arte de Viver», Goliarda Sapienza, em tempos de esperança e alegria.

[Não é a resenha que gostaria de ter escrito mas não consegui fazer melhor. Ficou a faltar, nomeadamente, o enquadramento histórico da época]
Profile Image for Barbaraw - su anobii aussi.
247 reviews34 followers
February 13, 2018
Presa diretta sull'infanzia
Qui, è la carne viva che parla; libro meno compiuto di altri (per esempio il filo di mezzogiorno o, soprattutto, Io, Jean Gabin; ma forte, spiazzante, perché Goliarda ci fa intravedere i suoi momenti di follia. E' immersa nel disordine, nei ricordi, nei tentativi di ricostruzione, e si sente bene tutta la fatica del capire che cosa sta succedendo, quando non capisce più niente. Una bambina che vive un suo mondo violento, senza nessuna concessione, che piange con lacrime di rabbia, di emozione, di rifuito, mai con debolezza. Il testo, certo, ha i difetti della materia lavorata da viva: non è lineare, è un poco confuso, magmatico. In presa diretta sul vivere oscuro di un'infanzia. Dice Goliarda Sapienza, nelle prime pagine:"Una delle prime bugie nelle quali inciampai cadendo giù dal cavolo, fu di credere che i sette individui, maschi e femmine, che dormivano, si agitavano, mangiavano, sbadigliavano sotto il nostro tetto, fossero tutti miei fratelli e sorelle; che tutti mi amavano molto; che mio padre era siciliano e mia madre lombarda".
Profile Image for CCB.
76 reviews63 followers
June 15, 2025
Carta Aberta é uma experiência literária de notável densidade e elegância, ainda que não alcance patamares de epifania ou revolução pessoal. A autora conduz o leitor por uma narrativa envolvente, com uma prosa refinada e um olhar perspicaz sobre as complexidades humanas sem, contudo, deslumbrar de forma arrebatadora. A obra insere-se com mérito no cânone contemporâneo, e é uma leitura agradável e intelectualmente estimulante, ainda que não tenha sido transformadora.
Profile Image for Domenica (_salsedine).
90 reviews3 followers
May 15, 2024
Goliarda mi trasporta nei suoi primi anni d’infanzia per i vicoli di Catania, tra visi sconosciuti e non. Mi fa vedere la sua camera illuminata da storie inventate, quella dove sua madre si chiude per studiare e quella dove il padre rilegge, con assoluta devozione, i casi giudiziari. Mi porta nella sua vita immaginaria, tra il mare che luccica, il polipo che le stringe lo stomaco, i libri che le fanno compagnia nei momenti di solitudine.
Questo romanzo mi ha ricordato perché leggo (e scrivo). Ti voglio bene, Goliarda!
Profile Image for Subilia.
250 reviews29 followers
September 27, 2022
Goliarda, ce génie, cette immense âme d'écrivaine qui se livre ici avec une inexplicable force sur son enfance incomprise, sur son passé traumatique, elle se confronte à ce coffre dans cette vieille chambre resté fermé pendant des années. Il faut tout déplacer, il faut tout affronter pour y accéder, est-elle prête à faire face à ce chaos intérieur alimenté par ses peurs et ses contradictions? Et d'ailleurs pourquoi Goliarda? Pourquoi lui a t on donné ce prénom, celui de son frère, disparu? Que se cache dans ce coffre – qui se cache, qui est la Goliarda qui écrit ses lignes? A travers ses souvenirs d'enfant, elle essaye de comprendre les épreuves traversées par sa famille et ce qui rend Goliarda, Goliarda. Et je trouve ça fascinant comment elle parle de son désir pour les femmes dans tout ce qu'elle écrit.

Goliarda I 💚 you

"Je n'ai jamais rien compris à l'amour : je l'ai seulement subi."

"Donc, revenons à moi : ce n'est de rien d'autre que je voulais vous parler ; revenons à moi, objet malléable et tellement affamé qu'il se retrouve à la merci de tous. L'enfant est toujours le premier ouvrier exploité, il dépend des grandes personnes."
Profile Image for Laura.
120 reviews8 followers
December 2, 2021
Ci sono stati dei passi di questo libro che mi hanno parlato nel profondo, e perciò non credo di poter esprimere oggettivamente un parere.
Penso che ognunə possa ritrovare un pezzetto della propria vita in questa sorta di autobiografia di Sapienza (che poi lo stile è davvero unico, difficile incasellarlo in un genere letterario).
Lettura consigliatissima, anche perché è molto breve.

Tra l'altro mi è venuta voglia di rileggere L'arte delle gioia, lo chiamerei "effetto Goliarda".
Leggete Goliarda Sapienza!
Profile Image for Mile Nita.
19 reviews14 followers
August 11, 2021
"E poi c'è una cosa che mi rassicura, una cosa che ho sperimentato molte volte nella vita: so che quelli di voi che si sono annoiati di seguire questo mio sproloquio avranno già distolto lo sguardo. Si resta sempre in pochi."
Profile Image for Teresa Cintra.
58 reviews2 followers
January 15, 2024
há capítulos bué bons (o do incesto!!) mas meio que me perdi e não percebi o fio condutor
Profile Image for Arianna.
143 reviews12 followers
August 3, 2022
“Ho morso la testa a questo polipo che mi trascinava in quel mare di vecchie emozioni, ma i polipi sono duri a morire e l’inchiostro del suo cervello mi annebbia la vista e le sue ventose tengono stretto. […] Questo è il filo che mi ha lanciato la mia Giovanna-Arianna: non fare piani né aspettare un’occasione che mi riporti a quel discorso che il polipo morto si è trascinato giù col suo inchiostro, lasciando un mare così pulito dove gli scogli che si vedono sono scogli, le alghe, alghe, il pesce che passa, un pesce e non una sedia incompiuta, una massa di capelli neri rovesciati sul cuscino”.

Non riuscirò mai a descrivere razionalmente un singolo libro di Goliarda Sapienza, perché la tempesta che mi scatenano ogni volta le sue parole lo sa solo lei.
Profile Image for Stefan Ghita.
57 reviews
December 29, 2025
Non mi esprimo sul testo perché l'ho letto tutto d'un fiato. Il libro è sostanzialmente la vicenda privata "psicanalizzata" della Goliarda:

farò una cosa che non dovrei (vi entra da un orecchio e vi esce dall'altro). Ho deciso di scrivere esattamente cosa, si fa per il "meme", ne penso dell'autrice.

Goliarda è la classica amica, nel gruppo universitario soprannominata "la Zia" , brillantissima e molto loquace con una cultura sterminata almeno quanto la sua voglia di fumarsi tutti il pacco di tabacco finemente rollato durare la vostra discussione sulla tua delusione amorosa di quando avevi 20 anni. Dopo il terzo caffè, probabilmente stufa della tua vigliaccheria, inizia a parlare lei e ti ricorda di quando Ionescu fosse meglio di Brecht e di quanto fosse figa lei che a 25 anni si rimorchiava i 16enni. Tu a questo punto inizi a bere rammaricato di non poter aggiungere nulla alla discussione. La serata finirà con un discorso senza senso su chi tra Jung o Adler fosse meno ridicolo.
Profile Image for Manuela Mongiardino.
86 reviews4 followers
January 15, 2025
Il primo libro che leggo dell'autrice, ottima scelta per poter capire il suo ambiente e le sue tematiche che conto di approfondire in futuro.
Il testo narra la sua infanzia e adolescenza fino alla sua partenza per Roma.
Narrazione libera , talvolta prevale il flusso di coscienza.
Molte cose rimangono non dette ma ci sarà tempo per capire meglio
Profile Image for Fede La Lettrice.
841 reviews88 followers
November 18, 2024
• Nel libro viene raccontata una storia di crescita, di lotta e di ricerca di sé in modo estremamente intimo. Leggerlo è come entrare nel mondo di Goliarda, una bambina cresciuta in una famiglia anticonformista nella Sicilia degli anni Trenta e Quaranta, con una madre eccezionale, Maria Giudice, figura forte e carismatica, che fin da subito la spinge a riflettere sul mondo e sulle ingiustizie.

• Quello che mi colpisce sempre, qui come in altri suoi scritti, è come Sapienza riesca a mescolare il racconto della sua vita privata con la Storia, quella con la S maiuscola: il fascismo, la lotta politica e sociale, le tensioni che attraversavano l’Italia in quel periodo. Tutto però passa attraverso il suo sguardo unico, quello di una ragazza che cerca la sua strada in un mondo pieno di contraddizioni.

• Ciò che mi ha coinvolto maggiormente è il modo in cui Goliarda esplora la sua identità. È una giovane donna che non si riconosce nei ruoli prestabiliti, né in quelli di genere né in quelli politici o sociali. Cerca disperatamente una libertà autentica, quella che va oltre le convenzioni e le aspettative degli altri, e questa ricerca si intreccia con i temi della sessualità, dell’emancipazione, del desiderio di vivere una vita vera e piena.

• Lo stile è poetico, denso, ricco di immagini e di riflessioni che spesso mi hanno portato a fermarmi, a rileggere e a pensare: qui non viene raccontata semplicemente una storia ma vengono sollevate domande profonde: cosa vuol dire essere liberi? Come si costruisce davvero la propria identità, al di là di ciò che gli altri si aspettano da noi?

• Questa lettera lascia in eredità al lettore un senso di ribellione, di voglia di cambiamento, e soprattutto di voglia di autenticità.
Profile Image for Lucia.
106 reviews14 followers
July 27, 2019
Scritto alla soglia dei quarant’anni (ma pubblicato per la prima volta oltre vent’anni dopo) questo libro è un lungo monologo privo di ordine cronologico nel quale la scrittrice cerca di scogliere gli intricati nodi della prima parte della sua vita, soprattutto dei primi vent’anni. Perché i secondi venti furono “una grande lotta ... fra questo bambino e il grande conformista nascosto nelle mie vene, nel mio intestino, che mi riduceva a una agonia che mi invadeva piano piano”.
Parla di bugie e di attese che gli adulti impongono ai bambini, di antifascismo e di solidarietà, di anticonformismo e di disordine... “per fare ordine bisogna prima toccare il fondo del disordine”.
Forte di una vasta cultura - letteraria e non solo - Goliarda Sapienza ritorna ad essere la bambina che corre, corre, corre lungo i corridoi della sua casa, per via Pistone, che salta a quattro a quattro gli scalini, che canta e che recita tutte le parti, maschili e femminili, degli spettacoli dei pupi. Ma a malapena riesce a mettere ordine tra le bugie dei ricordi e lo fa perché, come dice lei stessa all’inizio del libro:
“Mi decido a parlarvi di quello che non avendo capito mi pesa da quarant’anni sulle spalle (...). Questi quarant’anni, o meglio i primi venti anni di questi quarant’anni, a furia di volerli scientemente ignorare, si sono così ingarbugliati che non riesco a districarli (..) visto che mi sono state dette, come a tutti del resto, più bugie che verità”.
Profile Image for Mathiwi.
285 reviews9 followers
August 5, 2022
Chaque été un livre de Goliarda, mon coup de foudre littéraire !
Lettre ouverte, c’est le « confessions » de Goliarda, le testament écrit comme préambule à son œuvre, dans un mélange d’introspection, sous fond de mémoires. Les courts chapitres décrivent la dépression actuelle et les bonheurs passés. Des moments lumineux, où je me suis dit « moi aussi », des moments aussi qui forcent l’empathie.
En défaut, certains chapitres sont plus brouillons, et difficiles à comprendre sans avoir relu la biographie de l’autrice (qui se trouve à la fin…).
Profile Image for Maristella.
111 reviews
June 19, 2025
Con questo lungo monologo Goliarda Sapienza cerca di fare ordine nella sua mente. Cerca di curarsi da quella malattia che, si scopre nelle ultime righe, è iniziata a Roma quando è entrata nell'accademia di recitazione. Una malattia causata dallo scontro tra la sè adulta, conformista, compiacente, e la sè bambina, con tutte le paure e le incertezze che non sono mai passate. In queste pagine, cerca di mettere ordine in quei fatti dell'infanzia per capire meglio la sua relazione con la madre, una donna tanto intelligente ma tanto distaccata negli affetti. Cerca di fare ordine, ma il racconto è tutt'altro che ordinato per il lettore: salti temporali, personaggi che appaiono senza un'introduzione e che non si capisce che legame abbiano con Goliarda, avvenimenti lasciati sottintesi (la morte prematura di Nica, la natura donnaiola del padre...). Questo perché l'ordine non è quello della storia, ma quello della psiche, che è dettato dalle emozioni e dalle impressioni suscitate da persone, luoghi e avvenimenti.
È un libro difficile che andrebbe letto tutto d'un fiato (non come ho fatto io, nei ritagli di tempo). Lo rileggerò. È un'opera unica.
Profile Image for chiara.
154 reviews1 follower
September 30, 2025
La vergogna è donna e cresce forte anche dove non la si coltiva, infesta, si arrampica sulle pareti e inghiottisce le finestre: la luce non entra più. La luce però può essere cercata, e in queste pagine si insegue proprio l'abbaglio, che anche se effimero ogni tanto balugina in mezzo alle frasi. Nulla è chiaro, a partire dal flusso disordinato dei pensieri, alle ripetizioni ostinate e talvolta fastidiose; non è chiara la direzione del racconto, i salti temporali, i fantasmi che tornano a interagire con i vivi, le storie. E proprio in questa oscurità viene restituita perfettamente la materia della memoria in tutta la sua complessità, emerge il dolore del ricordare, la voluttà malata che si prova nell'auto-infliggersi questa tortura, l'amara consapevolezza che quella luce infantile non tornerà più a splendere come allora.
Io qui mi leggo vista, ma mi leggo soprattutto raccontata. Nella specificità dell'esperienza di Goliarda, del suo rapporto con la femminilità, con la religione, con gli uomini cattivi, il lavoro, l'arte, la sessualità, emerge un'esperienza che parla moltissimo anche di me (“Piango e aspetto la Rivelazione di essere utile. Di essere la prescelta di Dio o di Marx, per 'redimere', la parola è redimere, l'umanità”) e credo di moltissime - se non tutte - le altre donne. È bello non sentirsi sole nella solitudine della lettura. Ma è anche molto triste realizzare che a tenerci unite sono questo senso di colpa e questa vergogna che, in realtà, non ci dovrebbero appartenere.
Profile Image for Martina Neglia.
133 reviews115 followers
October 3, 2024
«Ho bisogno di voi per liberarmi di tutte le cose inutili che affollano questa stanza. Ho la bocca piena della loro polvere. Ho detto un minimo di ordine, non di verità.
Anche voi associate la parola «ordine» con la parola «verità», e la parola «intelligenza» con la parola «bontà»? Ho fatto sempre questo errore. Non mi fraintendete, non «verità»: ma solo un minimo di ordine in tutte queste «non verità», nelle quali nascendo, o meglio – come diceva mio fratello Ivanoe – cascando da quel cavolo sulla terra, mi sono trovata a strisciare prima, e a camminare dopo. Non vorrei buttare discredito sui morti e sui vivi che ho incontrato, ma visto che mi sono state dette, come a tutti del resto, piú bugie che verità, come potrei io, ora, sperare di parlarvi illudendomi di arrivare ad un ordine-verità? E no: credo proprio che questo mio sforzo per non morire soffocata nel disordine sarà una bella sfilza di bugie.»
Profile Image for Mare.
10 reviews
September 28, 2025
Folgorante ritratto di infanzia e di adolescenza e anni giovani di Sapienza, a saltare come tanti lampi, uno stile non convenzionale per fare emergere la sua figura a più lati. Antifascista lei e la sua famiglia, le prime esperienze lesbiche, l'amore per il teatro, la sua vita ricca e atipica, emerge una autrice brillante che sprizza di vita, irrimediabilmente catanese nel suo essere marina e vulcanica al tempo stesso
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Profile Image for (TraParentesi).
77 reviews2 followers
March 17, 2021
Che resta di tutto il dolore indolente di un'infanzia catanese, del profumo di zagara, di quante volte avresti voluto parlare di te, chiedere almeno il perché, di un sipario che può aprirsi solo altrove.
(Esce come dodecafonia suonata da un marranzano che i pensieri non li scaccia).
Profile Image for Rosa Maiuccaro.
126 reviews4 followers
June 23, 2022
La scrittura più incandescente della letteratura italiana del 900
Profile Image for Laurine.
19 reviews
February 14, 2025
Ça me fait trop de peine de noter ma star aussi bas mais j'ai eu trop de mal à comprendre et accrocher...
Profile Image for Angela Pillai.
51 reviews2 followers
June 26, 2025
Goliarda ti amo ma è stato difficile seguire i tuoi pensieri
Profile Image for Orland0.
19 reviews
August 8, 2025
"Vi lascio per un po': con questo poco di ordine che sono riuscita a fare intorno a me. Vorrei tacere per qualche tempo, e andarmene a giocare con la terra e con il mio corpo. Arrivederci."
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Profile Image for Elisewin.
372 reviews15 followers
September 1, 2024
Ci ho dovuto riflettere un po' su questa lettura una volta terminata.
Personalmente ho apprezzato molto lo stile di scrittura, che mi rappresenta alquanto; anche se la strutturazione del testo qui è del tutto volontaria, mentre nel mio caso è un affollarsi di idee a caso per davvero.
I temi trattati, per contro, mi hanno costretto spesso a interrompere la lettura per capire meglio di cosa si stesse parlando o per riflettere. Ho scoperto quindi questa scrittrice dalla penna non semplice, ma assolutamente interessante.
Profile Image for Giulz.
169 reviews14 followers
August 14, 2024
4.5
Ho una nuova ossessione e si chiama Goliarda Sapienza.
Direi che nell'anno è l'autrice di cui ho letto di più, e sicuramente vorrò recuperare tutto, è introspettiva, egoriferita, effimera, concreta, mascolina, femminile, modernissima.

Avevo comprato questo Lettera aperta in cerca di informazioni sul rapporto e sulla figura della madre Maria Giudice, che si palesa a tratti, ma in realtà il libro mi ha restituito molto molto di più delle informazioni che cercavo. Il rapporto con la madre è sommariamente descritto, ma nei suoi atti più veritieri, la sua figura spicca come il centro del mondo di Sapienza, ma con i bordi talmente sfumati da diventare una protagonista fuggevole, impalpabile, ma al tempo stesso di un peso importante:

["Io sono la tua mamma e tu sei la mia bambina: poi fra cinquanta, cento anni io diventerò la tua bambina e tu la mia mamma". Questa, di tutte le bugie che mi furono dette, appena mi ripresi dal colpo che ebbi cadendo giù da quel cavolo in terra, e mi trovai in piedi a camminare e cascare, e poi rialzarmi e ricadere subito dopo, è stata la più dolce. Questa bugia mi ha sorretto per anni, anche se la notte, a volte, mi svegliavo con una preoccupazione pungente. Sarei stata all'altezza, fra cinquanta o cento anni, di essere la mamma di mia mamma?]
Come scrive Angelo Pellegrino nella postfazione dell'edizione Einaudi: "La nobile figura di rivoluzionaria della madre la caricò però di doveri morali e ideali che aggravarono buona parte della sua vita, anche per l'amore e l'ammirazione incondizionati che Goliarda le portò sempre, nonostante il poco affetto da lei ricevuto, che mai Goliarda le rimproverò. La sapeva una donna dedita a una causa ideale che non consentiva un amore borghese verso i suoi figli..."
Sapienza ha aspettato quindi pazientemente una vita intera per poter costruire con la madre un rapporto di affetto e anche di affettuosità, tanto che verso la fine del libro scrive "Davanti alla sua carne lacerata, mi chiedo oggi, con timore: Sono stata una buona madre per mia madre quando lei regredì a cinque, sei anni, quasi demente paralizzata su una poltrona? Ho assolto il mio compito? Mentre la lavavo, la pettinavo, le tagliavo le unghie, rispondevo alle sue domande sempre uguali[...]? Ho creduto di si. [...] Finalmente l'avevo in mano quella donna che tutta la vita mi aveva dominato: la potevo lavare, tenere fra le braccia, accarezzare: lei che prima era così schiva di tenerezze.(cap.40, forse il più bello di tutto il libro).
Questo "buco nero affettivo" (Angelo Pellegrino) ha molto condizionato la vita della scrittrice: due tentativi di suicidio, una profondissima riflessione sul femminismo degli anni 60 che non condivideva affatto, vedendolo come un prodotto del capitalismo che puntava solo alla contrapposizione tra uomo e donna mettendoli uno contro l'altro in modo da sconfiggerli entrambi, completamente diverso dal femminismo che era stato della madre e che riprenderà ne L'arte della Gioia, dove la protagonista Modesta è proprio un personaggio costruito per far arrabbiare le femministe degli anni 60, oltreché l'establishment culturale italiano. Quindi insomma la madre è il filo rosso che collega tutta la vita di Sapienza, tramite lei e quello che le lascia, i suoi scritti prenderanno forma, perché quello che scrive parte sempre da se stessa. Usa la scrittura come terapia per far ordine, esempio lampante è l'incipit di Lettera Aperta. " Non è per importunavi con una nuova storia né per fare esercizio di calligrafia, come ho fatto anche io per lungo tempo; né per il bisogno di verità- non mi interessa affatto,- che mi decido a parlavi di quello che non avendo capito mi pesa da quaranta anni sulle spalle. Voi penserete: perché non se la sbroglia da sé? Infatti ho cercato, molto. Ma visto che questa ricerca solitaria mi portava alla morte- sono stata due volte per morire "di mia propria mano", come si dice- ho pensato che sfogarsi con qualcuno sarebbe stato meglio, se non per gli altri almeno per me".

E' un testo che per sua stessa ammissione dovrebbe essere letto per approfondire questa autrice nella fase della sua prima infanzia, a questo seguirà Le certezze del Dubbio che insieme compongono L'Autobiografia delle contraddizioni, così chiamato perché secondo Sapienza nessuno può essere esente dalle bugie, ma nel suo caso verranno anche contraddette o rovesciate o riconosciute come errori nocivi al personaggio Iuzza-Goliarda.

Le bugie sono ciò che spinge Goliarda Sapienza a non volerci descrivere l'amore."Dell'amore non ne ho mai capito niente, l'ho solo subito" e avendolo subito non ne sa niente, e non sapendone niente è per lei fonte di fraintendimenti e per parlarne dovrebbe inventare delle bugie, e se poche bugie sono vita e chiarezza, troppe bugie diventano il regno dei sogni, la menzogna sistemata in ideologia.

Insomma ci sarebbe moltissimo da scrivere, ma rischierebbe di diventare una tesina delle superiori, ma vorrei proprio che riscoprissimo questa e tante altre autrici italiane che per lungo, troppo tempo sono state dimenticate già a partire di banchi di scuola.
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45 reviews
February 23, 2024
Non è per importunarvi con una nuova storia né per fare esercizio di calligrafia, come ho fatto anch'io per lungo tempo; né per bisogno di verità - non mi interessa affatto, - che mi decido a parlarvi di quello che non avendo capito mi pesa da quarant'anni sulle spalle. Voi penserete: perché non se la sbroglia da sé? Infatti ho cercato, molto. Ma, visto che questa ricerca solitaria mi portava alla morte - sono stata due volte per morire "di mia propria mano", come si dice - ho pensato che sfogarsi con qualcuno sarebbe stato meglio, se non per gli altri almeno per me.

Si apre cosi' il libro di Goliarda Sapienza, che dichiara che sarà un libro di autoanalisi, usato come fosse un diario per sfogarsi e mettere ordine nella confusione che ha in testa. Lei stessa paragona questa scrittura al riordino di una sua stanza stracolma di oggetti, ricordi, foto, ciarpame buttato alla rinfusa, nel quale è bene frugare, rievocare ricordi, eventualmente buttar via qualcosa.

Si ritrovano quindi le memorie di Goliarda bambina, della sua infanzia siciliana, dei rapporti con i membri della famiglia e con alcune figure chiave della sua educazione, di un ancora indistinto desiderio di emancipazione in un mondo in cui le donne servivano a poco più che far figli, delle sue aspirazioni da attrice, del suo desiderio di partire verso il continente. Questi ricordi si mischiano con il "presente" della scrittrice quarantenne.

Avendo scoperto questo romando dopo l'Arte della gioia, che avevo adorato, l'ho letto come andando a cercare gli spunti della vita di Goliarda Sapienza serviti poi da impalcatura per la creazione di Modesta e delle colorite atmosfere che la circondano. Modesta è si' un personaggio inventato, ma il mondo in cui vive e il suo modo di pensare si vede che sono frutto di una reinvenzione che Goliarda fa di sé stessa.

Non credo che questa lettura parallela fosse l'intento con cui il libro è stato scritto, visto che precede la scrittura dell'Arte della gioia, ma sono stata contenta di ritrovarci lo stesso brio, lo stesso modo di pensare ed esprimersi anticonformista, con una visione del mondo diversa dal solito.

La scrittura è a volta un po' confusa e criptica - alcuni pensieri avevano sicuramente più senso nella testa di Goliarda Sapienza che in quella del lettore - ma c'è una tale vivacità che ti prende per mano, che se anche ogni tanto la stretta di mano tra lettore e scrittore scivola basta recuperarla con qualche passo veloce, e la meraviglia ricomincia.

Dunque, come vi ho detto, mi chiamo Goliarda e devo dire che quando scopersi che tutte le bambine si chiamavano Maria, Anna, Giovanna, rimasi un po' male. (...) E un pomeriggio, esasperata da questo nome che tutti, in cortile, al mare, notavano con meraviglia, cercai fino a notte sull'elenco telefonico di Catania, disperatamente, una sorella o un fratello che portasse questo nome. Piangendo dovetti accettare la realtà: non c'era nessuna Goliarda o Goliardo in tutta Catania, e per me in tutto il mondo. Ero sola.
438 reviews
July 28, 2024
Non avevo mai letto nulla di Goliarda Sapienza ma per onore del vero non sapevo neanche chi fosse Goliarda Sapienza e prima di prendere tra le mani un suo scritto ho letto qualcosa della sua vita.
Goliarda Sapienza non nasce come scrittrice, la sua vita è la recitazione, il mondo del palcoscenico e dello spettacolo, inizia a scrivere per placare il suo animo, per tranquillizzare la sua mente, per salvarsi dalla vita stessa.
In questo libro racconta la sua infanzia, come nasca il suo nome, un nome insolito, un nome doloroso ereditato dalla morte del figlio del padre, un nome che porta con sé solennità e ricordi.
Goliarda vive in Sicilia in una famiglia che all'epoca non era ritenuta convenzionale, con genitori non sposati, con altri fratelli e sorelle che in realtà non lo sono davvero, ma sono i figli del padre, non studia a scuola ma a casa, non può frequentare la scuola nel periodo fascista con genitori atei sovversivi, ma ha la smania di conoscere, di imparare, di apprendere, vuole sapere cosa ci sia nel mondo, cosa la aspetta, cosa vedrà e cosa non vedrà.
Soffre per il nome che porta, ma non per il nome in sé ma per colui che era il vero Goliardo, colui che è morto e che lei non ha mai conosciuto, conosce fin da piccola il senso del dolore, della mancanza e della morte, eppure in ogni pagina di questa sua autobiografia traspare la sua forza, il suo coraggio, la sua energia e la serenità di vivere, come se scrivesse con la voglia di incantare il lettore con placida serenità.
Eppure la sua vita non è stata serena, non è stata così tranquilla, ha fatto scelte drastiche, ha subito dolori immensi, ma ha lottato.
Ripercorre il passato, ripercorre la sua gioia di vivere, ripercorre gli anni delle sue scoperte e di quelle che saranno le sue scelte, scrive come se incantasse il lettore, scrive come se avesse la calma, la lucidità, il "tempo infinito della scrittura", non appare l'urgenza di far sapere cosa abbia vissuto, non appare la foga nel raccontarsi, ma tutto sembra avvolto dalla pace.
Ho ammirato il suo modo di sapersi raccontare, ho ammirato il suo modo di saper scrivere, ho ammirato il suo coraggio, ho ammirato ogni dettaglio di questo romanzo che molti ne hanno giudicato come racconto breve, ne ho ammirato la capacità di scrivere più per sé stessa che per i posteri, come se non le importasse di colpire un futuro lettore, come se avesse solo bisogno di scrivere per lei, per lasciare a lei stessa il tempo e il modo di rivivere ricordi.
Profile Image for Mariarosaria.
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March 25, 2023
“Lettera aperta” inizia “l’Autobiografia delle contraddizioni” di Goliarda Sapienza, scrittrice nota al grande pubblico per il romanzo “L’arte della gioia”, divenuto caso editoriale postumo in Italia dopo la fortunata traduzione francese, che ha avuto il merito di portare alle luci della ribalta un’artista del ‘900 quasi del tutto dimenticata.

In questo romanzo di formazione, intimista e semi-diaristico, la scrittrice siciliana narra la storia della sua infanzia a Catania e della prima giovinezza a Roma.
Il libro non segue un ordine cronologico, bensì un filo del racconto legato a libere associazioni dei suoi ricordi, mischiando flusso di coscienza, monologo interiore e interlocuzioni dirette coi lettori, ai quali Goliarda Sapienza si rivolge spesso, intessendo un dialogo costante con la persona al di qua della pagina.

Nel libro l’autrice catanese spiega le motivazioni (dolorose) dietro il suo bislacco nome, fa riferimento a se stessa col vezzeggiativo “Iuzza”, compone un ritratto nostalgico dei genitori, socialisti impegnati di simpatie anarchiche, la sindacalista Maria Giudice e l’avvocato Giuseppe Sapienza, non lesinando mai sottili critiche ad entrambi, così come descrive il suo legame di odio-amore con la Sicilia, da cui fuggirà a soli 17 anni ma che sempre sarà calda e viva nel suo cuore.
Lascerà infatti la città etnea grazie ad una borsa di studio presso l’Accademia di arte drammatica nella capitale, dove prenderà avvio la sua carriera teatrale. Qui conoscerà anche il suo primo grande amore, il regista Francesco “Citto” Maselli, a quel tempo fra i più importanti esponenti della cinematografia della “Hollywood sul Tevere”. Per la scrittrice la Caput Mundi sarà anche luogo di esperienza del secondo conflitto mondiale, dove consoliderà la sua educazione politica e morale attraverso la clandestinità e la lotta partigiana.

Il linguaggio di Goliarda Sapienza è fastoso, pieno di ricche subordinate: tende ad un lirismo barocco, a volte difficile da seguire. Se vi piacciono i libri belli ma impegnativi, leggetelo.
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