Estudios sobre el amor, en defensa de la libertad de la mujer, son casi todas las novelas de Jacinto octavio Picon. Dulce y sabrosa, la mas celebrada, refiere el ingenioso modo con que una joven, seducida y abandonada, reconquista a su amante.
A very funny novel about a man that intends to seduce a woman and how the cleverness of the woman make the man fall in real intense love with the woman
Jacinto Octavio Picón foi um escritor espanhol pertencente ao naturalismo, mas na minha interpretação e na de outros críticos literários, este tem mais semelhanças com a estética modernista. Isto se evidencia, principalmente, com o tipo de narrador que encontramos na obra. Se no realismo e naturalismo a “regra” é um narrador que procura a superposição do real sem enfeites e/ou excessos subjetivistas, já no modernismo a presença do autor é praticamente uma regra. Sendo assim, em Dulce y sabrosa é possível vislumbrar um Picón que constantemente se situa em interseções do texto, inserindo opiniões próprias – algumas polêmicas, como a da mulher espanhola, que, na concepção dele, caracteriza-se por ser muito passional, reforçando dessa forma o estereótipo da andaluza, flamenca: todo corpo e alma – quando alguma sequência narrativa importante permite certas reflexões sobre o acontecido.
Devo dizer, também, que o texto me pareceu divertido, dinâmico e apesar de ter um certo dramatismo próprio do teatro romântico espanhol – do qual o escritor claramente bebe –, há por trás disso um teor moral evidenciado na crítica que se faz à burguesia, que tem neste romance a Juan Todellas como representante dessa classe moral. Faz-se uma cruel dilaceração do quão mimado é o homem burguês do século XIX, o quanto lhe custa aceitar que os acontecimentos não se sucedam do jeito que idealiza. Nessa dialética, que encontra a Cristeta no polo de força oposto, Juan sofre uma metamorfose que, ao meu ver, explica-se muito rapidamente; tão rapidamente que a sensação que me ficou é que Juan não muda em si quanto o autor quer ilustrar. Não quero dar spoilers sobre as mudanças psicológicas de Juan, então por aqui ficarei. Mas gostaria de me despedir colocando esta questão como quiçá a única problemática narrativa do texto. Picón traz bons personagens, sendo Cristeta uma personagem feminina muito bem moldada – ainda assim, Galdós sabe criar personagens femininos mais complexos e intersesantes que Picón. Não é casualidade que Galdós seja um dos máximos expoentes da literatura espanhola da segunda metade do XIX e Picón um coadjuvante do movimento realista/naturalista –, tanto que ao lado dela, Don Juan é uma paródia e caricatura que destoa.
El comienzo del libro se me hizo un poco lento. Pero una vez que comienzas a entender la psique de los personajes la historia se vuelve atrapante. El final no me resultó predecible y me tomó por desprevenida pero me pareció excelente.
I perhaps liked this book more for the beautiful language and writing than the story itself. The story is simple, although it was fun to see it the love story tangle and untangle, like the acts of a play. The final scene was where the actress reveals her act of deception, and I thought that she could win me over, just as she did the macho Juan! It seemed a little out of character that the lovely Cristeta, in the end, but the picaresque Juan did. I thought Picon took a preachy stance on his anti-marriage doctrine, which also seemed out of place. There is also the side story of the old uncle trying to get frisky with young actresses, to the dismay of his loyal but unexciting wife--which was comical, but I was also left wondering what Pico was preaching. It could be that he actually has strong morals, and he is just satirizing the lax morals of the age--I can't be sure. Overall a fun and funny story of deceiving for love's sake, where love triumphs in the end.