Li este livro com o intuito de buscar entender as tendências de moda, mas acabei mesmo ficando com as tendências "na" moda do que "de" moda. É essa convergência para um lado mais sustentável, ecológico, dento da defesa de direitos, com valores mais humanos e menos industrias. Nesse sentido o livro é bastante válido e ajuda às pessoas mergulhadas no universo da moda a darem, plagiando o título, um propósito para a vida fútil que a moda - principalmente a moda da indústria do vestuário, através da quela esse livro discute a moda em geral - pode proporcionar. Contudo, fico me perguntando: será que eram necessárias mesmo quase quinhentas páginas para um livro que se repete muito em todos os sentidos? Pelo estilo do texto me pergunto se, por acaso, o livro foi realmente escrito pelo autor ou se por um grupo de ghost writers, pois lembra bastante o estilo de um puzzle de textos. Um pouco pode ser implicância minha sobre o mundo da moda vestuário que tem já os seus problemas e ajuda a estigmatizar o consumo e deixar suas "veias abertas" para as críticas mais mordazes. Sorte que li boa parte deste livro na praia deitado numa rede. Bem sustentável.